Carla Salomé e Rui Pinto são Campeões Nacionais

Rui Pinto e Carla Salomé - Foto: FPA/Marcelino Almeida

Carla Salomé Rocha, do Sporting Clube de Portugal (SCP), do lado feminino, e Rui Pinto, da 4Run, do lado masculino, sagraram-se campeões nacionais de corta-mato longo.

Coletivamente, o SCP venceu em femininos e em masculinos, hoje, 21 de março, nos Campeonatos Nacionais de Corta-Mato Longo, que se realizaram no Parque do Serrado, em Amora, Seixal.

Depois de, por força da pandemia, esta competição não se ter realizado em 2020, os Campeonatos Nacionais de Corta-Mato Longo, regressaram.

Texto: Federação Portuguesa de Atletismo
Foto: Marcelino Almeida

Carla Salomé e Rui Pinto são Campeões Nacionais de Corta-Mato longo

Foi a 97.ª edição da prova masculina e a 56.ª da prova feminina, numa organização da Federação Portuguesa de Atletismo em conjunto com a Associação de Atletismo de Setúbal e da Junta de Freguesia de Amora, com o apoio do Município do Seixal.

Um formato diferente, aberta apenas aos melhores atletas nacionais e desenrolando-se em quatro séries masculinas e outras tantas femininas.

Quanto ao percurso, este já é bem conhecido por ser difícil, com algumas subidas exigentes e zonas de areia, o que antecipava um bom espetáculo de atletismo, este ano apenas com público através da transmissão em direto nas redes sociais da FPA.

Encontrámos o espaço, a autarquia, a junta de freguesia e o tempo ideais, para que pudéssemos organizar esta competição.

Uma boa organização e transmissão televisiva, com atletas em forma, pelo que o balanço é positivo.

Também porque a opinião de todos aqueles que intervieram neste processo foi positiva.

Os atletas gostaram e transmitiram-no à Federação e os clubes também se mostraram satisfeitos, o que mostra a nossa capacidade de nos adaptarmos às situações mais difíceis”, disse, no final, Jorge Vieira, presidente da FPA.

Carla Salomé
Carla Salomé – Foto: FPA/Marcelino Almeida

Carla Salomé Rocha carimbou a sua segunda vitória nesta competição

No que à competição diz respeito, os campeonatos iniciaram com a prova feminina.

Carla Salomé Rocha, do SCP, dominou a prova desde o seu início, no grupo da frente, descolando-se a meio da prova, para não mais ser apanhada pelas colegas de equipa Sara Moreira, que na última volta recuperou terreno em relação a Sara Catarina Ribeiro (3.ª) e Jéssica Augusto (4.ª), conquistando o segundo lugar.

Depois do “bloco leonino”, que garantiu coletivamente a vitória, com a máxima pontuação (10 pontos), cortou a meta Lia Lemos, do Maia Atlético Clube.

Carla Salomé
Sporting Clube de Portugal equipa Campeã Nacional – Foto: FPA/Marcelino Almeida

Seguiram-se Emília Pisoeiro, Neide Dias e Susana Cunha, todas do Recreio Desportivo de Águeda (RDA), que, com a chegada de Carla Martinho (11.ª), garantiram o segundo lugar no pódio coletivo, com 32 pontos.

Em terceiro lugar, classificou-se o Clube Desportivo Feirense, com 89 pontos.

No final, Carla Salomé Rocha, que carimbou aqui a sua segunda vitória nesta competição (a primeira foi em 2016), sublinhou que este “era um percurso bastante técnico, duro e com grandes adversárias, como a Jéssica Augusto, a Sara Moreira e a Catarina Ribeiro”.

Do ponto de vista coletivo, “tentamos gerir a nossa prova, impor o ritmo” e, individualmente, “fui ouvindo o que o meu treinador dizia e fiz a minha prova, sendo que a sorte sorriu-me”, acrescentou a atleta.

Rui Pinto – Foto: FPA/Marcelino Almeida

Prova foi renhida em masculinos com a vitória obtida ao segundo

Do lado masculino, a prova foi renhida, a nível individual e coletivo, com Rui Pinto, da 4Run, a vencer ao segundo o campeão em título, Rui Teixeira, do SCP.

O terceiro lugar do pódio na prova masculina foi ocupado por João Pereira, do Vitória Futebol Clube, a grande surpresa desta competição.

Rui Teixeira, Rui Pinto e João Pereira – Foto: FPA/Marcelino Almeida

Fernando Serrão, em quinto lugar, Miguel Marques, em décimo, Ruben Amaral, em 11.º, deram a vitória coletiva ao SCP.

Em segundo lugar, por equipas, classificou-se o Sporting Clube de Braga, com 34 pontos; e o Maia Atlético Clube alcançou o terceiro lugar, com 56 pontos.

Estou muito contente por conquistar o meu terceiro título.

Era um objetivo que já tinha há algum tempo, mas com a pandemia consegui preparar-me melhor, não interrompi ciclos de treino e cheguei aqui numa melhor forma”, analisou Rui Pinto, no final.

E garantiu: “Dos títulos que conquistei, este é o mais importante, porque marca a diferença.

Neste contexto, ter a possibilidade de competir e ser campeão nacional é uma situação brutal.

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