TSIGIE GEBRESELAMA PULVERIZA RECORDE DO PERCURSO DA MEIA MARATONA DE LISBOA

Meia Maratona

Tsigie Gebreselama - Foto: Raquel Franca e Luís Filipe Catarino - CMA

O dia não foi de recordes mundiais na EDP Meia Maratona de Lisboa, mas Tsigie Gebreselama fez história.

Mas para a história fica, ainda assim, um novo máximo do:

percurso feminino, autenticamente pulverizado pela etíope Tsigie Gebreselama;

e também de participantes, com 33 mil corredores a criar uma moldura humana impressionante na Ponte 25 de Abril.

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Evento

Fonte: Maratona Clube de Portugal

Tsigie Gebreselama
Foto: Meia Maratona de Lisboa

Tsigie Gebreselama tirou mais de um minuto ao máximo do percurso

Na prova feminina, que tinha Ruth Chepng’etich como principal figura da elite, acabou por ser a segunda mais bem cotada a ganhar, depois de assumir a ponta da corrida ainda antes dos 10 quilómetros.

Sem Chepng’etich por perto, Gebreselama seguiu o ‘pacer‘ de serviço e, com uma prova bastante regular, cortou a meta em 1:04:21.

Tirou mais de um minuto ao seu recorde pessoal anterior (1:05:14) e ao máximo do percurso (1:05:30).

Foto: Meia Maratona de Lisboa

O percurso foi bom, mas no início esteve um pouco ventoso. Fiz o meu recorde pessoal e bati o recorde da prova, portanto estou feliz.

Foi um pouco difícil, mas dei o meu melhor e consegui atingir o recorde pessoal. Foi bom. Talvez volte a Lisboa…

O meu objetivo agora é tentar o recorde do mundo nos 5.000 metros e também bater o meu recorde pessoal nos 10.000 metros”. as declarações de Tsigie Gebreselama.

Chepng’etich acabaria em 2.º, com 1:06:20, sendo seguida por Abeba Aregawi, que com 1:06:36 bateu o recorde nacional da Suécia… na sua estreia na meia maratona.

Além deste duo, também a 4.ª (Fentaye Azale) melhorou a sua marca pessoal, com 1:07:31.

Tsigie Gebreselama
Foto: Raquel Franca e Luís Filipe Catarino – CMA

Abdi Waiss vence com um ‘super’ recorde pessoal

Quanto aos homens, com Samuel Barata integrado no grupo da frente desde bem cedo – e a ceder apenas aos 13 quilómetros.

Acabou por ser dia da estreia do Djibouti na lista de países vencedores da EDP Meia Maratona de Lisboa.

Ganhou Abdi Waiss, com um ‘super‘ recorde pessoal de 59:44.

Tsigie Gebreselama
Foto: Raquel Franca e Luís Filipe Catarino – CMA

Abdi Waiss referiu sobre a sua participação “Sinto-me muito, muito bem e estou satisfeito com a minha preparação para esta meia-maratona.

Esta é a primeira meia-maratona fora do meu país. Antes, era corredor de pista, nos 1.500 metros e 5.000 metros.

Ganhei e fiz um bom tempo, portanto estou muito feliz. Esta é uma competição muito boa e voltarei a Lisboa.

Esta foi a minha primeira competição do ano e penso que estarei ainda melhor nas próximas”.

Seguiu-se o queniano Shadrack Kipkemei (59:49) e Mohamed Ismail (59:54), do Djibouti, todos com novo máximo pessoal.

No restante do top-10, mais 6 atletas conseguiram melhorar os seus recordes.

Um deles, o quinto colocado Gashau Ayale, pulverizou o recorde nacional israelita, tirando 48 segundos do anterior máximo de 1:00:47, que estava na posse de Tadesse Getahon.

Foto: Raquel Franca e Luís Filipe Catarino – CMA

Samuel Barata “Queria correr abaixo das 1:01. Fiz 61”

O dia ficou também marcado pela presença dos melhores atletas nacionais para discutir o título de campeão de Portugal na distância.

Nos homens, numa prova em que andou a discutir os lugares cimeiros, Samuel Barata rapidamente sentenciou a questão do título, acabando em 9.º na classificação geral com 1:01:10.

Samuel Barata – Foto: Meia Maratona de Lisboa

Samuel Barata salientou “Era uma prova que apontei para vir em pico de forma, depois três semanas de treino em altitude no Quénia.

Sabia que era uma oportunidade de correr rápido aqui em casa. Tive um apoio aqui inesperado, com camisolas a dizer ‘Força Barata’ – aproveito para agradecer.

Tive sorte que os africanos, no início, não correram muito rápido. Passámos a rondar os 28:40 aos 10 quilómetros.

Estava a sentir-me bem, mas a partir dos 13 ou 14 quilómetros começaram a andar a um ritmo mais forte. Queria correr abaixo das 1:01. Fiz 61.

É minha segunda melhor marca. Estou muito satisfeito, porque é um resultado que já não faço há um ano e pouco e deixa-me com perspetivas futura muito boas.

Lisboa é o local onde treino todos os dias quando estou cá. Aqui em Lisboa, junto à Marginal, é correr em casa.

Sinto-me bastante bem, conheço bem o percurso, o ambiente, este tipo de tempo, esta humidade característica aqui de Lisboa.

Tinha tudo para correr bem, só tenho que me sentir bem. Foi bom, acho que foi um positivo, estou contente.

Fecharam o pódio o estreante Luís Oliveira (1:04:17) e ainda Rafael Lopes (1:04:49).

Susana Godinho – Foto: FPA / Marcelino Almeida

Susana Santosser campeã nacional foi cumprido”

Quanto às mulheres, imperou a lógica na vitória de Susana Santos, com um triunfo em 1:12:39.

O objetivo de ser campeã nacional foi cumprido e, claro, queria fazer também uma boa marca.

Depois de algumas provas menos bem conseguidas que passei, e também alguns problemas físicos, já estou a 100%.

Hoje também senti dor, com dor de burro desde o aquecimento, mas pensei que ia melhorar.

Durante a corrida foi gerir para que a dor não aumentasse e conseguisse ser campeã nacional com uma marca razoável.

Foi importante ter feito esta marca, pois tinha desistido em Barcelona e as coisas não correram como o esperado.

Chegar aqui e fazer 1:12 deixa-me motivada para continuar o processo para o Campeonato da Europa, para chegar lá na melhor forma possível.

É sempre bom sermos campeãs nacionais e ver o nosso esforço recompensado ao sermos as melhores na distância à qual nos dedicamos.” disse Susana Santos.

Seguiram-se as veteranas Mónica Silva (1:14:08) e Carla Martinho (1:14:43), que conseguiram aos 41 e 48 anos, respetivamente, alcançar a prata e o bronze no Nacional.

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