ALMEIDA A 4 SEGUNDOS DO LÍDER VAN DER POEL NO GIRO DE ITÁLIA
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Começou o Giro de Itália, a prova onde todos os portugueses esperam, desejam seja João Almeida o vencedor final, e o jovem português começou bem, terminando a 4 segundos do líder
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Texto: Lusa
João Almeida em 14º lugar na primeira etapa
João Almeida outro dos candidatos à vitória final, nunca esteve longe da ação e terminou logo atrás dos líderes de um grupo com a maioria dos outros principais favoritos do GC.
O polivalente português concederia 4 segundos ao vencedor e espera-se uma forte prestação no contrarrelógio de 9km de amanhã pelas ruas de Budapeste.
João Almeida vê o percurso do Giro de Itália como “um pouco mais difícil do que no passado, com etapas com muito acumulado e muitas subidas“, numa 105.ª edição em que, como sempre, “todos os dias contam, todos os segundos contam, e é preciso ser mentalmente forte“, uma ideia que tem repetido há anos.
Mathieu Van der Poel veste uma camisola que o pai e o avô nunca tiveram a honra de usar
E Mathieu Van der Poel, como o campeão que é, carregou todas as expectativas nos ombros, colocou a equipe no ritmo durante toda a etapa, foi paciente na subida final para Visegrad e nos últimos 200 metros soltou toda a força do seu maravilhoso motor.
E embora ele fosse o grande favorito, vencer não foi nada fácil: 150 ciclistas estavam lá fora cobiçando aquela camisa que leva diretamente para a lenda…
O holandês, filho e neto da arte, já havia trilhado o caminho da lenda há algum tempo, mas hoje quis marcar mais um marco, vestindo um símbolo que o pai Adrie e o avô Raymond Poulidor nunca tiveram a honra de usar.
Mais uma vez, vale a pena lembrar os palmares desse fenômeno de 27 anos: ele venceu duas vezes o Tour de Flandres, uma vez a Amstel Gold Race, uma vez a Strade Bianche, quatro vezes campeão mundial de ciclocross e campeão europeu de cross country MTB. Uma superestrela versátil, uma liga própria, que ainda tem muitos objetivos a alcançar, como ele mesmo admite.
Entretanto, teve o prazer de vestir as camisolas Amarela e Rosa, as camisolas mais emblemáticas desta modalidade.
Isso mesmo, porque no ano passado ele deixou sua marca no Mûr-de-Bretagne na segunda etapa do Tour de France, saltando para o topo da classificação geral e carregando a camisa amarela por alguns dias.
Em Visegrad, com um resultado bastante semelhante, fez o mesmo e agora espera desfrutar do Maglia Rosa por alguns dias, embora o contra-relógio de amanhã seja um teste importante para ele.
O próprio Mathieu admitiu que “vestir a camisola rosa depois de ter vestido a camisola amarela é algo histórico, do qual muito me orgulho”.
Vitória ao sprint
Foi um triunfo ao ‘sprint’ que lhe garante a liderança da geral individual da corrida.
Van Der Poel, que em 2021 também liderou a Volta a França, cumpriu os 195 quilómetros entre Budapeste e Visegrád em 4:35.28 horas, batendo sobre a meta o eritreu Biniam Ghirmay (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux), segundo, e o espanhol Pello Bilbao (Bahrain-Victorious), terceiro.
Na geral, o neerlandês aproveita as bonificações da chegada para liderar com quatro segundos para Girmay e seis para Bilbao, com vários corredores a 10, incluindo o favorito à vitória final Richard Carapaz (INEOS), sexto na tirada. O português João Almeida (UAE Emirates), outro candidato, foi 14.º, a quatro segundos, e ocupa o mesmo posto, a 14 da camisola rosa.
Hungria está a tentar construir uma tradição no ciclismo
O cenário era mais do que digno de Mathieu. Budapeste, os subúrbios húngaros e Visegrad foram de cor rosa, receberam o Giro de uma forma magnífica, mostrando mais uma vez como o amor por esta corrida não tem fronteiras.
A Hungria está a tentar construir uma tradição neste desporto, para aproximar os jovens do ciclismo, e o Giro vai certamente dar uma grande ajuda neste sentido.
Amanhã o grande espetáculo será no contra-relógio de Budapeste, será que João Almeida será o vencedor ?
Enquanto esperamos que tudo isso aconteça, vamos nos preparar para o grande espetáculo de amanhã no contra-relógio de Budapeste, que levará os ciclistas da ‘nova’ cidade de Pest à ‘antiga’ cidade de Buda.
Os holofotes estarão no menino de rosa novamente. Caso perca a camisola, Mathieu terá tempo de recuperá-la. Por outro lado, ele garantiu que quer ir até Verona.
Os italianos (e húngaros), por sua vez, já o amam. Eles tiveram a oportunidade de vê-lo de perto na Strade Bianche e no Tirreno-Adriatico nos últimos anos e esperam que ele seja capaz de fazer um show no estilo Van der Poel também neste Giro. O início tem sido animador.





