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Corrida Portucale voltou a unir Porto e Gaia

Com a chegada do mês de Julho, para além do tempo soalheiro do período de férias a bater à porta, este mês traz um grande evento de atletismo Às ruas do Porto e Vila Nova de Gaia que com o passar dos anos tem tido sempre um grande destaque, falamos da Corrida Portucale que este ano mais uma vez animou a marginal do Porto e do Cais de Gaia.

Corrida Portucale

A 5ª Corrida Portucale aconteceu no domingo (15) de julho pelas 10 horas no Porto e foi uma organização do Centro de Atletismo do Porto com o apoio institucional da Câmara Municipal do Porto e da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e com apoio técnico da EventSport.

A compor a manhã desportiva cujo objectivo era estimular a prática desportiva como elemento da promoção da saúde e da qualidade de vida, estiveram quatro destaques, a corrida principal cronometrada na distância de dez quilómetros, a corrida em cadeira de rodas na mesma distância, a minicorrida / caminhada na distância de cinco quilómetros e ainda a corrida infantil na distância de quinhentos metros.

A equipa de OPraticante.pt esteve presente na prova e agora apresentamos as notas sobre o que aconteceu.

Percurso encurtado, mas com a mesma beleza das pontes e margens do Douro

A edição deste ano da Corrida Portucale voltou às suas origens e apresentou o percurso da sua primeira edição, um percurso de apenas dez quilómetros. Nas três edições anteriores, o percurso teve uma extensão de quinze quilómetros. Os primeiros quilómetros de prova aconteciam no cais de Gaia depois dos atletas terem atravessado a ponte D. Luís I. Pouco depois do segundo quilómetros, acontecia o primeiro retorno da prova junto cais do Cavaco para os atletas voltarem à ponte D. Luís I sendo na pequena subida de acesso à ponte o ponto intermédio da prova. Este primeiro segmento de prova era mais trabalhoso já que tinha um piso mais irregular com muito empedrado e algumas subidas e descidas.

A segunda parte da prova acontecia no Porto com os atletas a rumarem à direita até junto da rotunda do Freixo onde faziam o segundo retorno e regressavam até junto da partida e depois aceleravam descida abaixo até à chegada em plena ribeira portuense no conhecido “Cubo”. Esta segunda parte de prova era mais acessível praticamente sempre em plano com piso em excelentes condições e onde a única dificuldade mesmo foi o sol que se decidiu dar o ar da sua graça nessa altura da prova.

Percurso que soube a pouco…

Para quem esteve presente nas últimas edições da Corrida Portucale, este percurso de dez quilómetros soube talvez a pouco, principalmente na passagem pela marginal de Gaia e onde em anos anteriores se ia à Afurada, neste ano logo após a zona das caves do vinho do Porto acontecia o regresso.

No entanto, este percurso da corrida Portucale não deixou em nada de ter a sua beleza, continua com uma paisagem maravilhosa com o rio Douro sempre em vista. Este percurso de dez quilómetros não apresenta dificuldades de maior e o atleta que saiba gerir bem a sua prova consegue obter um bom tempo.

Vencedores

A Corrida Portucale teve somente vencedores absolutos no sector masculino e feminino.

Fábio Oliveira vence 5ª Corrida Portucale

A 5ª Corrida Portucale tanto a nível masculino como feminino não teve grande disputa com os vencedores das respectivas competições a liderarem a prova de início e a fim e a vencerem com autoridade.

O grande vencedor da prova foi Fábio Oliveira do ACD São João da Serra que liderou a prova desde os primeiros metros. O vencedor da Maratona da Europa em Abril terminou a corrida portuense com um tempo de 31:25min. A completar os restantes lugares cimeiros da prova ficaram João Almeida da Escola de Atletismo de Coimbra (33:15min), Vítor Barbosa do Grupo Dramático e Recreativo da Retorta (33:24min), Luís Pereira do Águas do Porto – Casa dos Trabalhadores (33:39min) e Pedro Maravilhas (34:36min),

Marisa Barros faz o tetra na Portucale

Na competição feminina da prova, o destaque vai tal como nas três edições anteriores todo para Marisa Barros do Sport Comércio e Salgueiros que dominou mais uma vez a corrida sem oposição tendo vencido com um tempo final de 36:32min. A completar as restantes posições premiadas na prova ficaram Justina Wojcik do ACD João da Serra (39:47), Tânia Fernandes do Leixões S.C. (42:37), Júlia Valencia do Valencia (43:37) e Hortense Tenda do Sporting Clube de Espinho / António Leitão (45:12).

Alberto Batista domina competição em cadeiras de rodas

A corrida Portucale teve competição para o desporto adaptado e aqui total destaque para Alberto Batista que venceu a prova num nível superior aos demais terminando com um tempo de 23:48min. Completaram as posições cimeiras, Fernando Mendonça (41:34), Sérgio Gomes (41:58) e Nelson Sampaio (43:51).

OPraticante.pt

A equipa de o OPraticante.pt esteve representada na prova por cinco atletas tendo obtido os seguintes resultados, Blanca Herrán (563ª / 49ª feminina) – 54:40min, Adelaide Veludo (587ª / 56ª feminina) – 55:27min, Nuno Fernandes (696º / 602º masculino) – 59:12min, Helena Santos (903ª / 191ª feminina) – 01h15min24seg e Filomena Soares (926ª / 208ª feminina) – 01h23min26seg.

Prova com mais uma vez com excelente organização

Tendo participado nas três anteriores edições da prova, foi sem surpresa que chegado à ribeira do Porto tenha visto um excelente espaço para o evento. O levantamento do dorsal aconteceu num espaço com vista para o Douro.

Para além do secretariado, no local junto à partida estavam as restantes valências para que a prova tivesse bom nível, guarda-roupa, casas de banho, espaço de massagens e vários stands dos patrocinadores do evento. A presença dos stands dos patrocinadores com ofertas para os presentes é algo que sempre concentra atenções após a prova e faz que não haja uma debandada final após cruzar a linha de meta.

O levantamento do dorsal foi expedito e os atletas recebiam um saco em papel com o dorsal e o chip e ainda uma t-shirt técnica branca sem mangas alusiva ao evento, folhetos e um pacote de bolachas. No final da prova, os atletas recebiam para além da medalha finisher, água, fruta. Para um preço de inscrição a rondar os oito a dez euros, o que era entregue aos atletas estava de muito bom nível.

Alguma confusão no final da prova

Todo o espaço envolvente à partida e chegada estava todo ele bem delimitado e com todos os seus sectores bem distribuídos. Mesmo com uma grande afluência de participação, não houve grandes filas para se colocarem os atletas na linha de partida, algo que tinha acontecido o ano passado. Cedo se separaram os participantes da corrida dos participantes da caminhada. O mesmo não aconteceu no final da prova onde os atletas para receberem a medalha e o abastecimento final e entregarem o chip tinham de se dirigir uma parte lateral do espaço que provocou um grande congestionamento com filas de atletas, esta é a única critica a se fazer ao evento em termos de organização.

Percurso com bom apoio popular e bem trabalhado

Ao longo do percurso da Corrida Portucale 2019 fomos vendo, principalmente no cais de Gaia e junto da ribeira do Porto, algum apoio popular, algo que é sempre de salutar.

Em termos de organização, o percurso esteve irrepreensível com todos os cruzamentos isolados por autoridades e voluntários. A sinalização de quilometragem, abastecimentos e retornos estava toda colocada como se deve.

Em relação aos abastecimentos, a prova teve dois abastecimentos, ao quilometro cinco e sete, o que esteve adequado para a temperatura que se fazia sentir durante a prova.

Inclusão de corridas infantis e desporto adaptado são sempre de salutar

Quem lê as minhas reportagens sabe a minha opinião sobre as corridas infantis em eventos desportivos. Defendo que todas as provas de atletismo deviam ter uma prova infantil associada de modo a transmitir os valores e gosto do atletismo aos mais jovens.

Foi com agrado que mais uma vez vi o apelo ao desporto infantil neste evento. Várias crianças, umas mais novas que outras, com mais ou menos jeito para correr, com mais ou menos vontade mas o certo é que disseram presente e completaram o curto percurso para eles destinado e desta vez num local mais emblemático, a ponte D. Luís I. É bonito de ver também os pais orgulhosos a acompanhar os filhos nos últimos metros até á chegada.

Algo que é de saudar é mais uma vez a inclusão do desporto adaptado num evento de atletismo com a corrida de cadeira de rodas. O ter handicap já não implica que as pessoas sejam excluídas de fazerem desporto.

Corrida Portucale, com 10 ou 15 quilómetros, uma prova já com o seu espaço conquistado

Ao longo destas cinco edições, a Corrida Portucale foi-se afirmando como uma prova já de referência no calendário de provas do norte de Portugal. Muitos atletas do grande Porto estão sempre presentes nesta prova e não é de estranhar que a prova tenha sempre quase um milhar de participantes na sua prova principal.

Este ano a organização decidiu encurtar a prova para dez quilhem-tos, uma decisão que certamente não agrada a todos, por um lado é uma boa medida pois uma prova de quinze quilómetros no mês de Julho é sempre problemática devido ao calor que se sente em hora adiantada da manhã, por outro lado a distância de quinze quilómetros era usada por muitos atletas para fazerem como que um teste para a meia maratona do Porto. Como se costuma dizer, nunca se agrada a gregos e a troianos.

Prova teve o seu recorde de participação

Olhando aos números, a decisão parece ter sido do agrado dos atletas com a prova a ter um total de 947 finalizadores, um número superior aos 822 da edição anterior e a ter aqui o seu número máximo de afluência de todas as edições do evento.

Quem participa nesta prova fica sempre satisfeito com o que a organização apresenta, pois nada de errado se tem a dizer sobre a prova. Na verdade, esta é das poucas provas na zona norte do país que mostra como o atletismo pode e deve ser abrangente.

Ora vejamos num único evento desportivo conseguiu-se ter corrida, caminhada, corridas jovens e desporto adaptado o que realmente mostra a grande valia que é a Corrida Portucale.

Texto: Nuno Fernandes
Fotos: Eventsport

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