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Ayrton Senna – Grande Prémio de Portugal

Dia de ir às corridas. Anos felizes em que Portugal era palco de uma das provas do campeonato do mundo de Fórmula 1. Dia histórico em que as pessoas que se deslocavam ao autódromo desconheciam o quão importante seria o momento que iriam presenciar.

21 de abril 1985 – Grande Prémio de Portugal – Ayrton Senna

Um ano depois da sua entrada na F1, conduzindo um Lotus-Renault e obtendo a sua primeira pole position no dia anterior, Ayrton Senna tinha uma hipótese de mostrar a sua fibra entre a elite neste palco português.

Brasileiro, de 25 anos, debaixo de chuva impiedosa, Senna venceria o seu primeiro Grande Prémio neste dia. A primeira de muitas vitórias deste que se tornou uma lenda do automobilismo e que perderia a vida num triste acidente 9 anos depois.

Com voltas de avanço, a todos menos ao segundo classificado, Senna faria história nesta pista Lusitana.

Corrida Rádio Comercial

Quase 32 anos depois, não foi ao volante de um Lotus-Renault, mas sim calçando umas ASICS e umas PUMA, que nos aventurámos a correr na mesma pista em que uma das maiores lendas de sempre tinha feito história.

O orgulho de pisar o mesmo solo de Senna já era motivação suficiente para nos juntarmos à festa da Rádio Comercial e suportar o calor e tempo seco que se faziam sentir. Fosse pela visita ao autódromo ou pela simples paixão pelas corridas, a nossa presença fez-se sentir.

 

Corrida gratuita que requeria apenas uma pré-inscrição, lá estávamos às 16:30 de um Domingo para apreciar a pista com cerca de 4km, que Senna fazia em 1min21seg. Duas voltas seriam precisas para completar os 8km requeridos pela organização.

O arranque da prova deu-se ao som de música e bem acompanhados por amigos atletas do ‘Correr Lisboa’, lá fomos nós.

O calor que se fazia sentir obrigou logo ao roubo de uma garrafa de água das muitas disponíveis junto à pista e lá fomos nós encarar a primeira curva à direita, uma curta descida e de novo uma curva à direita.

O fôlego ainda era muito pelo que novas viragens à direita e o início da subida até à curva VIP se fizeram com facilidade. Aquela facilidade que todos nós sabemos ter um ‘quê’ de falsidade, porque mais tarde ou mais cedo os exageros iniciais se vão fazer sentir uns kms mais à frente. Esquerda pronunciada e entramos numa longa recta.

Desfrutar do prazer da corrida

O ambiente que se fazia sentir era de diversão e de relaxamento. O objectivo não era vencer, simplesmente desfrutar do prazer da corrida.

Parabólica interior à esquerda, nova recta e nova descida, deu para recuperar fôlego e tentar eliminar a sensação de secura provocada pelo calor que se fazia sentir.

O nosso cérebro constantemente a questionar-nos ‘porque raio estás a correr se eu não vejo perigo nenhum iminente?’, pára e sossega.
É nessas alturas, os primeiros 4/5km, que somos obrigados a persistir e a mostrar-lhe que não precisamos estar em perigo para correr. Amamos a corrida e é aquilo que nos faz feliz.

Curva apertada à direita e nova subida, uma direita, uma esquerda apertada e saímos para o ‘esse’ de Senna, que dá por fim lugar à parabólica exterior à direita, até à recta da meta. Ver a meta é uma sensação de alivio. Estamos a terminar a primeira volta, estamos a meio caminho, nós conseguimos fazer isto.

Ver a meta é uma sensação de alivio

Passagem na meta, carregamento com duas garrafas de água, uma despejada sobre o corpo a outra bebida e venha a segunda volta. Há que ser sincero e a verdade é que a Inês estava em melhor forma que eu, para ela foi um passeio no parque, para mim foi uma segunda volta penosa. O calor e uma pequena lesão atormentaram-me o resto do caminho.

Com o pessoal da caminhada a passear em família pela pista, tornou-se mais difícil desfrutar da segunda volta. Foi a única coisa a apontar à belíssima organização. A caminhada não respeitou as instruções de caminhar pela direita e houve um pouco de atrapalhação durante a segunda volta em que a corrida se cruzou com a caminhada.

Chegados ao fim da segunda volta e desta bela corrida apercebemo-nos que não deslumbrámos o mundo como Senna na sua primeira aparição por terras Portuguesas, mas desfrutámos de uma bela corrida com um ambiente maravilhoso.

Umas fotos e um ‘até breve’ aos nossos colegas atletas e seguimos caminho de alma cheia. Após a corrida fizemos uma paragem obrigatória numa das praias do Estoril e aliviámos os gémeos já ressentidos dos kms das últimas semanas. Foi um bom domingo.

É um prazer correr!

Texto: Bruno Ribeiro & Inês Silva |Correr Lisboa

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