NUNO BORGES ENTRA EM 2026 COM A AMBIÇÃO RENOVADA
Foto: Hong Kong Tennis Open
Nuno Borges inicia a nova temporada com objetivos ambiciosos.
O tenista português quer continuar a evoluir no circuito ATP e definiu como grandes metas para 2026 a melhoria do seu melhor ranking de sempre e a chegada, pela primeira vez, aos quartos de final de um torneio do Grand Slam.
Em declarações à agência Lusa, esta segunda-feira, o maiato foi claro quanto às metas traçadas.
“Gostava de quebrar um novo “ranking high” e gostava de chegar aos meus primeiros quartos de final de um Grand Slam”, afirmou o atual 47º classificado do ranking ATP.
Fonte: Helena Santos com a Lusa
Objetivos e ambição renovada
Aos 28 anos, Borges garante que a ambição e a motivação se mantêm intactas.
“Tento ir buscar o máximo de motivação, é isso mesmo. Estou aqui, estou onde quero.
Sei que no ténis não dá para estar confortável, não estou, não vou estar, vou sempre à procura de um bocadinho mais”, assegurou.
Em setembro de 2024, Nuno Borges tornou-se o segundo português a integrar o top 30 mundial e, ao longo do ano passado, chegou à quarta ronda do Open da Austrália, em janeiro, e do Open dos Estados Unidos, em agosto.
Foco no presente e no próximo jogo
Apesar das metas ambiciosas, o tenista sublinha que prefere controlar apenas o que está ao seu alcance.
“Mas, essas coias estão fora do meu controlo. Estou é preocupado com o próximo jogo, fazer aquilo que posso, e tentar divertir-me a fazê-lo. Eu gosto muito deste desporto, foi assim que começou”, frisou.
Borges começou a temporada com uma vitória sólida frente ao bósnio Damir Dzumhur, em dois sets, por 6-4 e 6-3, garantindo o apuramento para os oitavos de final do Open de Hong Kong, torneio em que é o oitavo cabeça de série.
O próximo adversário será o croata Marin Cilic, de 37 anos, atual 70.º do ranking mundial e campeão do Open dos Estados Unidos em 2014. Cilic venceu hoje o francês Adrian Mannarino, número 68 do mundo, por duplo 6-2.
Preparação para o Open da Austrália
O torneio de Hong Kong serve também como etapa de preparação para o Open da Austrália, que arranca a 12 de janeiro, mas Borges não esconde a ambição de ir mais longe na competição asiática.
“Sei que posso ir mais longe neste torneio. Nunca cheguei aos quartos de final, portanto vou à procura. Acho que cada torneio é uma oportunidade”, sublinhou.
O português reconhece a importância dos grandes palcos do circuito, mas reforça que todas as competições têm valor no percurso de um jogador profissional.
“Obviamente, se pudermos escolher, escolhemos os torneios maiores, onde estão mais pontos em jogo, mais dinheiro, obviamente que são os grandes palcos onde também queremos ser felizes”.
Ainda assim, destaca a importância dos torneios intermédios.
“Mas, às vezes é preciso ganhar muitos jogos aqui para nos podermos manter nesses grandes palcos.
Não desvalorizo de maneira nenhuma este torneio, é muito importante para mim, não só como construção, para a Austrália, mas para o resto do ano, para a minha carreira”, acrescentou.
De fora do top 300 ao topo do ténis português
Há cinco anos, Nuno Borges ocupava a 399ª posição do ranking ATP e competia sobretudo no circuito challenger, o segundo escalão do ténis mundial.
Hoje, vive um momento muito diferente e faz questão de valorizar cada conquista.
“Quero tirar o máximo proveito desta vida que estou a viver, porque é realmente onde sempre quis estar. Aliás, nem eu sabia que queria isto até realmente estar aqui e perceber que estou a viver mais do que o meu sonho”.

