PORTUGAL CONFIRMA VOLEIBOL DE NÍVEL MUNDIAL

Foto: Federação Portuguesa de Voleibol

Portugal viu a sua caminhada no Campeonato do Mundo 2025, nas Filipinas, chegar ao fim nos oitavos-de-final, depois de uma excelente prestação.

Apesar do desfecho (0-3: 19-25, 23-25 e 13-25) com a Bulgária nos oitavos-de-final, a campanha de Portugal deve ser encarada com orgulho e optimismo, pois marca um regresso notável à elite do Voleibol mundial 23 anos depois da última presença.

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Fonte: Federação Portuguesa de Voleibol

Portugal
Foto: Federação Portuguesa de Voleibol

Foi a terceira vez na história, que Portugal disputou uma fase final do Campeonato do Mundo

O jogo com a Bulgária, uma das equipas candidatas às medalhas, foi como se previa muito complicado.

A Selecção Búlgara, com a sua maior estatura e um jogo muito forte no ataque e no bloco, controlou, na maior parte do tempo, as operações.

Os parciais de 25-19, 25-23 e 25-13 reflectem um jogo em que a Bulgária soube capitalizar a sua superioridade física e técnica.

Apesar da consistência da Bulgária, Portugal mostrou a sua fibra, especialmente no segundo set.

Numa notável reacção, a equipa das quinas conseguiu inverter um resultado adverso e chegar à igualdade, elevando o nível de jogo.

Como referiu João José, o Seleccionador Nacional, a equipa entrou forte, mas a Bulgária foi resiliente.

Conseguimos manter o ímpeto para o segundo set, bem focados naquilo que precisávamos de fazer e no que precisávamos de fazer durante mais tempo“, explicou o técnico.

Destacando que a equipa estava a fazer “coisas bem“, mas tinha de as manter por um período mais longo.

A derrota por 25-23 neste parcial, após ter chegado a estar na frente, mostrou que Portugal tinha condições para lutar.

Mas a falta de consistência para segurar o resultado acabou por ser decisiva e, no terceiro set, a equipa não conseguiu manter a intensidade.

O búlgaro Aleksandar Nikolov, de 21 anos e 2,07 metros de altura, foi o melhor pontuador do jogo, com 19 pontos, seguido de Lourenço Martins, com 10.

Foto: Federação Portuguesa de Voleibol

Uma mais do que honrosa participação Lusa

No cômputo global, a participação portuguesa deve ser vista como um inegável sucesso.

Portugal terminou a competição entre as 16 melhores selecções, à frente de potências na modalidade como o Brasil, a actual campeã olímpica, a França, a Alemanha ou Cuba.

A equipa de João José defrontou três equipas da Liga das Nações, o escalão mais alto do Voleibol, e somou triunfos importantes sobre Cuba e Colômbia.

Segundo o Seleccionador, o objectivo é continuar a enfrentar adversários de alto nível, como os Estados Unidos e a própria Bulgária, para que a equipa continue a evoluir.

Temos que voltar a defrontar mais Bulgárias, mais Estados Unidos, mais Cubas, que é para o nosso nível melhorar“, afirmou.

O sucesso no Mundial não só reforça o moral da equipa, como também tem um impacto prático.

Ajudou a subir no ranking (Portugal ocupa agora o 23.º posto a nível mundial e era 29.º quando o Mundial começou), o que é crucial para garantir a presença em futuras competições internacionais, como o Mundial de 2027.

O percurso nas Filipinas não é fruto do acaso, mas sim de um planeamento de longo prazo.

Agora, o foco passa a ser o Europeu de 2026, visto como uma nova oportunidade para a Selecção Nacional continuar o seu crescimento.

A derrota nos oitavos-de-final não ofusca sequer a excelente prestação de Portugal.

O caminho está traçado, e a equipa, com a sua garra e ambição, mostrou que pertence aos palcos internacionais do Voleibol.

Portugal
Alexandre Ferreira – Foto: Federação Portuguesa de Voleibol

“É um misto de emoções” Alexandre Ferreira

Alexandre Ferreira, capitão da Selecção, apenas pôde jogar hoje, e ainda muito condicionado, depois de uma lesão num ombro que dura há mais de três semanas.

É um bocado difícil. É um misto de emoções.

O facto de não poder contribuir mais com a minha presença dentro de campo para a equipa deixa-me um bocado triste, não vou negar.

Tentei ajudar o máximo da parte de fora. Obviamente, é um Campeonato do Mundo, estamos no topo do topo. Acho que é o palco mais alto que nós podemos estar.

E o facto de termos um salto positivo, ajudou-nos a subir no ranking. Dá-nos a possibilidade de nos mantermos aqui e termos uma presença no próximo Mundial.

É nisso que temos de nos focar e acho que isso nos dá mérito.

Em relação ao jogo de hoje, temos de dar mérito à Bulgária. Eles são, obviamente, muito mais fortes.

É um jogo onde eles serviram muito, muito forte, e acabámos por quebrar no terceiro set. Se calhar, poderia ter havido uma dinâmica diferente, se tivéssemos ganho o segundo set.

Mas a Bulgária é uma seleção que está habituada a jogar este nível, habituada a esta pressão. E depois, obviamente, há a parte física. 

O poder físico deles é muito superior ao nosso. Portanto, há que dar mérito ao adversário”.

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