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Aves em Movimento animou Vila das Aves

Carregue sobre a imagem acima e visualize o vídeo Aves em movimento.

Com o fim-de-semana a ser marcado pela passagem do furacão Leslie por terra lusitanas, nem por isso se deixou de realizar-se as várias provas de atletismo agendadas. Se a Maratona de Lisboa teve o foco da imprensa, já no norte do país muitas provas tiveram o seu destaque e uma delas foi a Aves em Movimento que regressou à estrada após um ano de interregno.

A terceira edição da corrida Aves em Movimento aconteceu Domingo (14) de Outubro em Vila das Aves, Santo Tirso e foi uma organização da Associação Avense, em coorganização com a Câmara Municipal de Santo Tirso e com a Junta de Freguesia de Vila das Aves e com o apoio das seguintes entidades da Federação Portuguesa de Atletismo, Associação de Atletismo do Porto e Instituições, Comércio e Indústria local.

Para quem desejasse participar no evento, havia uma corrida cronometrada na distância de dez quilómetros e a complementar a tradicional caminhada na distância de cinco quilómetros sem fins competitivos.

A equipa de Opraticante.pt esteve presente no evento e agora apresentamos todas as notas sobre como tudo decorreu.

Percurso com o seu nível de exigência

O percurso desta prova não era de todo um percurso fácil, nunca o é correndo por esta zonas em que o sobe e desce é uma constante. Para além de algum desnível que a prova tinha, havia outras dificuldades a ter em conta.

A grande maioria do trajecto era em empedrado e em algumas zonas estava em mau estado ou molhado devido à grande carga de água que tinha caído na noite anterior. Como tal, não foi surpresa, em muitos segmentos de prova ver muitos atletas se refugiarem a correr em cima dos passeios das estradas. Mas as estradas são o que são, e as organizações e os atletas presentes em prova só têm de fazer o melhor de si para ultrapassarem os obstáculos.

Partida e chegada junto ao estádio do CD Aves

A prova tinha partida e chegada junto ao estádio do CD Aves e o primeiro quilómetro de prova levava os atletas a fazer um retorno na rotunda de São Miguel para depois em descida passar-se junto dos bombeiros voluntários e da estação de comboio local. O terceiro quilómetro de prova trazia os atletas junto de São Tomé de Negrelos para fazerem um retorno na rotunda do Barreiro e entrarem na zona mais complicada de prova.

Se os primeiros quilómetros de prova eram acessíveis, a segunda parte da prova tinha as suas dificuldades. Logo após o sexto quilómetro, surgia uma longa e agressiva subida junto ao centro de saúde local que deixou muitos atletas apeados. O tom era de subida até junto da igreja local para depois os dois últimos quilómetros de prova serem para se tentar compensar as perdas nos quilómetros anteriores.

Em suma, o percurso desta terceira edição da Aves de Movimento que foi modificado em relação à edição anterior foi um percurso equilibrado, com o seu nível de exigência e que proporciona um bom desafio de corrida.

Rui Teixeira vence 3ª Aves em Movimento

Esta prova, dado o grande número de atletas de qualidade presentes prometia ser uma excelente disputa de princípio a fim. O prognóstico confirmou-se e a prova teve um ritmo muito vivo e onde um grupo de sete atletas adiantou-se de inicio. O grupo foi perdendo elementos com o decorrer da prova e no final somente quatro se apresentaram para o sprint final.

O vencedor da prova foi o campeão nacional de cross, Rui Teixeira em representação do Sporting Clube de Portugal com 31:19min. A completar o pódio ficou Miguel Ribeiro do Clube de Atletismo Olímpico Vianense com 31:22min e Hugo Santos do ACD São João da Serra com 31:27min.

Marisa Barros domina competição feminina

Na vertente feminina da prova, o triunfo foi categórico por parte de Marisa Barros do Sport Comércio e Salgueiros que dominou a prova de princípio a fim e terminou de forma isolada com 35:38min. O Sporting Clube de Portugal ficou com as restantes posições do pódio com Daniela Cunha que regressou após lesão a ficar na segunda posição com 37:10min e Susana Godinho na terceira posição com 37:21min.

Vencedores por escalão

A prova teve vencedores por escalão e estes foram os seguintes:

Na competição masculina venceram Rui Teixeira do Sporting Clube de Portugal (seniores), Artur Rodrigues do GDC Guilhovai (M40), Davide Figueiredo do Figueiredos Runners & Friends (M45), António Fernandes do GDC Guilhovai (M50) e Hermínio Martins do ACRSD (M55).

Na vertente feminina triunfaram Marisa Barros do Sport Comércio e Salgueiros (seniores), Cláudia Pereira dos Santa Apolónia (F40), Carla Machado do UD Várzea (F45), Rosa Oliveira do EARO (F50) e Hermínia Rodrigues do NA Taipas (F55).

Nuno Fernandes e Patrícia Silva – OPraticante.pt

Opraticante.pt

A equipa de Opraticante.pt esteve representada por Patrícia Silva (577ª Geral / 46ª Seniores) – 56:38min e Nuno Fernandes (579º geral / 213º Seniores) – 56:40min.

Organização esforçada, mas com algumas falhas

O primeiro grande destaque logo que se chegou ao local para levantar o dorsal foi ver uma boa estrutura para a prova junto à entrada do estádio do CD Aves. Todas as valências para uma grande prova estavam lá, secretariado expedito, espaço de animação para crianças, casas de banho, espaço de massagens, balneários no pavilhão desportivo local e um palco para dar o aquecimento aos presentes. Desde cedo a animação tomou conta do local.

A organização permitia levantar o dorsal no dia de prova e este decorreu sem muitas demoras e onde fomos informados que o stock de t-shirts com o tamanho escolhido já tinha terminado e assim teríamos de ter uma t-shirt de um tamanho diferente. No meu caso, o que seria um tamanho M acabou num XXL. Algo falhou neste aspecto.

Aos atletas era entregue um saco plástico com a t-shirt técnica em tons brancos alusiva à prova, o dorsal com chip e ainda alguns folhetos e vouchers promocionais. Após a prova, para além da medalha finisher, havia um excelente abastecimento final com águas, frutas, bolos, barras enérgicas e bebidas isotónicos. Para um preço de inscrição entre os 7/8 euros, o que foi entregue aos atletas está adequado.

O local de partida e chegada bem distribuído e muito bem isolado, mas …

O local de partida e chegada da prova estava bem distribuído e muito bem isolado. Barreiras metálicas, eram muitas a isolar a linha de partida mas alguém certamente se esqueceu de tirar algumas que estavam no meio dos atletas na linha de partida. Tiveram de ser os atletas a tirarem as barreiras e as encostar na berma para poderem vir para a frente.

Outro aspecto a registar pela negativa foi a longa fila de espera após a prova para levantar o abastecimento final. Uma fila extensa sem controlo que levou a que se tivesse muito tempo de espera. Felizmente não estava a chover, mas se estivesse como seria? Com tanto espaço no local, criar duas filas e onde o espaço de abastecimento estaria no meio das duas, teria sido uma excelente opção.

No que toca ao percurso, nada de errado a apontar, sempre bem isolado, com placas informativas em toda a sua extensão. Com a temperatura que fazia-se sentir, somente ter havido um abastecimento a meio da prova está adequado.

A organização pode ter tido algumas falhas como mencionado, mas são todas facilmente resolvidas numa próxima edição, mas algo que temos de elogiar foi a enorme simpatia com que fomos recebidos e tratados em Vila das Aves, seja no secretariado, seja nos abastecimentos, seja pelos fotógrafos, fomos tratados com educação e com muito respeito.

 

Grande animação na Vila das Aves

Um dos principais destaques deste evento foi a sua grande adesão popular. Se a corrida teve um número muito interessante de participantes, a caminhada também teve uma enorme adesão. Longa era a fila de caminheiros que enchia as ruas nos dois últimos quilómetros finais de prova.

Ao longo do percurso da prova, não houve muito apoio popular por parte dos habitantes locais, desconfio que a sua maioria estiveram presentes na caminhada e quando assim é, está desculpada a falta de apoio.

Algo a destacar também é a animação em alguns pontos do percurso, seja com um grupo de bombos na rotunda de São Miguel, seja com música a meio do percurso e contando com a grande festa que aconteceu junto à chegada da prova, podemos dizer que esta terceira edição da Aves em Movimento foi isso mesmo, uma festa.

Grande número de atletas de elite presentes

Nesta prova temos de dar destaque ao naipe de atletas de grande valia nacional presentes. Passando dos maiores clubes nacionais aos melhores a nível regional, sabia-se de antemão que esta prova seria bem disputada e assim foi de princípio a fim.

Numa fase inicial da época desportiva e numa altura com muitas provas no calendário, uma prova ter um grande número de atletas deste nível como esta prova teve, só mostra o valor que ela tem e a forma como todos os atletas são bem recebidos.

Ercilia Machado – Foto: António Sousa

 

Aves em Movimento regressa para ser um sucesso

Tendo participado na segunda edição da prova em 2016, já tinha ficado impressionado com as condições e a adesão que a prova teve. Foi com surpresa que soube que a prova não iria regressar no ano seguinte mas ainda bem que a prova voltou a acontecer neste ano pois as condições e adesão de atletas mantiveram-se.

Em termos de números e participação na corrida, os números de adesão aumentaram ligeiramente em relação à última edição da prova (844 para 856) e de facto ter quase um milhar de atletas numa prova é algo que nem todas as organizações podem-se vangloriar.

 

Para além disso, nota-se que há uma adesão dos avenses nesta prova, veja-se o grande número de participantes na caminhada e isso é o mais importante num evento desportivo. Mais importante do que trazer participantes de fora, um evento desta natureza serve para aumentar a união local e fomentar laços para outro tipo de eventos e iniciativas.

Depois de um ano de interregno …

A prova acabou por superar todas as nossas expectativas. Inicialmente, tinhamos como objetivo manter a qualidade das duas edições anteriores e, se possível, igualar os números da primeira edição (2000 pessoas).
Depois de um ano de interregno, não sabíamos bem como seria a adesão das pessoas.
Muitas pessoas diziam que a edição de 2015 e 2016 tinham sido demasiado boas para que pudessem ser melhoradas ou até igualadas.
Por isso, estávamos com algumas duvidas… acabamos por atingir as 2850 pessoas inscritas, entra Caminhada e Corrida.”

Mantivemos a qualidade e até melhoramos alguns aspectos, sobretudo, ao nível da promoção e da cobertura do evento. Conseguimos que os resumos da provas fossem tele visionados.
Mudamos parte do percurso na tentativa de procurar um piso mais agradável para os atletas visto que temos muita Calçada na Vila das Aves. Também aqui, tentamos compensar os atletas através de muita animação ao longo do percurso…

Paulo Freitas com o speaker Nelson Pais, um ilustra animador dos eventos em que marca presença

Para além disso, conseguimos reunir um lote de atletas muitíssimo bom, gerando muita expectativa nos amantes deste desporto. Basta ver os pódios da geral para comprovar isso mesmo, e mais atletas que costumam ganhar muitas provas regionais e ficaram entre os 10 ou 15 primeiros lugares. Ficamos muito contentes com isso.

A Associação Avense já está a trabalhar para a próxima edição, na espectativa de melhorar ainda mais. Queremos que esta prova se afirme definitivamente no calendário nacional.
Em 2019 estamos de volta!” declarou à nossa equipa de reportagem Paulo Freitas.

Texto: Nuno Fernandes
Fotos: António José Leite / António Sousa / Aves em Movimento

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