HERÓIS DO MAR VENCEM IRÃO COM AUTORIDADE

Portugal

Foto: © RFEBM / J. L. Recio

Portugal somou a primeira vitória no 50.º Torneio Internacional de Espanha ao bater a seleção do Irão (20-41). Depois do empate na estreia, os Heróis do Mar recuperaram e aguardam o resultado do jogo em falta do grupo para saber se disputam a final de domingo.

A Navarra Arena foi testemunha de uma Seleção Nacional focada em corrigir os detalhes do jogo anterior.

Frente ao Irão, a equipa de Paulo Jorge Pereira não deu margem para surpresas, utilizando a profundidade do seu plantel para manter uma intensidade que o adversário não conseguiu acompanhar.

Fonte: FPA

Heróis do Mar
Foto: © RFEBM / J. L. Recio

Entrada determinada e primeiros golos

A entrada de Portugal em jogo foi pautada pela vontade de chegar ao primeiro triunfo no torneio. Com Diogo Valério a assumir a titularidade na baliza, os Heróis do Mar adiantaram-se cedo no marcador por intermédio de Victor Iturriza, após uma combinação com Miguel Neves logo no primeiro minuto.

Apesar de o Irão ter conseguido responder rapidamente (1-1), a equipa lusa manteve a serenidade defensiva, apoiada em intervenções seguras do seu guarda-redes, que se destacou ao travar um livre de 7 metros ao minuto 9.

Foto: © RFEBM / J. L. Recio

Consolidação da vantagem

A vantagem portuguesa começou a consolidar-se através de transições eficazes, com Diogo Branquinho e João Gomes a converterem as oportunidades criadas, elevando o resultado para 3-6 aos 11 minutos.

Mesmo perante o jogo mais físico do adversário, Portugal geriu o ataque com critério.

Os tentos de Francisco Costa e Victor Iturriza levaram o selecionador iraniano a solicitar o primeiro time-out da partida.

Na reta final da etapa inaugural, a rotação do banco permitiu manter a frescura do conjunto nacional.

Luís Frade, Salvador Salvador, José Luís Ferreira e Leonel Fernandes inscreveram o seu nome na lista de marcadores, carimbando uma vantagem de seis golos ao intervalo (11-17).

Foto: © RFEBM / J. L. Recio

Domínio na segunda parte

No regresso, Portugal asfixiou as aspirações iranianas com um parcial de 4-8 nos primeiros dez minutos.

A defesa lusa forçou erros sucessivos na circulação adversária, permitindo a Martim Costa dinamizar o ataque.

A vantagem atingiu os treze golos a pouco mais de 10 minutos do final, período em que Ricardo Brandão também inscreveu o seu nome nos marcadores.

Mesmo após o time-out de Paulo Jorge Pereira, a equipa das Quinas não baixou a intensidade, mantendo a paciência e eficácia.

Heróis do Mar
Foto: © RFEBM / J. L. Recio

Gestão final e vitória robusta

Com o triunfo garantido, Portugal geriu o ritmo nos últimos instantes, evidenciando a sua superioridade perante o conjunto iraniano que manteve a intensidade até ao soar da buzina.

Os contra-ataques sucessivos permitiram à formação nacional ultrapassar a barreira dos 40 golos com naturalidade, firmando o resultado final em 20-41.

Paulo Jorge Pereira
Paulo Pereira, selecionador nacional – Foto: DR

Palavras de Paulo Jorge Pereira

O Selecionador Nacional destacou o facto de todos os jogadores – mais uma vez – terem tido bastante tempo de jogo e considera positiva a resposta dada pelos 18 selecionados:

“Acho que é interessante a dinâmica que estamos a ter.

Toda a gente está a jogar sempre.

Vamos confiando que neste registo podemos contar com todos os atletas para a competição principal. Mais uma vez, assim aconteceu.

Ainda por cima, hoje, conseguimos explorar também o formato ofensivo 7 contra 6, que começámos a usar menos e podemos voltar a usar mais vezes agora.

Foi um jogo, quase que podia dizer, redondo, em termos do plano de jogo.

Correu tudo bem, toda a gente o jogou bem, melhorámos alguns aspetos em termos ofensivos e a nível da comunicação.

Portanto, estamos cada vez mais preparados. Ainda nos falta um pouco, mas vamos a caminho.”

Sobre os 21 golos de diferença, o técnico português considera que a gestão feita contrastou com o cansaço do Irão e permitiu dilatar da vantagem:

“Acho que fisicamente o Irão acabou por quebrar.

Nós não parámos de fazer transição ofensiva.

E acho que usámos cada posse de bola para fazer a transição.

Fisicamente, ao termos estas rotações, ao termos também as rotações de ontem, permitiu-nos hoje continuar a estar frescos para poder jogar contra o Irão.

Portanto, muito contentes com a performance dos Heróis do Mar.”

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