MIGUEL OLIVEIRA OBTÊM UM RESULTADO GRATIFICANTE

Miguel Oliveira

Miguel Oliveira - Foto: Trackhouse Moto GP

O piloto português Miguel Oliveira (Aprilia) terminou hoje na 10.ª posição o Grande Prémio da Emilia Romagna de MotoGP.

A 14.ª ronda da temporada, proporcionou à Ducati a conquista o sexto título mundial de construtores da sua história.

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Fonte: Henrique Dias em cooperação com a Lusa

“P10 acaba por ser um resultado gratificante” Miguel Oliveira

Oliveira, que largou de 12.º, cortou a meta a 31,891 segundos do vencedor, o italiano Enea Bastianini (Ducati).

O espanhol Jorge Martin (Ducati) ficou em segundo, a 5,002, e o compatriota Marc Márquez (Ducati) em terceiro, a 7,848.

Esta foi, também, a 100.ª vitória da Ducati em Grandes Prémios, mas ficou marcada pela queda do italiano Francesco Bagnaia (Ducati), bicampeão mundial, que voltou a perder terreno na luta pelo título.

Bagnaia, que largou da ‘pole position’, viu Jorge Martin sair disparado rumo à liderança, mas, desta vez, reagiu a tempo e um par de voltas depois recuperou a liderança.

Miguel Oliveira, que largou do 12.º lugar, manteve a posição nas primeiras voltas, mas viria a descer ao 14.º posto.

Miguel Oliveira
Miguel Oliveira – Foto: Trackhouse Moto GP

Depois de estabilizar, o piloto português viria a recuperar posições, até chegar ao 11.º lugar com a queda do espanhol Pedro Acosta (GasGas), que seguia em quarto, na volta 18 das 27 previstas para esta 14.ª ronda.

Hoje, depois do arranque, demorámos algumas voltas para ultrapassar.

Mas encontrámos velocidade. P10 acaba por ser um resultado gratificante.

Seguimos focados para a digressão asiática 💪🏻” escreveu o piloto na sua página.

Francesco Bagnaia – Foto: Facebook do piloto

Francesco Bagnaia voltou a perder terreno na luta pelo título

Nessa altura, o líder já era novamente Jorge Martin, que passara Bagnaia na quarta volta.

O italiano campeão mundial viria, ainda, a ser ultrapassado pelo seu companheiro de equipa, Enea Bastianini.

Bagnaia acabaria por cair, quando rodava na terceira posição, sozinho, ao ver a frente da sua mota escorregar na curva oito, a sete voltas do final.

O bicampeão via as aspirações do campeonato sofrerem um duro revés, pois tinha começado a prova a quatro pontos do primeiro lugar e via-se, de repente, a 29 de distância.

Enea Bastianini – Foto: Facebook do piloto

Enea Bastianini “Na última, tentei, fui ao limite, e deu”

Valeu a atuação de Enea Bastianini que nunca deixou a traseira de Jorge Martin, atacando a primeira posição do espanhol na última volta, por dentro da curva quatro do circuito de Misano.

Martin, apanhado de surpresa, quase tocava no rival italiano, acabando por ter de alargar a trajetória para a escapatória, não evitando gestos de desagrado.

Foi uma boa corrida, muito dura. Vi que o Enea estava a chegar. Acho que a manobra foi um pouco excessiva, empurrou-me para fora.

Acho que era o mais forte, mas pronto. Reagi a quente”, desculpou-se Jorge Martin.

Apesar do desagrado, o piloto madrileno acabou por ir cumprimentar o seu rival ainda na volta de desaceleração.

O Jorge esteve perfeito toda a prova, foi difícil de ultrapassar. Tentei a duas voltas do final, mas ele fechou. Na última, tentei, fui ao limite, e deu”, expressou Bastianini.

Com estes resultados, Jorge Martin aumentou de quatro para 24 pontos a vantagem no comando do Mundial de pilotos face a ‘PeccoBagnaia.

O espanhol tem 341 e o italiano 317. Bastianini recuperou o terceiro lugar, com 282 pontos, mais um do que o espanhol Marc Márquez.

Miguel Oliveira perdeu uma posição no campeonato, para o francês Fábio Quartararo (Yamaha), que hoje foi sétimo.

O piloto português é, agora, 14.º classificado, com 71 pontos.

A próxima ronda será o GP da Indonésia, dentro de uma semana.

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