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Pedro Figueiredo quer jogar a final e repetir dobradinha

Pedro Figueiredo quer estar presente na Final do Circuito PT Empresas de 2018, marcada para outubro, no Morgado Golf Resort, o palco onde recentemente lutou pela vitória do Open de Portugal, e deseja tentar revalidar o título conquistado no ano passado no Guardian Bom Sucesso Golf, em Óbidos, onde alcançou a “dobradinha”, vencendo tanto a prova destinada a profissionais, como o exclusivo Pro-Am de dois dias.

Pedro Figueiredo com dobradinha em 2017

«Gostava muito de poder participar novamente este ano», disse “Figgy”, que estará, contudo, ausente da primeira etapa do Circuito PT Empresas 2018, o Axis PGA Open, com o Pro-Am hoje dia 10 (Domingo) e o Open nos dias 11 e 12, colocando em jogo 6 mil euros em prémios monetários.

Infelizmente não vou poder participar

«Infelizmente não vou poder participar em Ponte de Lima por estar a jogar no Challenge Tour», explicou o jogador do Sport Lisboa e Benfica, que está a brilhar na Bélgica, onde foi o líder da primeira volta do KPMG Trophy, um evento de 180 mil euros em prémios monetários, no qual parte hoje (Domingo) para a última volta no 3.º lugar, com 15 pancadas abaixo do Par (63+68+67).

Em contrapartida, outros jogadores portugueses que estiveram este ano em destaque em circuitos internacionais irão brilhar em Ponte de Lima, casos de João Carlota (3.º num torneio do Alps Tour Golf e 22.º no Open de Portugal @ Morgado Golf Resort do Challenge Tour), Tomás Melo Gouveia (2 top-10 no Pro Golf Tour), Tomás Silva (15.º no Challenge de España) e outros profissionais que têm jogado com frequência no Challenge Tour como João Ramos, Miguel Gaspar, Tiago Rodrigues e Tomás Bessa.

Três provas qualificativas

O Circuito PT Empresas permite uma experiência enriquecedora a jogadores amadores de poderem competir ao lado de alguns dos melhores golfistas profissionais portugueses e em 2018 oferece três provas qualificativas: no Axis Ponte de Lima a 10 de Junho, a 23 de junho no Clube de Golf do Santo da Serra, na Ilha da Madeira; e a 2 de setembro no Guardian Bom Sucesso Golf.

Todos os torneios de qualificação terão prémios a atribuir aos participantes, mas o principal objetivo dos amadores é integrar o top-3 de cada Pro-Am, para garantir o apuramento para a Final do Circuito PT Empresas. Ou seja, as três primeiras equipas de cada torneio jogam a Final.

Cada Pro-Am é jogado em Stableford Full Handicap e o caso do evento da Madeira tem a especificidade de se jogar apenas entre amadores, no sistema de Stableford Individual Full Handicap, apurando-se para a Final os seis primeiros classificados net.

Pedro Figueiredo e Sergio Garcia Leanizbarrutia, campeões do Pro Am

Final do Circuito Empresas

Já a Final do Circuito PT Empresas decorre ao longo de dois dias e coincide com o Open que irá encerrar o PGA Portugal Tour, decidindo quem será o n.º1 da Ordem de Mérito 1080 Produções, ou seja, o n.º1 do circuito profissional português.

É uma oportunidade única de cada amador poder viver de perto dois dias de competição de profissionais a lutarem pelo título do Open e pelo posto de n.º1. O formato requer um pouco mais dos profissionais e poderá também criar alguma ansiedade positiva nos amadores que não querem prejudicar o parceiro, mas o ambiente que se vive e os laços que se criam são inolvidáveis.

É um formato diferente para nós profissionais

«É um formato diferente para nós profissionais.
Exige talvez um pouco mais de concentração para acompanharmos o nosso amador.
Mas, de certa forma, acabamos também por relaxar um pouco mais, pois o ‘clima’ acaba por ser mais descontraído do que num torneio normal», avaliou o campeão Pedro Figueiredo, que há poucas semanas tornou-se no terceiro melhor jogador português no ranking mundial.

«Tenho muito boas memórias da Final do ano passado» – acrescentou o campeão nacional de 2013 – «porque joguei a pares com o Sérgio Garcia.
Fizemos uma grande dupla e não só jogamos bastante bem como nos divertimos bastante.
Individualmente também guardo muito boas recordações porque fiz 15 pancadas abaixo do Par em dois dias, algo que nunca tinha feito antes».

Texto: Hugo Ribeiro
Foto: Ricardo Lopes / PGA de Portugal.

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