Centro Atletismo Ovar faz a dobradinha na SS de Espinho

Espinho

Foto: Atletas.Net

Aí está o ano de 2018! Novas provas se avizinham, novos objetivos são estabelecidos e os atletas traçam as suas metas para os próximos meses.

Para começar o ano, aconteceu no primeiro fim-de-semana do mês, um conjunto de várias provas. Se umas por um lado eram alusivas à data com a celebração do dia de Reis, outras ainda se mantinham no espírito de fim de ano com a tradicional São Silvestre, foi o caso de Espinho que teve no passado Sábado (6) pelas 18:00 horas a sua 4ª corrida São Silvestre.

A 4ª São Silvestre de Espinho foi uma organização da Atletas.net, em colaboração com a Câmara Municipal de Espinho e tinha para além de uma prova cronometrada de dez quilómetros uma mini-corrida/caminhada com cinco quilómetros de extensão.

Foto: Atletas.Net

Percurso trapalhão mas desafiante

O percurso da São Silvestre de Espinho tinha partida junto ao Casino de Espinho na Alameda 8. Os primeiros três quilómetros de prova são totalmente planos com uma ida junto ao restaurante Cabana e retorno pela marginal percorrendo essa zona até novo retorno junto do estádio do SC Espinho passando os atletas junto da meta para subida à parte interior a cidade.

A partir desse ponto a prova deixa de ser plana e começa a ser mais exigente. Até ao sexto quilómetro, o percurso apresenta uma série de rampas na ascensão da rua 19 e 23. Para além disso apresenta duas incursões à direita com respetivo retorno. A partir de meio do sexto quilómetro, o percurso é descendente até à meta com duas incursões à direita e também respectivo retorno.

Foto: Atletas.Net

Organização pode melhorar o percurso

Para quem experimentou o percurso pela primeira vez como foi o meu caso, a opinião é que o percurso podia ser melhor e passo a explicar os motivos:

Os primeiros quilómetros de prova são em empedrado e algum em mau estado, sendo que na zona de retorno junto ao estádio do SC Espinho, o percurso apresenta uma serie de curvas e contra curvas que não acrescentam nada à prova.

A parte intermédia da prova é agradável com uma zona de subida e que obriga a puxar pelos atletas. O que não agrada a todos são os cinco pontos de retorno que fazem com que se perca ritmo. Há quem goste e quem não goste, pessoalmente não sou grande fã.

O último quilometro da prova e diga-se é um quilometro a valer para o prémio de quilometro mais rápido não apresenta um trajecto digno desse prémio pois tem que se contornar a câmara municipal local numa estrada cheia de empedrado em mau estado. Os atletas passam por uma rua comercial da cidade e dão de frente com a meta mas ainda tem que contornar mais de 250 metros para chegar até ela, o que a nível psicológico pode não ser agradável para todos.

Resumindo, o percurso da São Silvestre de Espinho é interessante mas com uma serie de alterações podia certamente ficar melhor e mais competitivo.

Vencedores

Janik Lima – Foto: Atletas.Net

Janik Lima vence competição masculina

O grande vencedor da São Silvestre de Espinho foi Janik Lima do Clube de Atletismo de Ovar. O atleta vareiro que trocou recentemente o AFIS (Atletas de Fim de Semana de Ovar) pelo Clube de Atletismo de Ovar (CAO) venceu a prova isolado com um tempo final de 32:41minutos. Na segunda posição ficou Matthew Fox com 33.03 minutos e na terceira posição o vencedor do ano passado da prova Hélder Lopes do DCI/Pedrulha-Mealhada com 33:15minutos.

Sílvia Santos – Foto: Atletas.Net

Sílvia Santos vence competição feminina

Na competição feminina da São Silvestre de Espinho, a grande vencedora da prova foi Sílvia Santos do Clube de Atletismo de Ovar com um tempo final de 40:20minutos. Na segunda posição e a nove segundos da vencedora ficou Marisa João do Recreativo Desportivo de Águeda e na terceira posição Cristiana Ferreira do Running Espinho com 42:25minutos.

Marisa João – Foto: Atletas.Net

A prova teve vencedores por escalão e estes foram os seguintes:

Na vertente masculina, os vencedores foram Xavier Tavares do Running Espinho (Jun), Janik Lima do Clube de Atletismo ed Ovar (Sen), Nuno Pinho do NA Cucujães (Vet35), Fernando Lima do NA Cucujães (Vet40), Messias Dias do DCI/Pedrulha-Mealhada (Vet45), Jorge Luz do GDS Poleiros (Vet50), João Teixeira do CCD APDL (Vet55), Manuel Lino do DCI/Pedrulha-Mealhada (Vet60), Adriano Queirós do AD Rio Largo C Espinho (Vet65), Fernando Santos do Afis/Ovar (Vet70) e Antonio Ferreira do GD Banco de Portugal (Vet75).

Na vertente feminina, as vencedoras foram Mafalda Cardoso do AD Rio Largo C Espinho (Jun), Cristiana Fereira do Running Espinho (Sen), Sílvia Santos do Clube de Atletismo de Ovar (Vet35), Marisa João do Recreio Desportivo de Aguda (Vet40), Fátima Geraldes do Tugas na Estrada (Vet45), Matilde Baptista (Vet50), Ana Barbosa do Invicta Runners Team (Vet55), Adelaide Horta do Invicta Runners Team (Vet60) e Maria Fernandes do S.S.T.S.J.M (Vet65).

Foto: Atletas.Net

São Silvestre de Espinho é uma prova cara mas com boa organização

O levantamento do kit do atleta decorreu sem problemas e de forma expedita. Aos atletas era entregue um saco com o dorsal e uma t-shirt técnica de manga comprida alusiva à prova. No final da prova para além da medalha era entregue água e fruta (laranja) e bebida isotónica por parte do patrocinador. Para o preço de inscrição pago (preço médio entre 11 a 13 euros) acredito que o que era oferecido aos atletas não esteve ao nível do preço pago, sendo portanto uma prova cara para o que apresentou.

Foi com agrado que se verificou que junto ao secretariado havia a valência de guarda-roupa. A prova tinha parceria com a CP para um desconto no comboio para os atletas vindos de fora de Espinho e para além disso a estacão era junto à partida da prova. Assim os atletas tinham onde guardar as suas mochilas. No final da prova foi notório uma descoordenação na entrega das mochilas com estas a estarem desarrumadas no espaço e estando uma só pessoa a proceder à sua entrega.

No local não havia sinais da existência de WC`s. Havia uma preocupação com o lixo que se pudesse criar na zona e então era notória a existência de vários caixotes do lixo.

O evento teve desde cedo a presença de um animador. Eram 16:30h e já ele estava em palco a dançar com algumas participantes da caminhada.

Foto: Cristina Moreira

São Pedro ajudou à prova

Dado o tempo que se fez sentir durante a semana e que se sentia no local para quem chegou cedo a Espinho, o panorama não era de todo agradável para a prática da corrida. Um frio cortante e uma ventania que aumentava ainda mais a sensação de frio. Mas a verdade é que na hora da prova, o frio e o vento pouco se sentiam para gáudio dos atletas presentes.

A organização colocou a linha de partida disposta por blocos de tempo o que é sempre agradável numa prova que tem grande afluência de participação.

A prova teve três abastecimentos (Km3, km5 e km8) o que para as condições climatéricas em vigor até foi em demasia. De notar que o primeiro abastecimento decorreu numa zona de empedrado e sem iluminação. Um perigo para quedas! Nos três abastecimentos não havia depósito para as garrafas vazias.

O percurso teve a sua quilometragem bem definida e assinalada em toda a sua extensão e os pontos de retorno sempre bem delimitados.
No quilómetro final a zona da caminhada estava delimitada da zona de corrida o que evitou confusões nessa zona.

A fila para a entrega das medalhas e do abastecimento final decorreu sem demoras e com os atletas a serem rapidamente escoados pelas zonas laterais.

Foi a primeira vez que corri em Espinho e era algo que já tinha em mente há algum tempo. Sempre tinha na ideia que o povo local era muito aficionado por atletismos mas a ver pelo panorama da São Silvestre, a minha ideia estava errada. A afluência de publico para apoiar os atletas circunscreveu-se somente às ruas próximas da meta e pouco mais.

Foto: Cristina Moreira

Running Espinho batem recorde nacional

A São Silvestre de Espinho fica marcada pelo recorde nacional estabelecido pela equipa local Running Espinho com o maior número de atletas presentes numa prova.

Ao todo estavam inscritos 310 integrantes da equipa e que fizeram a festa ao longo o todo o evento.

Toda a informação sobre a equipa Running Espinho.

São Silvestre de Espinho, uma prova a participar mas a ser ponderada devido ao preço elevado

A 4ª São Silvestre de Espinho teve um total de 1139 finalizadores. Esta foi a edição mais praticada do evento e revela que a prova veio para ficar no calendário de provas nortenho contudo a organização terá que avaliar certos aspectos.

Foi uma prova que decorreu há mesma hora das corridas dos Reis na Póvoa de Varzim e Paredes e sendo que a primeira teve uma afluência de quase um milhar de finalizadores e logo na sua primeira edição.

Para uma prova com o preço de inscrição já mencionado e cima, a prova não se distingue e apresenta o que muitas apresentam a preços menores. Para além disso apresenta um percurso com algumas falhas que precisavam ser melhoradas. No que toca à organização e logística da prova somente algumas falhas pontuais a apontar e que são facilmente resolvidas. Pessoalmente foi uma prova em que participei pois há muito tencionava correr em Espinho mas a manter este preço de inscrição será incomportável para participar no futuro.

Podes visualizar mais fotos de Cristina Moreira aqui e da São Silvestre de Espinho aqui.

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Texto: Nuno Fernandes

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