VI Rota de Al-Buhera mais uma edição de bons trilhos
Foto: Alberto Cortez
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Domingo para alguns atletas era dia de missa em Albufeira, mais propriamente na VI Rota de Al-Buhera, em Albufeira, um evento organizado pelo Clube Amigos BTT de Albufeira. Uma entidade organizadora que não deixa os créditos por mãos alheias e preparou tudo ao pormenor para que nada faltasse aos Atletas.
Atempadamente os atletas iam recebendo informações da VI Rota de Al-Buhera através da rede social Facebook, a Escola Básica e Secundaria de Albufeira foi mais uma vez o local onde tudo se concentrava, pequeno almoço disponível, secretariado, partida/chegada, banhos lavagem de bikes. Tudo ali ao dispor dos Atletas.

VI Rota de Al-Buhera
VI Rota de Al-Buhera fazia parte da Taça ONE Byke 2019, assim fez com que marcassem presença “máquinas de guerra!” do pedal no evento.
Mas tínhamos entre nós um atleta especial, de seu nome Professor António Girão, o líder da causa “Por uma Vida!” Que usava o Jersey da causa e trocava algumas palavras com atletas sobre o que se passa na atualidade. Que no final do almoço dirigiu umas palavras a todos e fez uns sorteios de um Jersey e um GPS.

Mesmo com algumas nuvens cinzentas, a fazer relembrar outras edições, cedo começou a concentração no local retro mencionado, momentos de diversão e confraternização entre os inscritos era evidente e registado através das câmaras fotográficas dos fotógrafos oficiais do evento.
Boxes abertas e calmamente os bravos betetistas iam se colocando nas melhores posições, com a maratona a sair na frente com cerca de 70/75 atletas e os restantes que participavam na Mini-Maratona, logo ali atrás a morder os calcanhares.

Um início forte, basicamente em alcatrão, mas numa rotunda pra se virar à direita, vários atletas envolveram-se numa queda, mas nada de grave para o fisico! Mazelas sim, mas só no material das bikes, originando a alguns atletas a ficarem por ali e a sua desistência muito prematura.
Subida longa para fazer esticar o pelotão
Uma subida longa para fazer esticar o pelotão de 246 atletas, sim estamos a falar de um número bastante agradável para uma prova nesta altura do ano, fazia logo notar-se que por vezes partir nas linhas da frente não é sinal de que estamos bem fisicamente. Ultrapassagens, pequenos grupos formados a trabalharem para recuperarem posições, era tempo de aproveitar o alcatrão.

Mesmo com uma primeira parte da Rota de Al-Buhera em alcatrão o percurso era bom e rápido, com algumas variantes entre pequenos estradões e mais um pouco de alcatrão, estas variantes de terreno faziam com que não se tornasse uma prova monótona, mas o melhor estava para vir e fazer os atletas com mais técnica sentirem-se como num parque de diversões.
Momento “sorriso nos lábios”, os tão esperados singles tracks, brutais, é a palavra mais direta e curta para definir o que se viveu naqueles momentos ao lado de uma zona que transitava o caudal de uma ribeira, por entre a vegetação mais serrada e com um zigue zague, era tempo de colocar os kits de unhas ao serviço e ver quem tinha mãozinhas para o assunto.

Mas como sempre prova que é prova, tem que existir sempre aquela última subida em que chamamos nomes a quem a colocou no trajeto da prova, mais um obstáculo para os atletas, mas a luta estava acesa entre homem e a vontade de terminar, conquistada e era só mais uns kms até o cruzar da linha de chegada.
O edifício da escola já se avistava era só terminar o último single track e voltar a pisar alcatrão, era tempo de dar tudo o que ainda se tinha de reserva muscular.

VI Rota de Al-Buhera “EXCELENTE”
Um muito obrigado a organização. Prova “EXCELENTE“, ambos os trajetos muito bem marcados, nesta edição não existiu as zonas de lama o que agradou a todos.

Era tempo de almoço e mais uma vez para ajudar os Bombeiros Voluntários de Albufeira, o que é sempre de louvar juntar as provas a ajudar quem está sempre disponível para nós.
Uma ementa de luxo para quem termina uma prova de BTT, uma belíssima sopa de peixe, um prato de grão com carne, sobremesa, bebidas e café. E claros momentos de confraternização entre todos, no Mato mostramos as garras, mas antes e depois todos gostamos de conversar e soltar umas gargalhadas.

Momento alto da prova

Entrega de prémios dos respetivos escalões e classificação geral. Mas sem ninguém saber, pelo menos para mim o momento alto da prova e convívio foi a atitude da Atleta Susana Agostinho.
Susana Agostinho após subir ao pódio pediu o microfone e chamou Sónia Batista e entregou-lhe o seu prémio, por esta última ser uma verdadeira lutadora, por mostrar a sua raça, pela amizade e carinho entre ambas e por razões pessoais que não irei escrever.
Mas viam-se nos rostos de todos os presentes os olhos a brilharem perante tal momento.
Prestação da equipa de OPraticante.pt / SFOA Cycle Team
Os atletas representantes do OPraticante.pt / SFOA Cycle Team terminara nas seguintes classificações:
Meia – Maratona: Rui Bastos – escalão (35-49) 10º sendo 21º lugar na geral / Carlos Belardo a substituir João Carriço – escalão (35-49) 61º lugar sendo 109º lugar geral / João Mariano Carreiras – escalão (+50) 32ºsendo 132º lugar geral
Maratona: Luis Filipe José – escalão (35-49) 29º sendo 43º lugar na geral

Página da organização.
E ainda pode desfrute do artigo sobre a edição de 2018, porque recordar é viver.
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Texto: Rui Bastos
Fotos: Alberto Cortez / Carina Sousa Fotografia TT / Sandra Conceição