II Etapa – Vila Velha de Ródão

Vila Velha de Ródão – Vila portuguesa raiana no distrito de Castelo Branco, região Centro e Sub região da Beira Interior Sul, com cerca de 1700 habitantes…

Foi aqui que se realizou no passado dia 7 de fevereiro, a II Etapa do Território Circuito Centro. Organização a cargo da Empresa Horizontes no Pinhal, Actividades Turístico Desportivas Lda, em estreita colaboração com a Câmara municipal local.
Como habitualmente, duas provas competitivas nas distâncias de 49 km UT (ultra Trail, com D+ 2060) e 27 km TC (trail curto) ambas a pontuarem para o prémio final do Circuito – total de 4 provas.
Secretariado montado numa zona de jardim, dentro duma tenda, junto à rua Comendador João Martins. Também aqui se encontrava instalada o local da partida e chegada (meta), das duas provas.
Pelas 08H45, e devido ao frio, foi feito um pequeno briefing, no interior da tenda, onde fomos alertados, para os perigos que poderiam surgir ao longo do percurso. Tais como, ribanceiras, pedras escorregadias e fitas de outras cores. Somente seguir as fitas laranjas e as marcações com tinta vermelha no chão.
À hora prevista, 09H00, foi dado o sinal de partida. Os cerca de 250 atletas, seguiram o guia, por ruas do interior da vila até à saída desta. A partir daqui ficamos, todos nós, por nossa conta.
– Entramos em zona rural, por estradão e single-tracks e lá fomos progredindo na envolvente da serra das Talhadas, com passagem por sítios emblemáticos do concelho. Tostão, onde estava instalado o 1º abastecimento, seguindo-se depois para uma das zonas mais bonitas do percurso, a descida em direção a uma ribeira por um trilho técnico, junto à mesma. Muita geada no chão, o que tornava o piso escorregadio.
Passagem pelo 2º abastecimento, em Foz do Cobrão ao km 20, e sem necessidade de parar e perder tempo (porque este é coisa escassa e ainda havia cerca de 30 kms para fazer), lá fui indo, o que as pernas me deixavam. Progressão lenta por trilhos, sem grandes subidas até ao 25 kms. A partir daqui foi subir, uma encosta da serra. Chegado ao cimo, encontramos uma espécie de pista de atletismo, numa distância aproximada de 3kms. Foi sempre a rolar em bom ritmo. Terminada esta, mais uma pequena subida, seguida de descida, atravessar uma estrada de alcatrão e uma ponte. Novamente estradão que nos levaria até ao 3º abastecimento (líquidos) ao km 33.
– Seguir em estradão e entrada em zona de mata, sempre a subir até atingirmos o ponto mais elevado do percurso km 35 a 36, para depois se apanhar asfalto, sempre a descer, grande desida, até se entrar em Vila Ruivas, onde se situava o 4º abastecimento (km 40).
Havia que continuar, pois só já faltavam 9 kms e se tudo corresse bem faltaria menos de uma hora.
Mais uma subida com direito a uma voltinha ao redor dum pequeno castelo (peço desculpa não saber o nome).
A partir daqui, aproximava-se o local de chegada, o que me deu mais forças para continuar. Independentemente de vir todo roto, ou sem forças, nestas alturas há sempre uma reserva que dá até ao fim e assim foi…
Objetivo atingido, terminar.
Após uma semana da prova dos abutres e ainda a recarregar baterias, dei o meu melhor. Aliás, é sempre este, o meu lema.
Concluí os 48.900m com o tempo de 04.47’.38’’, tendo-me classificado em 5º lugar da geral…
– Em relação à Antonieta, desta vez não correu tão bem como o desejado, teve que desistir aos 33 kms, devido a… desarranjos… Acontece aos melhores.
Os grandes vencedores foram: Rui Luz e Luís Mota com os tempos de 04.18’.01’’ e 04.18’.33’’ e em 3º. Stefan Pequito, 04.23’.52’’.
Nas senhoras as vencedoras foram: Isabel Moleiro, seguida de Carla André e Sónia Túbal, com os tempos, 05.37’, 05.47’ e 05.49’.

Em relação ao trail curto os grandes vencedores foram:
– Nas senhoras: Anabela Duque, do ACS Mamede, Elisabete Vieira e Tucha Negri, com os tempos de 02.51’, 02.57’09’’ e 02.57’.23’’.
– Nos Masculinos: outro grande atleta do ACS Mamede, António Silvino, 02.19’, seguido de João Plácido e de Guilherme Neto, com os tempos de 02.24’ e 02.25’.
Para todos os vencedores e todos os que participaram, Parabéns…
Parabéns à organização Horizontes, pelo percurso escolhido e pelo trabalho feito na abertura dos trilhos. Marcações, do melhor, abastecimentos e apoio durante a prova, muito bons.

Texto e fotos: Francisco José Mira Gaio

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