Mapas e bússolas no Litoral Alentejano

Alentejano

Praticantes de diferentes idades praticam Orientação, no mesmo espaço e ao mesmo tempo.

V Costa Alentejana “O” Meeting – Mapas e bússolas no Litoral Alentejano – Parte I

No passado fim de semana realizou-se a quinta edição do Costa Alentejana “O” Meeting, evento que anualmente se disputa na região da Costa Alentejana e pontuável para Taça de Portugal VITALIS de Orientação Pedestre 2017 da Federação Portuguesa de Orientação de Orientação Pedestre.

Organização conjunta de dois clubes da região, o Clube de Orientação e Aventura do Litoral Alentejano e o Clube da Natureza de Alvito, contou com o apoio dos municípios de Grândola e Santiago do Cacém e a colaboração da Junta de Freguesia de Azinheira dos Barros e S. Mamede do Sádão e da União de Freguesias de Santiago do Cacém, Santa Cruz e S. Bartolomeu da Serra e as facilidades do Monte das Figueiras – Casas do Rio Sado.

Primeiro dia, distância média no litoral Alentejano

No sábado dia 28 realizou-se a primeira das duas etapas, uma competição de distância média no Monte das Figueiras, em Santa Margarida do Sado.

Raquel Henriques junto de um dos pontos de controlo do seu escalão, Damas 18.

No mapa eram bem claras as diferenças entre duas áreas distintas de terreno, uma plana que permitia grandes velocidades de corrida e outra de relevo acentuado de uma encosta virada aos arrozais.

Alguns atletas esperavam encontrar portanto facilidades, pelo menos numa grande percentagem dos seus desafios. Não foi porém o que sucedeu.

Os percursos de competição foram traçados de maneira a que os participantes fizessem diversas transições entre aquelas duas áreas distintas, obrigando a que a estratégia fosse a de andar rápido mas sabendo dosear o esforço do dispêndio físico para evitar erros de navegação.

No escalão elite masculina alguns atletas pagaram a fatura técnica de terem apostado na velocidade de corrida, em particular aqueles que não estão habituados a competir nesta categoria.

Elites masculinos

Duas das principais vítimas foram dois atletas da Associação de Deficientes das Forças Armadas – Delegação de Évora.

Ricardo Esteves Ferreira perdeu tempo precioso em alguns pontos de controlo, o que o impediu de chegar à vitória, mostrando contudo que é uma das grandes promessas da modalidade e que está à altura de competir na Elite nas distâncias mais curtas.

Marco Alpande Póvoa, Presidente da Federação Portuguesa de Orientação que costuma competir em veteranos, também participou em elite, sendo desclassificado na zona rápida do terreno, não controlando o ponto correto do seu percurso, mas sim um de outra categoria.

Quem não deixou os créditos por mãos alheias, vencendo o percurso com um minuto de vantagem sobre Ricardo, foi o experimentado Manuel Horta, atleta do Gafanhori, clube de Arraiolos.

Acostumado à exigência dos percursos da elite e à pressão de competir nesta categoria, Manuel Horta fez jus à sua condição de favorito, mesmo que se tenha apresentado na qualidade de extracompetição.

Elites femininas

No escalão de elites femininas, Mariana Moreira, uma das melhores atletas nacionais, em representação do Clube Português de Orientação e Corrida, de Oeiras, concluiu o seu percurso com o segundo melhor tempo.

A vencedora do percurso foi Stepanka Betkova, atleta da Republica Checa que reside há vários anos em Portugal e representa a Associação Desportiva do Mondego, clube da Figueira da Foz.

A terceira posição do pódio foi para Barbora Pijakova, uma jovem da Eslováquia que se encontra em estágio do programa Erasmus, e tem participado nos eventos portugueses a representar a Associação de Deficientes das Forças Armadas – Delegação de Évora.

Alentejano
Praticantes de diferentes idades praticam Orientação, no mesmo espaço e ao mesmo tempo.

Orientação não é apenas elites

Um mapa no qual está marcado um percurso, uma bússola e muita aventura, é este o lema da modalidade.

Cada idade tem os seus próprios desafios, diversos uns dos outros.

No Costa Alentejana “O” Meeting houve, como acontece em todos os eventos, percursos para idades entre os 10 e os 75 anos.

A praticantes de maior idade exige-se doses de dificuldade técnica, ao agrado de uma experiência, mas um pouco menos de dificuldade na componente física.

Para praticantes inexperientes há quatro tipos diferentes de percursos, com dificuldade técnica e física facilmente identificada pela sua designação. Há o fácil curto, fácil longo, o difícil curto e o difícil longo.

Família a praticar orientação num dos percursos de Orientação para Todos, o Fácil curto.

Isso são contas de outro rosário, a que faremos referência amanhã.

Mais informação.

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Texto: FPO
Fotos: Organização

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