CHUVA E TESTEMUNHO ATRAIÇOAM PORTUGAL
Foto: FPA / Sportmedia
A última transmissão revelou-se fatídica para as aspirações portuguesas de terminarem entre os oito primeiros classificados na final dos 4×400 metros dos Campeonatos Mundiais de Atletismo, que hoje chegaram ao fim em Tóquio.
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Alterações na formação
Depois do feito histórico do apuramento, a equipa nacional alinhou determinada em fazer história, mas alguns imprevistos acabaram por comprometer o resultado final.
A estratégia para a final sofreu mudanças.
A troca de Ericsson Tavares por Ricardo dos Santos obrigou a uma alteração na ordem dos percursos. Assim, Omar Elkhatib passou para o segundo percurso, enquanto Ricardo, um dos mais experientes, ficou encarregado de fechar a estafeta.
O quarteto partiu composto por Pedro Afonso, Omar Elkhatib, João Coelho e Ricardo dos Santos, formando uma equipa jovem mas já com provas dadas ao mais alto nível.
O desenrolar da corrida
Pedro Afonso abriu de forma segura, garantindo que Portugal se mantivesse no grupo dos oito primeiros.
Seguiu-se Omar Elkhatib, que lutou para não perder muito terreno, permitindo que João Coelho tivesse margem para atacar.
E Coelho correspondeu, com uma recuperação notável, colocando a equipa a lutar pela sexta posição.
No entanto, o momento decisivo revelou-se cruel: na zona de passagem, marcada pela presença de muitos atletas e pela pista molhada devido à chuva, o testemunho escorregou.
Apesar do contratempo, João Coelho reagiu com rapidez, recuperou o testemunho e conseguiu entregá-lo a Ricardo dos Santos.
O último percurso foi de esforço e resiliência, levando Portugal a cortar a meta em nono lugar, com o tempo de 3.09,06.
Uma equipa entre as melhores do mundo
Apesar da desilusão da queda, o resultado final não apaga o percurso notável da equipa portuguesa ao longo da competição.
Portugal encerra a sua participação em Tóquio mantendo-se no nono lugar do ranking mundial, uma posição que atesta a evolução e consistência da estafeta nacional nesta disciplina exigente.
A marca reforça o estatuto da estafeta portuguesa entre as formações de elite, dando confiança para o futuro.
Reações após a prova
No final, João Coelho não escondeu a frustração, mas fez questão de valorizar o caminho percorrido:
“Aquele percalço prejudicou-nos.
Mas a verdade é que às vezes acontece. E aconteceu connosco porque estávamos aqui.
Não podemos esquecer o percurso que tivemos até aqui, estávamos a fazer uma excelente corrida, seria idêntico ou melhor que o recorde.
Agora temos de continuar a trabalhar para continuarmos este percurso.
Temos uma equipa muito jovem que pode dar mais alegrias a Portugal.”
Balanço da participação
Assim terminou a participação portuguesa nestes Campeonatos Mundiais de Atletismo em Tóquio.
Apesar de um desfecho menos feliz na final, o balanço global é extremamente positivo.
O recorde nacional batido nas meias-finais e a presença inédita numa final mundial ficam como marcos históricos para o atletismo português.
O futuro da estafeta de 4×400 metros parece promissor, sustentado pelo talento de uma geração jovem e determinada, que já provou ter capacidade para competir frente às potências mundiais.




