JÉSSICA AUGUSTO ENTRA NA HISTÓRIA COM OURO
Pódio individual feminino - Foto: FPA
A menos de duas semanas para o SPAR European Cross Country Championships, em Lagoa, destacamos o Ouro conquistado por Jéssica Augusto em 2010.
A competição realiza-se a 14 de dezembro, no Parque Urbano do Parchal – recordamos a 17.ª edição dos Europeus de Corta-Mato disputada a 12 de dezembro de 2010, em Albufeira.
Foi a segunda ocasião em que Portugal organizou este Campeonato da Europa e até ao Algarve vieram alguns dos mais competitivos atletas europeus.
Albufeira 2010 reuniu 468 atletas – 280 masculinos e 188 femininos – distribuídos pelos escalões de seniores, sub-23 e juniores.
O evento ficou marcado por desempenhos de grande nível.
Mas sobretudo, pela consagração de Jéssica Augusto como campeã europeia de seniores, um dos momentos mais emblemáticos da história recente do Corta-Mato português.
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Fonte: Federação Portuguesa de Atletismo
Jessica Augusto conquista o Ouro individualmente e contribui para o Ouro coletivo feminino
Na prova rainha feminina (8,17 km), Jéssica Augusto impôs-se com autoridade, vencendo em 26:52, cinco segundos à frente da turca Binnaz Uslu.
Dulce Félix completou o pódio, assegurando o bronze para Portugal em 26:59.
As duas atletas contribuiram decisivamente para o ouro coletivo feminino, com apenas 19 pontos, superando Reino Unido/Irlanda do Norte (65) e Espanha (71).
Coletivamente, além de Jéssica Augusto e Dulce Félix, Marisa Barros foi sexta, Sara Moreira e Ana Dias nona e décima respetivamente, ficando Anália Rosa em 31.º lugar.
Portugal conquista prata coletiva e bronze individual em masculinos
No setor masculino (9,87 km), o ucraniano Serhiy Lebid voltou a confirmar a sua hegemonia no corta-mato europeu, conquistando o seu nono título continental (e também o último) com 29:15.
O marroquino naturalizado português Youssef El-Kalai foi uma das figuras dessa manhã ao alcançar uma brilhante medalha de bronze, terminando em 29:19, atrás do espanhol Ayad Lamdassen.
Coletivamente, Portugal alcançou um notável 2.º lugar, somando 34 pontos, apenas atrás da campeã França e à frente da Espanha, que subiu ao pódio em terceiro lugar.
Para as cores lusas, além, de El-Kalai, contaram o sétimo posto de Eduard Mbengani, o oitavo lugar de Rui Pedro Silva e o 16.º de Rui Silva. Licínio Pimentel foi o 26.º a cortar a meta.
Sub-23: França domina no masculino, Reino Unido impõe-se no feminino
Nos sub-23 masculinos (8,17 km), a França esteve em grande destaque com o triunfo de Hassan Chahdi (24:11).
Mas também o segundo lugar de Florian Carvalho, assegurando ainda o 2.º posto por equipas, atrás da campeã Irlanda.
O pódio coletivo fechou com Espanha.
Individualmente, Ricardo Mateus foi o melhor português (5.º) com 24:25 e coletivamente a equipa lusa sub-23 garantiu o sétimo lugar.
Entre as sub-23 femininas (6,07 km), a vitória sorriu à espanhola Cristina Jordán (20:17).
Mas o Reino Unido/Irlanda do Norte garantiu o título por equipas, somando 43 pontos, seguido de Rússia e Ucrânia.
Portugal foi sexto, com Salomé Rocha a garantir a melhor posição individual (17.º).
Juniores: Rui Pinto brilha com bronze; Reino Unido domina coletivamente
Nos juniores masculinos (6,07 km), o espanhol Abdelaziz Merzougui e o sérvio Nemanja Cerovac discutiram o título ao sprint, com ambos a terminar em 18:07.
Rui Pinto conquistou um importante bronze para Portugal com 18:09, contribuindo dessa forma para o 2.º lugar coletivo nacional.
Uma prova dominada pelo Reino Unido/Irlanda do Norte, ficando a Rússia no terceiro lugar.
No setor feminino (3,97 km), o Reino Unido voltou a destacar-se com o triunfo de Charlotte Purdue (12:42) e o bronze de Emelia Gorecka.
A equipa britânica venceu categoricamente o título feminino, seguida por Alemanha e Roménia.
A seleção portuguesa foi oitava, sendo Bárbara Ferreira a melhor atleta nacional (34.º lugar).
Um Europeu inesquecível para Portugal com destaque para Jéssica Augusto e Youssef El-Kalai
Com dois pódios individuais – o ouro de Jéssica Augusto e o bronze de Youssef El-Kalai – e três medalhas coletivas, Portugal assinou uma prestação de grande qualidade.
A organização exemplar foi muito elogiada, o clima ameno do Algarve e a moldura humana reforçaram o sucesso de uma edição que dignificou a história do Corta-Mato português.




