MAGNUS CORT NIELSEN VENCE E VESTE-SE DE AMARELO

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Os nórdicos continuam em grande na Volta ao Algarve, com o dinamarquês Magnus Cort Nielsen (EF Education-EasyPost) a substituir o norueguês Alexander Krtistoff (Uno-X Pro Cycling Team) no topo da classificação geral, depois de hoje ter conquistado a segunda etapa da prova, uma ligação de 186,3 quilómetros entre Sagres e o alto da Fóia.

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Fonte: UVP – Federação Portuguesa de Ciclismo

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Rui Costa no pódio da Volta ao Algarve

A fase mais dura da etapa foi controlada pela INEOS Grenadiers, que escolheu o ritmo com que se subiu a Picota e a Fóia.

Só que o ritmo escolhido não foi suficiente para eliminar a maior parte da concorrência e assistiu-se a uma chegada ao sprint entre um grupo ainda numeroso no ponto mais alto do Algarve.

O belga Ilan van Wilder (Soudal Quick-Step) adiantou-se no sprint e ainda levantou o braço direito para comemorar o triunfo.

Foi esse gesto extemporâneo que lhe roubou a vitória e o comando da geral, pois, vindo de trás, Magnus Cort lançou a bicicleta sobre a linha de meta e ganhou por centímetros.

Van Wilder ficou o segundo e Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty) fechou o pódio do dia, todos creditados com 5h07m05s, tal como Valentin Madouas (Groupama-FDJ) e Jai Hindley (BORA-hansgrohe), quarto e quinto, respetivamente.

Magnus Cort – Foto: DR

Magnus Cort Nielsen ascendeu ao topo da geral com as bonificações

Com as bonificações, Magnus Cort ascendeu ao topo da geral para vestir a Camisola Amarela Turismo do Algarve. Tem quatro segundos de vantagem sobre Ilan van Wilder e seis à melhor sobre Rui Costa.

Senti-bem durante a subida. Não vou dizer que estava confortável, mas os quilómetros passavam e senti que tinha forças para o sprint.

Faltavam cinco quilómetros, quatro quilómetros, o ritmo da subida era duro mas constante o que me fez acreditar que teria hipóteses.

Nos últimos 500 metros todos queriam estar perto da frente, mas o vento era frontal e tive receio de arrancar demasiado cedo.

Lutei por encontrar uma boa posição, encontrei uma aberta nos últimos metros e consegui vencer”, descreve o dinamarquês.

A equipa teve confiança em mim. Não sabia se estaria em condições no termo de uma subida de sete ou oito quilómetros, mas tanto eu como o diretor desportivo achamos que devíamos tentar.

Para mim vencer, nestas condições, é fenomenal. Tenho uma ou outra vitória em subida, mas geralmente em fugas e grupos reduzidos.

Nunca tinha vencido em subida os favoritos à classificação geral. Estou super feliz”, confessou Magnus Cort.

Rafael Lourenço, António Ferreira, Alexander Kristoff e Magnus Cort – Foto: DR

A batalha pela Camisola Azul

Antes da luta pela geral, assistimos à batalha pela Camisola Azul Cyclin’Portugal.

Cerca do quilómetro dez saíram do pelotão Matthew Gibson (Human Powered Health), Rafael Lourenço (AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense), Tomás Contte (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho), Gaspar Gonçalves (Efapel Cycling), António Ferreira (Kelly-Simoldes-UDO) e João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua).

A diferença máxima rondou os três minutos, percebendo-se que não estaria no grupo o vencedor da etapa.

No entanto, Rafael Lourenço e António Ferreira empreenderam um empolgante duelo pela classificação da montanha.

Lourenço aproximou-se, mas Ferreira segurou a Camisola Azul. O algarvio, todavia, não ficou de mãos a abanar. Foi eleito o mais combativo do dia.

Alexander Kristoff perdeu a Camisola Amarela Turismo do Algarve, mas manteve a Camisola Verde Crédito Agrícola, dos pontos.

O melhor jovem, dono da Camisola Branca IPDJ, é agora Frederik Wandahl (BORA-hansgrohe).

Por equipas comanda a EF Education-EasyPost.

A terceira etapa, marcada para esta sexta-feira, deverá dar nova oportunidade aos sprinters.

O pelotão parte de Faro, às 10h40, prevendo-se que chegue a Tavira, pouco antes das 16h00, depois de cumprida a maior viagem da prova, 203,1 quilómetros.

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