PORTUGAL SOBE NA CLASSIFICAÇÃO EM MADRID
Liliana Cá - Foto: FPA / Sportmedia
Ao final do segundo dia de competição, na Primeira Divisão do Campeonato da Europa de Equipas, que está a decorrer em Madrid, Portugal segue na 12ª posição, tendo recuperado do 15º posto com que fechou o primeiro dia.
Portugal soma mais 7,5 pontos que a Suíça, e está a um ponto da Ucrânia e a 9 da Chéquia, formações que também apresentam algumas lacunas.
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Fonte: Federação Portuguesa de Atletismo
Liliana Cá e Lorene Bazolo destacam-se na representação de Portugal
A melhor das portuguesas foi Liliana Cá, que fechou a sua prestação no terceiro lugar, com a marca de 60,49 metros, ultrapassada mesmo no lançamento final, pois estava na segunda posição.
No final, a nossa compatriota estava satisfeita, “apesar de esperar fazer um outro lançamento mais longo.
Mas o importante aqui era conseguir o máximo de pontos para Portugal e consegui cumprir”, confessou, sorridente, pois acabara de obter a melhor classificação portuguesa no final do segundo dia.
Também Lorene Bazolo fez sensação, ao terminar em terceiro lugar na principal série dos 100 metros, em 11,21 segundos (terminou quarta, porque a vencedora da série B fez melhor), mostrando-se satisfeita.
“Gosto muito de correr aqui em Madrid, porque a pista é muito boa, o público ajuda muito, puxa por nós.
Sinto-me bem, apesar de ter estado com algum receio na partida, pois nestas provas coletivas não podemos arriscar demasiado.
Mas sinto que dei o máximo e ainda tenho mais pela frente, com a confiança que este resultado me deu”, afirmou no final.
“satisfeita, porque cumpri.” Jessica Inchude
Jessica Inchude esteve dentro do seu melhor, com quatro lançamentos acima de 18 metros, o melhor dos quais de 18,84 metros, terminou em quarto lugar, ultrapassada mesmo no lançamento final.
13 pontos para Portugal que deixaram a atleta “satisfeita, porque cumpri.
Senti a adrenalina de competição, com as melhores europeias.
Estive mais regular do que tenho estado ultimamente e isso deixa-me mais confiante para o ponto alto da época, os Mundiais de Tóquio”, afirmou.
Ainda nas provas femininas, especial destaque para Carina Vanessa Pereira, quarta classificada na série B de 400 metros, com a marca de 52,62 segundos, um recorde pessoal.
“Sabia que estava rápida, mas com este calor não estava à espera que fosse tão bom.
Há muito que procurava baixar dos 53 segundos, felizmente foi aqui, numa grande competição e com um bom resultado para Portugal”, disse a atleta no final.
No final, 12ª na geral, com 5 pontos para Portugal.
Ana Marinho cumpriu na prova de 5000 metros, terminando em 14º lugar, com a marca de 16m53s74”.
“Fiquei feliz por representar Portugal e tentei dar o meu melhor.
Vou daqui com a experiência e mais vontade para continuar a trabalhar, especialmente porque tenho os Europeus de sub-23”, afirmou no final, visivelmente desgastada.
“…sensação de dever cumprido.” Delvis Santos
Em termos individuais masculinos, começamos pela última prova, os 100 metros.
Delvis Santos terminou em quinto lugar na série principal, terminando em quinto lugar, o mesmo que o atleta francês, em 10,25 segundos (sétimos no geral).
“Saio daqui com a sensação de dever cumprido.
Foi a primeira vez que corri na série principal, com os melhores atletas e terminei com a minha terceira melhor marca desta época (a quarta de sempre)”, disse o atleta no final da corrida.
Também em bom nível esteve Décio Andrade. O lançador do martelo alcançou os 72,35 metros, melhor marca nacional do ano por mais de um metro e meio.
Mas, acima de tudo, com um sétimo lugar na geral, dando 10 pontos a Portugal.
“Vou confessar que não estava muito confiante. Os treinos não estavam a ser muito do meu agrado.
Mas acabei por estar aqui, sentir-me bem e terminei a pouco mais de um metro do meu recorde pessoal.
Isto é animador, porque representei em o meu país e porque me dá mais confiança para o resto da temporada”, afirmou no final.
“…sinto sempre orgulho em vestir esta camisola de Portugal.” Tiago Pereira
A recuperar de lesão, Tiago Pereira conseguiu o sexto lugar no triplo-salto, com a marca de 15,97 metros.
“Pediram-me para competir hoje e eu sinto sempre orgulho em vestir esta camisola.
Apesar de não estar ainda bem, fiz um salto em que me senti bem, depois procurei um salto melhor, mas não dava e retirei-me da competição.
Fiz o meu melhor por Portugal, ajudando a equipa com o maior número de pontos possíveis, na minha condição atual”, afirmou no final o saltador português.
Já David Garcia cumpriu com o terceiro lugar na série B, 1m47s96”, embora o atleta não tenha ficado muito satisfeito.
“Queria e sentia que podia ter sido um pouco melhor. Os atletas que tinham melhor marca que eu ficaram à frente.
Mas houve uma altura que sentia que podia ir mais para a frente, mas fui impedido e tive de terminar atrás deles”, confessou o atleta, 11º classificado no conjunto das duas séries.
“…hoje não foi o meu dia.” Etson Barros
Depois de começar na frente, a assumir o ritmo, que não queria lento, Etson Barros não conseguiu manter esse fulgor, foi perdendo lugares e terminou em 11.º, com a marca de 8m50s52”.
“Não era esta a forma como queria terminar esta corrida.
Sinto grande orgulho por representar Portugal nesta competição e quero continuar a trabalhar para ganhar sempre essa confiança.
Mas hoje não foi o meu dia. Houve ali uma altura que não consegui controlar a respiração, fui sempre ultrapassado e não consegui reagir.
As provas de meio-fundo também se correm com a cabeça e hoje ela não me ajudou”, concluiu o atleta, insatisfeito com o seu desempenho.
Nos 400 metros, Omar Elkhatib, sexto com 46,24 segundos, 13º na classificação geral, não estava muito satisfeito no final.
“Não era a marca que queria aqui fazer. Não me vou queixar do calor.
Mas não acabei tão bem como queria”, afirmou, adiantando que está focado e confiante para a estafeta mista, caso venha a ser escolhido.









