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Carlos Costa e Marisa Barros triunfam na Portucale

O Centro de Atletismo do Porto com os apoios da Câmara Municipal do Porto e da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e com o apoio organizativo da EventSport levou a cabo este Domingo (16) a terceira edição da Corrida Portucale.

Corrida Portucale

O evento tinha como um dos objectivos a recolha de recursos para a escola de atletismo a funcionar no campo de Ramalde e que conta actualmente com 70 crianças.

 

Depois do sucesso das edições anteriores, a prova estava rodeada de expectativas tanto nos organizadores como nos atletas que estariam presentes na prova.

A organização em conferência de imprensa anunciou que contava com um recorde de participantes inscritos e com participantes de várias nacionalidades como Espanha, França, Suíça, Inglaterra, Cabo Verde, Brasil e Canadá.

A principal atracção do evento era a corrida principal na distância de quinze quilómetros com passagem nas cidades de Gaia e Porto.

A completar o certame estava a tradicional mini corrida/caminhada de cinco quilómetros e ainda a corrida da pequenada para os mais pequenos numa distância de quinhentos metros.

Percurso de grande beleza e sempre com o Rio Douro a acompanhar

A Corrida Portucale teve inicio e fim no Cais de Gaia na Avenida Ramos Pinto e podemos dividir a prova em dois segmentos.

O segmento de corrida no Porto contava com uma passagem pela Ponte D. Luís para levar os atletas pela marginal do Douro até junto à Ponte do Freixo.

O respetivo retorno trazia os atletas para uma passagem na zona da Ribeira do Porto rumo a Gaia para o segundo segmento de corrida onde os atletas passavam junto às caves do vinho do Porto rumo à Afurada para depois do retomo junto à Marina do Douro fazerem o percurso inverso para a meta.

A prova

Originalmente, a Corrida Portucale estava agendada para o dia 28 de Maio mas devido a obras junto ao local de partida, a prova foi adiada para Julho pelo que já se sabia de antemão que a prova seria marcada pelo calor que se faz sentir neste mês.

Para além disso é uma corrida nas zonas ribeirinhas de Gaia e Porto logo o percurso em certos segmentos podia ser marcado pelo vento.

O percurso da Corrida Portucale é um percurso acessível sem muitas dificuldades no seu decorrer.

Algumas subidas podem causar mossa nos atletas como as subidas junto à Ribeira do Porto e à Marina do Douro mas o mais desagravei seja o segmento de empedrado no Cais de Gaia que destoa de um percurso todo pavimentado.

Como mencionado, a prova iria estar depende das condições climatéricas e de facto foi o que se verificou.

A prova decorreu debaixo de um calor que foi aumentado com o decorrer da prova e os atletas mais lentos já terminaram a prova com um sol muito forte e a causar enorme desconforto.

O vento, esse fez-se sentir no segmento de corrida em Gaia já que é uma zona mais desprotegida.

Na ida para a Afurada o vento batia de frente e no regresso este ajudava os atletas.

Os vencedores

A Corrida Portucale não teve vencedores por escalão e apresentou somente um escalão único para a competição masculina e feminina.

No sector masculino o grande vencedor da prova foi Carlos Costa do CDS Salvador do Campo com um tempo final de 50:50. Na segunda posição ficou Luís Silva do Clube Atletismo de Ovar (51:05) e na terceira posição José Pires do SR Cepanense (51:48).

No sector feminino, Marisa Barros do Sport Comércio e Salgueiros voltou a vencer a prova e destacada com um tempo final de 58:07. Na segunda posição e a completar a dobradinha para o conjunto de Paranhos esteve Justine Woojcyk (1:01:17). A fechar o pódio esteve Sofia Cardoso (1:05:28).

Na prova de desporto adaptado o vencedor foi Alberto Batista (54:48). Na segunda posição ficou Fernando Mendonça (01:11:22) e na terceira posição Cristiano Magalhães (01:28:55).

O Opraticante.pt esteve representado na prova por Nuno Fernandes que terminou a prova na posição 732 com um tempo final de 1:32:54.

Considerações finais

A 3ª edição da Corrida Portucale como mencionado no inicio da reportagem partia com expectativas elevadas.

A organização contava com um recorde de inscritos e a verdade é que nem o facto de a prova acontecer em Julho num dia de calor abalou a presença de atletas.

Terminaram a prova 887 atletas na prova principal o que revela um aumento de finalizadores em relação às duas edições anteriores e assim mostra que o público está a aderir bem ao evento.

A organização da prova optou por montar o seu “quartel-general” no hall do Convento de Corpus Christi e de facto é de se salutar colocarem todas as valências para a prova juntas, levantamento de dorsais, guarda-roupa e até terem um espaço para WC.

De saudar também a simpatia das pessoas que estavam a atender os atletas e em especial as voluntárias que estavam no guarda-roupa.

Corrida da Pequenada

O primeiro grande destaque do certame foi a corrida da Pequenada que teve mais de uma centena de crianças presentes para correrem os 500 metros da prova.

Um dos objectivos da corrida Portucale e captar crianças para o desporto e é sempre ver a alegria dos mais novos a percorrer o pequeno trajecto da “sua” prova.

Uma sugestão que deixaria aos organizadores da prova é desenvolverem esta corrida da pequenada e colocarem corridas jovens por escalões.

Certamente teria uma adesão ainda maior de jovens atletas.

Desporto adaptado

Outro destaque da prova foi a inclusão do desporto adaptado para a prova principal, no entanto o facto de a prova ter segmentos empedrados e uma subida elevada no seu decorrer não ajudou em nada os atletas.

A prova principal teve um vencedor único para a competição masculina e feminina e não teve competição por escalões.

Nos dias de hoje, raras são as provas que acontecem nestes moldes e uma prova já de grande nível como é a corrida Portucale ficava bem colocarem competição por escalões.

Pontos de hidratação

Foi anunciado pela organização que devido ao calor que marcaria a prova haveria um reforço de hidratação durante a mesma.

Presumia-se que haveria pontos de água de 2.5 em 2.5 quilómetros. Isso aconteceu nos dois primeiros pontos e nos dois últimos contudo não houve ponto de água no ponto 7.5 e era algo que não podia falhar.

De registar que após os pontos de hidratação não havia nenhum ponto de colocação para as garrafas vazias e no ponto de hidratação ao quilómetro 12.5 muitas foram as garrafas atiradas para o chão junto ao passadiço de madeira.

Pergunta-ae quantas garrafas acabaram por cair no rio Douro? É preciso ter uma maior consciência ambiental tanto dos organizadores mas também por parte dos atletas.

A prova teve sempre o seu trajecto bem delimitado pelas forças de segurança e com a quilometragem sempre a ser anunciada. A prova teve bons pontos de apoio popular e de facto é sempre bom correr quando isto acontece.

Corrida Portucale uma referência no grande Porto

A Corrida Portucale já é uma das grandes provas do calendário de atletismo do grande Porto.

Com um crescimento gradual ao longo dos últimos dois anos esta terceira edição da prova foi um sucesso.

Os quinze quilómetros da Corrida Portucale são basicamente quase o percurso da Meia Maratona do Porto que acontecerá no próximo mês de Setembro pelo que esta prova é um bom treino para avaliar as capacidades para a prova de Setembro e não foi de estranhar se ter ouvido várias vezes durante a prova que quem corre a Corrida Portucale, também corre a Meia Maratona do Porto.

Visualize mais fotos aqui.

Texto: Nuno Fernandes
Fotos: Cristina Moreira / EvenSport

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