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Bodas de Prata da Lisboa Antiga de Bicicleta

Será que pedalar por Lisboa é assim tão difícil e complicado como afirmam e apontam as suas sete colinas?

Podem colocar de parte essa ideia, e mergulhar numa cidade que é já considerada por muitos bastante ciclável, e para desmitificar essa teoria da dificuldade, mais uma vez a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) levou para as ruas da capital a tradicional edição de ” Lisboa Antiga de Bicicleta “, este ano a comemorar as Bodas de Prata.

Lisboa Antiga de Bicicleta

Na sua 25ª edição, mais uma vez se provou, que se podem ultrapassar de forma simples, descontraidamente, e que, afinal, na capital, também se pode andar de bicicleta, e dar fortes pedaladas, mesmo nas zonas mais ingremes, já que hoje em dia as bicicletas são diferentes e conseguem ultrapassar os obstáculos.

O Terreiro do Paço foi este ano o local da concentração neste domingo 4 de junho, pelas 8,30, dava-se início à concentração dos amantes das duas rodas, os quais tinham pela frente pouco mais de trinta quilómetros, quatro pontos de encontros de paragem obrigatória, com três das mais emblemáticas Calçadas de Lisboa para subir.

Cerca das 10 era dada a partida, o pelotão pedalou rumou à Sé de Lisboa, entrou pelo bairro de Alfama, saiu em São Tomé, e fez a sua primeira paragem no Miradouro das Portas do Sol, aqui foi tempo de reagrupar, restabelecer energias, e contar algumas das peripécias das primeiras pedaladas.

Cerca de 650 nas Bodas de Prata

De regresso à descoberta, os participantes entraram pela rua de São Tomé, Calçada Santo André, ruas dos Cavaleiros, Calçada da Moraria, Martim Moniz, Largo de São Domingos, rua das Portas de Santo Antão, e no Largo da Anunciada, o segundo ponto de encontro, foi feita nova paragem, aqui para os mais audaciosos e destemidos, eram convidados a terem o primeiro grande desafio da manhã, a subida e descida da Calçada do Lavre.

Tudo preparado, a Calçada mais importante estava em frente, atravessando a Avenida da Liberdade, com cerca de 270 metros os cicloturistas tinham a celebre e emblemática Calçada do Glória.

Subida da Calçada da Glória

Pedalada a pedalada, até lá ao cimo no Bairro Alto, o longo pelotão lá foi subindo metro a metro a velha Glória, com o terceiro ponto de encontro a ocorrer no Jardim de São Pedro de Alcântara, onde mais uma vez se descansou e reagrupou todos os participantes, podendo-se ver nos rostos dos mesmos o seu cansaço, mas também a satisfação de tão fortes pedaladas.

Descida cheia de adrenalina

De volta às pedaladas, os participantes seguiram até ao Príncipe Real, entrando Bairro Alto adentro pela rua do Século, depois uma descida cheia de adrenalina pela Calçada do Combro, Calçada das Estrela, São Bento, Av. D. Carlos I, Av. 24 de Julho, Viaduto de Alcântara, Av. Brasília, e Belém, onde junto à Torre foi feito o quarto ponto de encontro, reagrupar o pelotão, e feito um abastecimento liquido, para restabelecer as energias. Corpo Santo.

Paragem na Torre de Belém

Na reta final, os amantes das bicicletas voltam a pedalar, entrando pela Av. de Brasília, Cais do Sodré, e Terreiro do Paço, onde terminaram mais uma edição de ” Lisboa Antiga de Bicicleta “.

Um belo passeio, numa excelente manhã

Foi um belo passeio, numa excelente manhã, onde o sol marcou presença, também de salientar a presença da candidata à Câmara de Lisboa, Assunção Cristas, e do candidato do Bloco de Esquerda, Ricardo Robles.

Reconhecer o excelente trabalho feito mais uma vez pela PSP- Trânsito de Lisboa, dando segurança a todos os participantes.

Um trajeto sem dúvida com algumas dificuldades, mas superados por todos, já que a passagem por locais emblemáticos da capital marcou os participantes, em ruas ou vielas onde apenas a pé ou de bicicleta se pode passar, foram descobertas por muitos, com o cheirinho das festas de Lisboa, onde não faltou também o belo cheiro da sardinha assada, já com o cheirinho aos Santos Populares que se aproximam.

Representantes da Dinamarca no evento

No final, José Manuel Caetano, presidente das FPCUB dizia à nossa reportagem; “Mais uma vez os objetivos foram conseguidos, tivemos uma participação muito boa nesta 25ª edição, são 25 anos a pedalar por Lisboa Antiga, e provamos mais um ano de que aquela cidade de que muitos comentam não ser ciclável, afinal é, o que falta é criar mais condições, e respeito da parte dos automobilistas, se existir isso, podemos contribuir para que Lisboa seja mais limpa, mais saudável, e se possa utilizar ainda mais a bicicleta, a qual cada vez é mais utilizada diariamente por muitos, por isso venham pedalar por Lisboa, a mesma merece”.

A finalizar, apenas os votos de bons passeios, boas pedaladas, e experimentem descobrir a cidade de Lisboa de bicicleta, vale a pena.

Texto: José Morais
Foto: António Baganha

 

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