Uma corrida apaixonante

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Após meses de trabalho com inúmeras reuniões com a equipa organizativa (da qual faço parte como Vice-Presidente da Associação Desportiva de Amarante (ADA) para a área do atletismo e Diretor Técnico da Prova), reuniões com várias Entidades tais como a Câmara Municipal de Amarante, as Autoridades Públicas de Segurança e o apoio logístico, iniciou-se na passada sexta-feira, dia 12 de fevereiro 2016, a contagem decrescente para o maior evento desportivo de atletismo da Cidade de Amarante: a 2ª Meia-Maratona António Pinto – Cidade de Amarante que ocorreu no passado domingo, dia 14 de fevereiro de 2016.

Quinze dias antes, a 30 de janeiro de 2016, tinha sido galardoada, com o prémio Evento Desportivo do ano 2015 na 4ª Gala de Desporto de Amarante, a primeira edição da Meia-Maratona, realizada em 25 de janeiro de 2015.

A preparação do secretariado da prova começou logo pela manhã de sexta-feira de forma a que, por volta das 13h00, se desse a sua abertura no espaço da Dolmen – Cooperativa de Formação, Educação e Desenvolvimento do Baixo Tâmega, CRL. A equipa, composta por elementos da ADA, estava a postos para iniciar a longa tarefa de validação de dorsais e entregas dos “kit atleta”que só terminaria no dia da prova. Às 13 horas em ponto, surgiu o primeiro atleta para levantar o seu kit sendo que, ao longo da tarde de sexta-feira e durante o dia do sábado, foram inúmeros os atletas que se deslocaram à cidade de Amarante para levantar os seus dorsais, apesar da chuva intensa que se fez sentir na cidade. Durante estes dois dias, foram vários os telefonemas a questionar se a prova se iria realizar. Sendo Amarante uma cidade sujeita a cheias do rio Tâmega e tendo a zona do Arquinho sido inundado umas semanas antes pela enchente do rio, as dúvidas eram muitas. No entanto, e após um contacto com o Comandante da Proteção Civil de Amarante, fomos informados que, apesar da chuva que teimava em não parar e da subida do Rio Tâmega durante a noite de sábado para domingo, o caudal do rio ficaria estabilizado não ameaçando o decorrer da Prova.

Apesar da hora do início do evento estar prevista para as 10h00, a manhã de domingo começou bem cedo para a Organização, cerca das 6h30 e com apenas algumas horas de sono, pois de véspera ainda houve necessidade de deslocar o secretariado para o Centro Pastoral de Amarante junto à partida. Após um pequeno briefing com a equipa afeta ao secretariado, deu-se a abertura da entrega dos dorsais dos atletas que não tiveram oportunidade de o levantar nos dias anteriores. Os participantes foram aconselhados a deixarem os seus veículos junto à meta e a deslocaram-se a pé até a partida que ficaria acerca de um quilómetro, aproveitando deste modo para efetuar o aquecimento pelas ruas da cidade de Amarante. O telemóvel teimava em não parar de tocar para resolver pequenos imprevistos de última hora.

A hora da partida aproximava-se e, desta vez, o nervosismo que é habitual sentir momentos antes de iniciar uma prova era mais intenso pois, como Diretor Técnico, desejava que tudo sucedesse da melhor forma. Mais tarde, Nelson Pais, speaker da prova, e após ter entrevistado a madrinha Sara Moreira, convidou os atletas a dirigirem-se para o pórtico da partida.

Quanto a mim, desta vez do lado de fora, aguardava ansiosamente o tiro de partida, junto à tenda VIP. António Pinto – atleta amarantino – o homem que deu o nome a prova e que, à 16 de abril de 2000, bateu o recorde da Europa da maratona de Londres em 02:06:36, deu o tiro de partida. Visualizar aquele momento em que os atletas iniciam as suas corridas é um momento de emoções fortes e a conclusão de uns árduos meses de trabalho e sacrifício pessoal.

O percurso da prova realizou-se na zona histórica de Amarante passando junto ao Solar dos Magalhães, um edifício do Século XVIII, que pertenceu à família Magalhães e que se encontra em ruína desde 1809 quando foi incendiado pelas tropas francesas durante as 2ªs invasões francesas. Trata-se de um dos principais pontos turísticos da cidade e também um símbolo da resistência contra os invasores franceses. De seguida, o trajeto incluiu uma passagem pelo Mosteiro de S. Gonçalo em direção à Câmara Municipal seguindo para a Rotunda da Vinha em direção ao Arquinho. Iniciou-se então um itinerário de cerca de 7 quilómetros junto ao rio Tâmega com retorno à Casa das Chousas, em Fridão, e regressando pelo mesmo caminho até à meta junto à Casa da Juventude na avenida General Silveira.

Rui Teixeira vence em Amarante

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À semelhança do ano anterior, foi o atleta amarantino Rui Teixeira, do Sporting CP, a vencer a prova com 1h07min25seg, seguido de bem perto pelo seu colega de equipa Pedro Ribeiro, com1h07min33seg sendo que Rui Muga, do Mogadouro, completou o pódio com 1h09min33seg e que, curiosamente, também ocupou o terceiro lugar na edição anterior. Vítor Oliveira, do Maia AC, e segundo classificado no ano anterior, ficou em quarto lugar, tendo confessado que, este ano, os seus gémeos lhe pregaram uma partida.

Sara Moreira foi a primeira atleta feminina a cortar a meta

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No setor feminino, a madrinha da prova Sara Moreira, do Sporting CP, que no último instante resolveu participar na corrida, foi a vencedora com o tempo de 1h15min41seg, seguida por Carla Martinho da Adercus, com o tempo de 1h17min23seg, e completando o pódio, Vera Nunes S. L Benfica, com o tempo de 1h17min23seg.

Uma grande participação dos atletas da Associação Desportiva de Amarante

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A Associação Desportiva de Amarante contou com 34 atletas, tendo conseguido o atleta Carlos Queirós ficar no TOP 10 da categoria sénior com o tempo de 1h18min14, a sua melhor classificação em meias-maratonas. Clara Carvalho também obteve um honroso terceiro lugar na categoria veteranas femininos 2, com o tempo de 1h46min59seg, e record pessoal. Luís Cardoso, ficou em quarto lugar na categoria veteranos 5, com o tempo de 1h30min07seg.

Para concluir, podemos afirmar que a Meia-Maratona António Pinto – Cidade de Amarante – é uma prova que se afirmou no panorama nacional e veio para ficar. Este ano o lema foi “Apaixona-te por esta corrida” em alusão ao dia em que se realizou, mas é com certeza uma prova em que os atletas participantes ficam apaixonados e regressam. Sem dúvida, uma prova organizada por atletas e para atletas.

Uma equipa vencedora – António Mendes, Davide Pinheiro e Elisabete Ribeiro

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É, para a minha pessoa, muito gratificante fazer parte da organização deste projeto.
Aguardo-vos para a terceira edição em 2017!

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Texto de: Davide Pinheiro
Fotos: Carlos Moura, Fernando Oliveira, Maranus.net

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