Quarteto português prestação não correu de feição

Quarteto português

Gonçalo Carvalho

Gonçalo Carvalho foi o melhor do quarteto português na prova de fundo para sub-23 do Campeonato do Mundo de Estrada, uma corrida de 179,5 quilómetros, disputada entre Kufstein e Innsbruck, com vitória do suíço Marc Hirschi.

Quarteto português rendeu menos do que se fazia prever

A prova não correu de feição ao quarteto português, que rendeu menos do que a qualidade dos corredores faziam prever. Tiago Antunes foi o primeiro a ceder, sentindo-se “vazio” na primeira das quatro subidas do circuito final, acabando por desistir.

prova de fundo
Tiago Antunes, André Carvalho, João Almeida e João Almeida

André Carvalho, Gonçalo Carvalho e João Almeida mantiveram-se grande parte da prova junto dos melhores, dando mesmo nas vistas pela boa colocação. No entanto, no momento decisivo, na penúltima subida a Patscherkofel, o trio perdeu o contacto com o primeiro pelotão, ficando definitivamente arredado da discussão da corrida.

Gonçalo Carvalho foi o mais resistente do quarteto português

Gonçalo Carvalho foi o mais resistente de todos, terminando na 38.ª posição, entre 178 participantes. O corredor natural de Mortágua cruzou a meta a 5m41s do vencedor. André Carvalho foi 51.º, a 9m27s, e João Almeida acabou na 78.ª posição, a 19m25s.

Foi uma prestação que ficou aquém das expectativas e muito longe do valor que estes corredores já demonstraram no passado. A verdade é que, no momento decisivo da corrida, não fomos capazes de nos mantermos junto dos melhores”, reconhece o selecionador nacional, José Poeira.

Quarteto português
Gonçalo Carvalho

“A corrida foi muito dura” Gonçalo Carvalho.

A corrida foi muito dura, não apenas pelas dificuldades do percurso, mas também pelo andamento forte.
Foi uma prova muito rápida. Consegui chegar ao circuito final com os primeiros, mas, a uma volta do final, cedi algumas posições e acabei num grupo secundário.
Nas partes planas custou-me muito, porque sou muito leve e não foi fácil colocar-me.
Nas zonas mais inclinadas sentia-me bem e ia mais confortável, mas o esforço acumulado não me permitiu fazer melhor”, explica Gonçalo Carvalho.

A Suíça dominou por completo a corrida, atacando em bloco e colocando sempre homens na frente em todos momentos definidores da prova.
Marc Hirschi concluiu da melhor forma o labor do coletivo helvético, juntando o título mundial de fundo ao título europeu da mesma disciplina. O corredor suíço cumpriu os 179,5 quilómetros em 4h24m05s (média de 40,783 km/h), deixando a 15 segundos o belga Stef Cras e o finlandês Jaakko Hanninen, segundo e terceiro, respetivamente.

A Equipa Portugal não compete no sábado, regressando à estrada no dia seguinte, domingo para disputar a prova de fundo para elite.

Texto / Foto: UVP / FPC

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