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Correr com o Rio Douro na Meia Maratona D’Ouro Run

O segundo fim-de-semana de Junho, coincidente com o feriado do 10 junho foi o fim-de-semana mais preenchido de provas do mês e talvez do ano, a Meia Maratona D’Ouro Run foi um dos eventos que se realizou.

Somente na zona norte de Portugal eram mais de sete provas que compunham o calendário, indo de corridas nocturnas, a provas clássicas de 10km e terminando em meias maratonas. Na zona do grande Porto, o destaque estava todo em Gondomar que foi palco da quinta Meia Maratona D’Ouro Run.

Meia Maratona D’Ouro Run

A Meia Maratona D’Ouro Run aconteceu este Domingo, dia 10 de junho de 2018 pelas 10 horas e foi uma organização da EventSport em conjunto com o Município de Gondomar. A compor a manhã desportiva estiveram duas corridas cronometradas, a principal na distância clássica de 21.097 km, uma mini maratona de dez quilómetros e uma caminhada de cinco quilómetros, sem fins competitivos.

Tal como já tinha acontecido na edição transacta, o Opraticante.pt esteve presente na prova e apresentamos agora as principais notas sobre a prova.

Percurso com o Rio Douro sob a vista mas exigente

Todas as provas que compunham o evento tiveram partida e chegada em Ribeira de Abade na estrada N108 – Avenida Escritor Costa Barreto e o desafio colocado aos atletas era um percurso que tinha sempre o rio Douro como companheiro de viagem.

O rio Douro é sinónimo de força e de vida. O rio para chegar ao seu destino atravessa terrenos duros e quando se compartilha o percurso com este rio, os atletas tinham de estar cientes que o percurso não era de todo fácil e por vezes chegava até ser enganador.

Ouro Run
Foto: Cristina Moreira

No percurso da meia maratona, os atletas seguiram pela rua de Entre os Rios e passavam por várias freguesias locais, tais como Valbom, Gramido, Jovim, Marecos, Quintas e Foz do Rio Sousa. O retorno acontecia perto da barragem de Crestuma-Lever para depois se fazer o percurso inverso. Este percurso era marcado por constantes desníveis que mesmo não sendo acentuados e apresentando-se disfarçados faziam que após o término da meia maratona, o acumulado total fosse interessante.

No que toca ao percurso da mini maratona, os atletas faziam o retorno da prova na freguesia de Jovim.

O percurso dos caminheiros via o seu retorno acontecer em Valbom e seguiam para a meta por uma zona mais próxima ao rio Douro, proporcionando a estes boas paisagens.

Vencedores

Pedro Magalhães conquista a Meia Maratona D’Ouro Run

O grande vencedor da prova e de forma isolada foi Pedro Magalhães da Associação Mondim Atletismo com 01:14:08. Na segunda posição ficou Tiago Lisboa do Grupo Dramático e Recreativo da Retorta com 01:15:20. Um dado curioso sobre estes dois atletas é que na edição do ano passado, o vencedor tinha sido Tiago Lisboa e Pedro Magalhães ficou na segunda posição e agora trocam de posição. A fechar o pódio ficou Diogo Fernandes do Dr. Merino/4moove com 01:15:31.

Pedro Magalhães vencedor da Meia Maratona

Elisabete Pereira triunfa na competição feminina

No que toca à vertente feminina da prova, a grande vencedora foi Elisabete Pereira do Recreio Desportivo de Águeda com 01:30:12. Na segunda posição ficou Ana Rocha do Alive Fitness Club com 01:30:19. A completar as posições cimeiras mas já com alguma distância ficou Clara Oliveira do Viseu 360 com 01:33:38.

No que toca aos vencedores por escalão, a meia maratona teve os seguintes vencedores:

Na vertente masculina triunfaram Pedro Magalhães da Associação Mondim Atletismo (Seniores), Tiago Lisboa do Grupo Dramático e Recreativo da Retorta (VET 35), Pedro Silva Pereira do Águias de Alvelos (VET 40), Antonio Sousa do Ripolins Grijó a Correr (VET 45), Joaquim Lopes do CDS S. Salvador do Campo (VET50), José Cabral do S.C.E./António Leitão (VET 55) e Ricardo Jorge Silva Osório do Unidos à Fresca (VET 60).

Na vertente feminina venceram Clara Oliveira do Viseu 360 (Seniores), Elisabete Pereira do Recreio Desportivo de Águeda (VET 35), Cristina Iglésias do Viana Running (VET 40), Rosa Conceição do Trail Running Clube BTT Sanguedo (VET 45), Fátima Pais (VET 50), Rosa Pinto do Nascidos para Correr (VET 55) e Lynn Straker (VET 60).

José Pires vencedor da Mini Maratona

José Pires vence a Mini Maratona D’Ouro Run

O grande vencedor da prova de dez quilómetros que complementou o evento foi José Pires do Sociedade Recreio Cepanense. O atleta do clube fafense venceu a prova de forma isolada com um tempo de 33:07minutos. Nas restantes posições do pódio ficaram Sérgio Fernando Pinto Sousa com 35:09minutos e Paulo Reis do Sporting Clube de Espinho / António Leitão com 35:17minutos.

Liliana Rocha triunfa na competição feminina

Na vertente feminina da prova, a grande vencedora foi Liliana Rocha da RunRiver-Escola Atletismo de Rio Tinto com 40:53minutos. Na segunda posição ficou Daniela Gregório do Maia AC com 41:27minutos e na terceira posição Hortense Tenda com 44:24minutos.

Liliana Rocha vencedora da Mini Maratona

No que toca aos vencedores por escalão, a mini maratona teve os seguintes vencedores:

Na vertente masculina triunfaram José Pires do Sociedade Recreio Cepanense (Seniores), Domingos Santos do Nascidos Para Correr (VET35), Ricardo Ferreira do Sporting Clube de Espinho / António Leitão (VET40), Sérgio Fernando Pinto Sousa do (VET45) Salvador Mansilha do Nascidos para Correr (VET50), João Teixeira do CCD APDL (VET55) e Victor Rachão do Centro Atletismo Porto (VET60)

Na vertente feminina venceram Daniela Gregório do MAIA AC (Seniores) Liliana Rocha do RunRiver-Escola Atletismo de Rio Tinto (VET35), Sandra Cardoso do Baguim Runners (VET40), Filomena Santos do C.M.M.C. Vale de Cambra (VET45), Maria de Fátima Andrade Costa do Viriathvs Runners Viseu (VET50), Assunção Garcia do Novélia running (VET55) e Filomena Folgado

Foto: Cristina Moreira

Sérgio Gomes vence competição de cadeira de rodas

A prova da meia maratona teve a inclusão do desporto adaptado e o grande vencedor foi Sérgio Gomes do NBA Barrosas com 01:38:08. Na segunda posição ficou o seu colega de equipa Rui Pereira com 02:01:03.

O Opraticante.pt esteve em prova

Três atletas representaram o Opraticante.pt na Mini Maratona D’Ouro Run. Patrícia Silva obteve o 7º Vet35 / 236º geral – 00:54:13, Nuno Fernandes 85º Sénior /329º geral – 00:58:10 e Filomena Soares 6º Vet60 / 547º Geral – 01:15:13.

 

EventSport mostra excedente organização

O ano passado a prova decorreu no último fim-de-semana do mês e perante a concorrência directa da Meia Maratona de Guimarães e da Corrida de São João de Braga, este ano a organização optou por antecipar a prova para este fim-de-semana e coincidir com o feriado nacional. Como mencionado, a concorrência foi forte no fim-de-semana e podemos então crer que este foi um forte teste à prova para analisar o seu nível de afluência, ainda mais que o ano passado.

A prova teve as suas valências junto ao parque desportivo de Ribeira de Abade e neste ponto, a EventSport raramente falha e apresentou todas as valências necessárias para uma grande prova.

Secretariado expedito, espaço para guarda-roupa, wc`s, massagens no final da prova e com todos os espaços sinalizados. Os resultados da prova foram publicados com rapidez, algo que não aconteceu o ano passado devido a um erro de cronometragem.

Após a prova, os atletas não ficavam muito tempo na fila para receber o abastecimento final e medalha e os espaços estavam bem delimitados. Em suma, em termos logísticos a promotora esteve em grande nível.

Secretariado

O organização permitia levantar o dorsal no dia e num espaço comercial nos dias em antes e nos dois locais, o levantamento decorreu sem grandes filas ou demoras. Aos atletas era entregue um saco com publicidade à arte gondomarense da filigrana com uma t-shirt técnica fluorescente alusiva à prova, o dorsal com chip e folhetos promocionais.

Após a prova, os atletas para além da medalha finisher, tinham um abastecimento com águas, banana, barra de cereais e leites diversos à escolha. Para um preço de inscrição de 10/12 euros o que foi oferecido aos atletas está em muito bom nível.

A única sugestão que podemos fazer em relação à organização é que o evento no global das provas cronometradas está a ter uma afluência elevada, em breve atingirá os dois milhares de atletas e de tal forma que não seria uma má ideia se pensar em colocar uma caixa de partidas separada por tempos de referência para evitar algum congestionamento como se verificou após o tiro de partida.

Chuva marcou a sua presença em Gondomar

O fim-de-semana foi marcado por mau tempo que fez parecer que estávamos em pleno Outono. Apesar do frio e da chuva com que a manhã se iniciou, cerca de duas mil pessoas apresentaram-se em Ribeira de Neiva para uma manhã desportiva, uns para correr e outros para caminhar.

Antes da partida, a chuva parecia que ia dar tréguas mas mal soou o tiro de partida, esta voltou a cair, uns períodos menos, outros mais, mas o certo é que a chuva foi uma constante mas nada que amedrontasse os atletas.

Foto: Cristina Moreira

Fruto das condições atmosféricas, não foi necessário colocar chuveiros para refrescar os atletas como aconteceu na edição anterior. A chuva já o fazia. Para completar a hidratação, a organização tinha pontos de água a cada cinco quilómetros. Mais uma vez, se verificou que em cada ponto de abastecimento havia os respectivos recipientes para depositar a garrafa vazia e assim se mostrar o cuidado ambiental.

Devido às fracas condições climatéricas, a prova que já por si passa por lugares de pouca habitação, ainda teve menos apoio popular. É uma pena pois uma prova desta envergadura merecia mais público. Felizmente, os atletas que chegassem à recta de meta eram brindados com muitos aplausos pelos inúmeros presentes e também incentivados pelo speaker da prova que esteve em muito bom nível.

Quem também sofreu com o tempo chuvoso foram os agentes de autoridade que mais uma vez delimitaram e isolaram de forma perfeita o percurso da prova.

Nota também para a sinalização da prova que esteve irrepreensível em todo o seu percurso.

 

Desporto adaptado esteve em destaque

Algo que se destacou nesta prova foi a inclusão do desporto adaptado com a corrida de cadeira de rodas para a prova da meia maratona. A prova teve apenas três participantes do NBA Barrosas, sendo que um deles devido a furo não conseguiu terminar a prova.

Estes senhores estão de parabéns, mas as minhas maiores saudações vão para os inúmeros atletas que em cadeira de rodas normais, sozinhos ou acompanhados percorriam o percurso dos dez quilómetros. Algo tão bonito e marcante não pode ser esquecido e lanço um repto à promotora da prova e quiçá outras que estejam a ler para não deixar isto passar em claro e pensarem num evento para estes grandes atletas pois estamos em tempos que ter um handicap já não é impeditivo para se fazer o que se gosta. Basta é ter força de vontade e um coração grande!

A maravilhosa medalha que faz furor junto dos finishers

Medalha de finisher brilhou mais uma vez

A Meia Maratona D`Ouro Run é conhecida pelo seu magnífico percurso junto ao Douro mas arrisco-me a dizer que a prova ganha fama junto da comunidade de atletismo do norte devido à beleza da medalha finisher que os atletas recebem após a prova. Todos os anos, a Oficina das Medalhas surpreende com um magnífico trabalho e este ano não foi excepção. Vejam por vocês a beleza de medalha que os atletas receberam.

Meia Maratona D’Ouro Run, uma prova que se consolida de ano para ano

A Meia Maratona D’Ouro Run que este ano celebrou a sua quinta edição é uma prova que os números mostram que já está consolidada no calendário de atletismo nortenho.

Olhando a números de afluência, na meia maratona, a prova teve uma quebra de quase uma centena de finishers (949 para 821) e na mini maratona a participação foi quase idêntica com 583 finalizadores em relação aos 582 do ano passado. Como já referido, a prova este ano aconteceu no feriado nacional e teve mais concorrência do que a prova do ano passado, para além disso as condições climatéricas não foram as melhores. Atendendo a estes dados podemos dizer que a prova foi um sucesso em termos de participação.

Os atletas que procurem uma prova fora das grandes cidades ladeadas por prédios e vias rápidas tem na prova gondomarense uma meia maratona desafiante com excelente paisagem e sempre com o Douro a inspirar.

Rosa Mota uma presença sempre assidua

Acredito que não há melhor cartão-de-visita para definir esta prova e com estes pergaminhos, tudo leva a crer que na próxima edição a prova vá conquistar um grande número de atletas.

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Texto: Nuno Fernandes
Fotos: Cristina Moreira / Organização

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