ALEXIS GUÉRIN VENCE VOLTA A PORTUGAL

Alexis Guérin - Foto: Rodrigo Rodrigues / FPC

Alexis Guérin é o vencedor da 87.ª edição da Volta a Portugal Jogos Santa Casa, que terminou este domingo, no Porto. 

O corredor de 34 anos foi o mais forte dos últimos 11 dias de competição.

Confirmou a Camisola Amarela esta tarde, com um minuto e dois segundos de vantagem para o colega Artem Nych.

Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista) fechou o pódio final. 

A Anicolor/Campicarn soma assim a terceira vitória consecutiva na Volta a Portugal, depois das conquistas de Nych nas duas edições anteriores. 

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Fonte: Site oficial – Volta a Portugal

Rui Oliveira – Foto: Rodrigo Rodrigues / FPC

Rui Oliveira triunfa em casa 

Mas Alexis Guérin não foi o único a festejar: a correr em casa.

Rui Oliveira foi o mais rápido na emocionante chegada à Avenida dos Aliados e conseguiu o tão ansiado primeiro triunfo como profissional no ciclismo de estrada. 

O ciclista luso da UAE Team Emirates XRG foi um dos mais ativos ao longo da última semana e meia, esteve perto da vitória várias vezes.

Mas foi na cidade portuense, perante o seu público, que conseguiu finalmente erguer os braços, confirmando da melhor maneira a Camisola Laranja Galp, dos pontos. 

“Ainda não estou em mim. O circuito final foi tão duro, mas tive toda a minha equipa a apoiar-me.

Não havia melhor maneira de conseguir a minha primeira vitória profissional. Ganhar em casa, no Porto, em Gaia… não tenho palavras. 

Obviamente que dedico a vitória à família do Finlay Tarling. 

Foi um dia muito duro para todos, parabéns a todos os atletas que lutaram estes dois dias”, afirmou, após a etapa.

Foto: Volta a Portugal

Uma fuga para animar os Aliados 

A décima e última jornada da Volta a Portugal partiu da Maia ao início da tarde, com cerca de 96 quilómetros a pedalar até entrar no circuito desenhado entre o Porto e Vila Nova de Gaia.

A Avenida dos Aliados voltou a ser palco da consagração final da Grandíssima: foi a décima vez que o Porto recebeu a etapa decisiva da prova e a primeira desde 2019. 

Foi precisamente nesse primeiro setor da etapa, entre a partida na Maia e a entrada no circuito final, que uma fuga de cinco corredores animou a tirada:

Adam Lewis (APS Pro Cycling by Team Cadence Cyclery), César Martingil (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), Viacheslav Ivanov (Feirense-Beeceler), Gaspar Gonçalves (GI Group Holding-Simoldes-UDO) – vencedor do Prémio da Combatividade do dia – e Eduardo Perez Landaluce (Óbidos Cycling Team). 

O quinteto colaborou durante algum tempo, mas com o aproximar do fim, o pelotão aumentou o ritmo.

A cerca de duas voltas da última e decisiva passagem pela meta, a fuga foi definitivamente alcançada, Diogo Narciso (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) ainda tentou depois a sorte, mas sem sucesso.

A partir daí, a corrida foi dos favoritos ao triunfo nos Aliados, onde Rui Oliveira acabou por superiorizar-se à concorrência.  

Alexis Guérin
Pódio final – Foto: Rodrigo Rodrigues / FPC

Alexis Guérin faz história na Grandíssima 

Alexis Guérin cortou a meta na oitava posição e garantiu definitivamente a Amarela: em 87 edições realizadas.

É a primeira vez que um francês conquista a Amarela na Grandíssima, ele que leva ainda para casa a Camisola Azul, da Classificação da Montanha. 

“É um sonho concretizado. Ainda não estou em mim, é impressionante. Era o objetivo da equipa, o meu objetivo. Estou muito contente”, confessou. 

Nas classificações finais, e apesar de ter tido novamente um furo na altura decisiva da corrida – situação que já havia vivido na véspera, na etapa nove –, Adrià Pericas demonstrou o potencial que lhe é apontado e selou a Camisola Branca da Juventude. 

Entre a consagração histórica de Alexis Guérin e a emotiva vitória de Rui Oliveira nos Aliados, terminou mais uma edição da Grandíssima.

Uma ediçãoque ficará para sempre marcada pelos feitos desportivos, mas também pela memória de Finlay Tarling

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