ADRIAN ANDREEV CONQUISTA A CT PORTO CUP
Adrian Andreev - Foto: MoveSoundClick /Federação Portuguesa de Ténis
Adrian Andreev venceu Carlos Taberner e conquistou o primeiro título da carreira no ATP Challenger Tour ao vencer a edição inaugural da CT Porto Cup.
Uma prova que a Federação Portuguesa de Ténis e o Clube de Ténis do Porto organizaram, entre 25 de agosto e 1 de setembro, com o apoio da Câmara Municipal do Porto.
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Adrian Andreev conquistou pela primeira vez um título do circuito secundário
Na final deste domingo, o búlgaro (261.º classificado no ranking ATP) não deu hipóteses ao espanhol (234.º e ex-85.º) e venceu por 6-3 e 6-0 em 1h47.
Depois de uma final perdida em Zadar no mês de março, Andreev conquistou pela primeira vez um título do circuito secundário.
Adrian Andreev ficou na história da nova prova do Clube de Ténis do Porto, que abriu as portas ao ATP Challenger Tour pela primeira vez em 28 anos.
Taberner chegou à final como o grande favorito pela série de nove vitórias consecutivas e 13 nos últimos 14 encontros, todos no mês de agosto.
O objetivo passava por igualar a campanha de Todi, mas acabou por ficar com o mesmo resultado de Cordenons (na semana anterior) e falhou a conquista do oitavo título em 12 finais neste circuito.
O primeiro parcial foi fulcral para o desfecho, até porque depois disso os níveis físicos e anímicos do jogador de Valência caíram a pique, acabando por pagar a fatura dos vários embates deste mês.
Adrian Andreev não deu hipóteses a Carlos Taberner
Andreev venceu a prova sem perder sets e sentiu muito bem a bola no derradeiro compromisso do torneio.
Nesta final, o antigo número dois mundial de sub 18 inverteu uma desvantagem de 3-1 e salvou cinco pontos de break no parcial inaugural (dois a 3-3 e três no nono e último jogo) para sair por cima.
Pouco astuto taticamente, Taberner — que já tinha sido finalista de um Challenger em Braga no ano de 2020, então às custas de Pedro Sousa — jogou excessivamente para a esquerda do adversário, claramente o ponto mais forte, sobretudo através da direita inside out.
Mais confortável nos extensos braços de ferro do fundo do court, Andreev foi quase sempre o mais agressivo.
Muitas das vezes logo a partir da resposta ao serviço, amealhando 75% de pontos no segundo serviço do adversário.
O tenista de Sófia acabou a vencer 11 jogos consecutivos para conquistar o título e a celebração foi apropriada à ocasião.
Para além do primeiro título Challenger significará, na segunda-feira, uma reaproximação ao top 200 onde já chegou a figurar (foi 183.º em setembro de 2023).
“É muito importante para mim, sinto-me maravilhado.”
“É muito importante para mim, sinto-me maravilhado.
Queria muito ganhar um Challenger e é muito bom fazê-lo neste local“, disse no arranque da conferência de imprensa que se seguiu à consagração.
De viagem para Itália, Andreev não terá tempo de celebrar em Portugal.
Mas despediu-se do país extremamente satisfeito com “o maior torneio que já ganhei” e a “grande semana” que viveu no Clube de Ténis do Porto.
Sobre o encontro, o quinto consecutivo ganho em sets diretos, afirmou não ter ficado espelhado no resultado:
“Aparentemente foi fácil, mas houve jogos bastante renhidos.
Consegui ganhar os pontos importantes e o resultado 6-3 e 6-0 parece mais fácil do que realmente foi.
O desfecho não mostra que o nosso nível foi parecido. Ele é muito bom jogador, só que consegui ganhar a maioria dos jogos“.
“um sonho prometido”
Esta foi a primeira edição da CT Porto Cup, mas tudo indica que o torneio continuará a fazer parte do calendário do circuito Challenger.
Vasco Costa, presidente da Federação Portuguesa de Ténis, explicou que “se tivéssemos a data que queremos, com certeza não seria nesta semana.
Mas é muito difícil conseguir negociá-la e é melhor aproveitá-la [do que não ter torneio].”
Federação, clube e autarquia expressaram-se em uníssono ao longo da semana e o novo torneio — sexto do ano num total de nove que poderão passar a ser 10 já em 2024.
Passou de “um sonho prometido” a um evento que se desenrolou “com muita qualidade e muitos elogios” e no qual “só faltaram portugueses nas finais.“


