ALUT “NÃO SE EXPLICA… SENTE-SE”!

Foto: João Delgado

A edição de 2022 do Algarviana Ultra Trail – ALUT começou ontem quarta-feira, 24 de novembro, do Cabo de São Vicente, em Sagres.

Os mais de 100 participantes têm 72 horas para chegar a Alcoutim, mais de 300 km depois da partida, num percurso que “não se explica… sente-se”!

Na partida da edição de 2022 do Algarviana Ultra Trail (ALUT), as emoções estavam ao rubro, entre atletas, acompanhantes, organização e voluntários.

Há quem participe pela segunda, terceira ou quarta vez, mas, independentemente da experiência – e também por causa dela – todos sabem que vão viver a aventura das suas vidas. Afinal, “o ALUT não se explica, sente-se!

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Algarviana Ultra Trail – ALUT “não se explica, sente-se!”

Está tudo preparado para receber os participantes desta edição.

Temos pela frente três dias exaustivos, o culminar de um ano inteiro de trabalho para proporcionar uma experiência inesquecível pelo interior do Algarve.

Uma prova desta extensão e duração exige uma equipa muito experiente, que sabe o que é ser atleta, acompanhante e apoiante, para que todos possam, à sua maneira, viver o evento de forma plena.

Queremos superar expetativas e, para isso, contamos também com o comprometimento da Associação Almargem, que gere a Via Algarviana, dos municípios por onde se desenrola o percurso e da comunidade, na apresentação do interior do Algarve ao mundo”, antecipa Bruno Rodrigues, da Algarve Trail Running, associação que organiza o ALUT.

Claire Bannwarth – Foto: Matias Novo – PT281+ Ultramarathon

Do furacão Claire Bannwarth ao experiente Armando Teixeira

Enumerar os destaques de uma edição que há quatro edições tem vindo a superar expetativas e a elevar a fasquia da qualidade desportiva e organizativa, numa região tão rica em cultura e em património, é quase impossível.

Mas comecemos pelo aspeto desportivo e, neste campo, todas as atenções vão estar voltadas para a francesa Claire Bannwarth.

Se o nome não faz “soar a campainha”, lembramos que esta atleta, que se apresenta como “french crazy Runner” no seu perfil na página da International Trail Running Association (ITRA), na qual está cotada com 690 pontos (a atleta com mais pontos tem 731).

Venceu a geral da PT281+ Ultramarathon e tornou-se num ícone para o trail running feminino, comprovando a teoria de que com o passar dos quilómetros, a competição entre homens e mulheres torna-se mais igualitária.

Os mais atentos saberão que esta não foi a primeira vez que Claire Bannwarth subiu ao pódio da geral, somando vários segundos e terceiros lugares, com destaque para o Big Dog’s Backyard World Championship, que disputou a 15 de outubro e concluiu em 46 horas, somando 301,770 km, que lhe valeram o bronze.

Preparem-se – mulheres e homens – porque a Claire vem ao Algarve para ganhar!

Armando Teixeira

Armando Teixeira, um dos atletas nacionais mais experientes em provas de longa distância

Sem se assumir como candidato ao título, Armando Teixeira, um dos atletas nacionais mais experientes em provas de longa distância, estreia-se no ALUT e é o seu percurso que o “empurra” para os destaques.

Atualmente a representar a Salomon Suunto Caravela, Armando Teixeira, que foi capitão da seleção nacional de trail, coleciona pódios nas mais exigentes provas internacionais, chegando mesmo a ser o melhor português no ultra trail world tour.

No icónico Ultra Trail du Mont-Blanc tem um 14.º lugar.

Um dos atletas com mais experiência na prova será o seu primeiro vencedor, João Oliveira.

Depois da ausência do ano passado, o atleta de Chaves regressa, mas estreia-se no percurso, já que na edição de 2020 a prova passou a iniciar em Sagres e a terminar em Alcoutim, ao invés do que aconteceu nas primeiras edições.

De notar ainda a participação do ultramaratonista cabo-verdiano Orlando Tavares, que, em representação da Emicela Team Cabo Verde, leva o ALUT ao continente africano.

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