41ª São Silvestre da Amadora
O Desportivo Operário do Rangel, clube que organiza a corrida São Silvestre da Amadora, apresentou em Junho um livro que retrata os 40 anos de história da competição.
Foi apresentado o livro “São Silvestre da Amadora 40 anos”, na sede do clube, na Amadora, obra que retrata a história de uma das mais emblemáticas corridas de meio fundo do país, que se realiza desde 1975, sempre a 31 de dezembro, data fixa que perdura desde a primeira edição.
A prova que no último ano ultrapassou os 1.200 participantes, é uma competição que marca o atletismo nacional e a cidade da Amadora, é uma prova ímpar dos momentos desportivos do atletismo e estão de parabéns os escritores deste livro que revisita quarenta anos de história e memórias, onde passaram grandes figuras.
E é assim que a 41ª edição deste prestiago evento está a ser preparado, para contentamento de todos os participantes.
Mas sabes a história da corrida de São Silvestre?
A corrida original de São Silvestre realiza-se em São Paulo, onde em 1925 o milionário Brasileiro do sector da imprensa, Cásper Líbero, decidiu criar uma corrida para promover o seu jornal.
A corrida ficou baptizada com o nome de São Silvestre, Papa durante 50 anos entre 314 e 335, que morreu precisamente no dia 31 de Dezembro.
Corrida de São Silvestre de São Paulo até 1988 a corrida, de noite, foi quase sempre iniciada às 23:30, para que os vencedores cruzassem a meta perto das 12 badaladas. No ano seguinte a prova teve algumas alterações, entre elas estabeleceu-se a distância que ainda hoje é corrida – 15 km.
A corrida foi exclusiva para homens até 1975, quando para celebrar o ano internacional da mulher passou a ter também atletas femininas.
A prova, que na sua versão em 1925 teve apenas 37 atletas com classificação final, cresceu muito ao longo dos anos, tendo cerca de 15.000 atletas a cruzar a meta em 2004.
Esta corrida, ao contrário de outros eventos desportivos importantes, nunca se deixou de realizar, nem mesmo durante a segunda Guerra Mundial.
A prova contou com os mais famosos atletas ao longo dos anos, como “a locomotiva humana”, o célebre Emil Zatopek que venceu a edição de 1953 e Paul Tergat, recordista masculino da prova com 5 vitórias (95, 96, 98, 99 e 2000).
Portugal tem tido também grande destaque nesta corrida, vencendo em masculinos as edições de 56 e 57 – Manuel Faria e de 82 e 84 – Carlos Lopes. Na vertente feminina Portugal teve ainda mais sucesso com o enorme recorde de Rosa Mota, vencedora 6 anos consecutivos de 81 a 86 e Aurora Cunha em 88, o que dá um total de 7 primeiros lugares, apenas atrás do Quénia com 9 primeiros lugares (8 dos quais nos últimos 13 anos).
Esta prova teve enorme sucesso e rapidamente foi replicada noutras cidades. Em Portugal realiza-se em locais tão diversos como Porto, Funchal, Coimbra, Amadora, Olivais e mais recentemente no centro de Lisboa.
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