CAMILA REBELO TERMINA COM CHAVE DE OURO
Camila Rebelo com os treinadores - Foto: Comité Olímpico de Portugal
No último dia da natação portuguesa nos Jogos do Mediterrâneo, Camila Rebelo voltou a estar ao mais alto nível conquistando a medalha de ouro nos 100 costas.
Foi fechar com chave de ouro.
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Depois do lugar mais alto do pódio nos 200 costas e da medalha de bronze na estafeta 4×100 estilos mista, a nadadora portuguesa voltou a demonstrar toda a sua categoria vencendo com larga vantagem sobre a restante concorrência e terminando com o registo de 1.00,37 minutos, um novo recorde dos campeonatos.
Foi a sua terceira melhor marca de sempre (as duas primeiras, com recorde nacional incluído, foram conseguidas no recente Europeu de Paris, com Camila Rebelo a baixar pela primeira vez dos 60 segundos na meia-final: 59,90 segundos).
No final, Camila Rebelo não escondeu a satisfação depois de voltar a subir ao lugar mais alto do pódio nos Jogos do Mediterrâneo, desta vez com a conquista da medalha de ouro nos 100 metros costas.
Quatro anos depois de Oran, a internacional portuguesa voltou a defender com sucesso os dois títulos conquistados.
«Acho que só tenho de estar orgulhosa do meu trabalho.
Quatro anos depois, voltar a conquistar dois ouros e conseguir defender os meus títulos.
Deixa-me superorgulhosa daquilo que tenho feito e do trabalho que continuo a desenvolver todos os anos.
É também motivo de orgulho por todo o trabalho de equipa que existe por trás de mim.
Por todas as pessoas que me apoiam, desde o meu clube a todos aqueles que me ajudam diariamente», começou por afirmar Camila Rebelo em declarações ao COP.
«os Jogos do Mediterrâneo têm um sabor muito especial para mim.» Camila Rebelo
A nadadora portuguesa recordou ainda a importância que os Jogos do Mediterrâneo assumem no seu percurso internacional.
«Oran foi muito especial porque conquistei as minhas primeiras medalhas internacionais.
Por isso, os Jogos do Mediterrâneo têm um sabor muito especial para mim. São já cinco medalhas conquistadas nesta competição e isso significa muito», assumiu.
Camila Rebelo lembrou também que a edição de Oran marcou a sua primeira participação numa competição em representação do Comité Olímpico de Portugal:
«Foi a minha primeira convocatória para representar o Comité Olímpico de Portugal. Era tudo novo e estava supernervosa.
É diferente de representar a Federação Portuguesa de Natação, porque tudo à volta da competição é diferente.
Tem sempre um sabor especial poder representar Portugal através do Comité Olímpico e conseguir proporcionar aos portugueses momentos bons e motivos para celebrar.»
Se Camila Rebelo foi a única nadadora a chegar às medalhas, outros houve com presenças em finais e que estiveram muito perto do bronze.
Mais participações portuguesas
Foi o caso de Gabriel José Lopes nos 200 estilos, 4.º classificado com 1.59,80 minutos.
Mas também de Vasco Morgado, também com um 4.º lugar nos 200 mariposa (1.58,08 minutos).
Ainda nos 200 mariposa, mas na final feminina, Inês Henriques foi 5.ª na final com a marca de 2.13,77 minutos.
Enquanto Mariana Cunha terminou no 8.º lugar com 2.15,08 minutos.
Nos 100 costas masculinos, Portugal também teve dois finalistas, com João Costa a concluir a prova na 6.ª posição, com 55,18 segundos.
Enquanto Ricardo Santos foi 8.º (55,99 segundos).
Ainda no que diz respeito a presenças em finais, registe-se que Rodrigo Borges foi 7.º no 1500 livres, com a marca de 15.34,28 minutos.
A fechar, referência para o 9.º lugar de Ana Pinho Rodrigues nos 50 livres (26,12 segundos) e para o 10.º de Kevins Apseniece nos 200 mariposa (2.02,10 minutos).
Natação conquista sete medalhas nos Jogos do Mediterrâneo
Depois de quatro dias de competição para os nadadores portugueses, o balanço apenas pode ser considerado de positivo, com a conquista de sete medalhas.
Três de ouro (duas de Camila e uma de Francisca Martins), uma de prata (Ana Pinho Rodrigues) e três de bronze (duas de Francisca Martins e da estafeta 4×100 estilos mista).





