MARA GANHA E DANIELA CAMPOS APROXIMA-SE

Mara Roldan vence em Sever do Vouga

A canadense Mara Roldan (Cynisca Cycling) impôs-se ontem na segunda etapa da Volta a Portugal Feminina Cofidis e arrebatou a Camisola Amarela Placard, no final dos 119,9 quilómetros, que ligaram a Mealhada a Sever do Vouga.

A portuguesa Daniela Campos (Eneicat-CMTeam) foi a quarta classificada e ocupa a mesma posição na geral.

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Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo

Mara Roldan ganha em Sever do Vouga

Num percurso aparentemente fácil até aos últimos 3,9 quilómetros – subida de segunda categoria até à meta -, a dureza fez-se outros ingredientes.

Desde logo o calor, mas também as constantes tentativas de ataque à hegemonia que a Arkéa-B&B Hotels ontem registou.

O pelotão não deu carta branca a nenhuma dessas movimentações, rodando quase sempre compacto.

Mas as corredoras pagaram bem caro essa situação de corrida, entrando com um desgaste enorme na subida final.

Aí, mandaram as corredoras da equipa Cynisca Cycling, dos Estados Unidos, que impuseram o ritmo e prepararam o terreno para o ataque de Mara Roldan.

A campeã nacional de contrarrelógio sub-23 do Canadá viveu emoções diferentes ao longo do dia. A dor e o desânimo de uma queda foram compensados com a alegria do ataque certeiro.

Mara Roldan disparou para a meta em Sever do Vouga, passando o risco com 3h22m24s (média de 35,543 km/h), menos 10 segundos do que a britânica Francesca Hall (DAS-Hutchinson-Brother UK) e menos 14 do que a estadunidense Ashley Frye (Cynisca Cycling).

Daniela Campos foi a melhor portuguesa, chegando no quarto lugar, a 17 segundos da vencedora.

Mara Roldan

“…queremos levar a camisola amarela até ao final.” Mara Roldan

Tive uma queda, algo muito frustrante, mas a minha equipa levou-me imediatamente de volta ao pelotão.

A Ashley Frye manteve-se no grupo, respondendo às tentativas de fuga. Foi um trabalho fantástico de toda a equipa.

Sou do Canadá, portanto, o calor é algo que me custa muito. No entanto, nas últimas semanas estive a treinar para o calor e esse trabalho foi recompensado.

A nossa equipa veio à Volta a Portugal com uma mentalidade vencedora.

Ontem aprendemos algumas lições, mas hoje já estivemos melhor e queremos levar a camisola amarela até ao final”, avisa Mara Roldan.

Daniela Campos
Daniela Campos

Daniela Campos está à porta do pódio

A chefe-de-fila da Cynisca Cycling comanda com 14 segundos de vantagem sobre Francesca Hall.

Ashley Frye é a terceira, a 20. Daniela Campos está à porta do pódio, no quarto lugar, a 27 segundos da primeira classificada.

Apesar de ainda estar em processo de aquisição de forma com vista aos Jogos Olímpicos, a algarvia teve um bom desempenho, numa etapa que nem se enquadrava totalmente nas suas caraterísticas.

A etapa de hoje foi, provavelmente, a mais dura que iremos enfrentar nesta prova, porque houve muitas tentativas de ataque às posições da Arkéa, o que endureceu bastante a corrida.

A subida final fez-se num ritmo muito exigente, com a Cynisca a controlar a parte da frente.

Não sendo uma escaladora pura, mas dei o meu melhor e acho que estive bem, o que se deve ao trabalho de toda a equipa.

Estamos muito bem para continuar a disputar esta Volta”, contou Daniela Campos.

Daniela Campos
Pódio Sever do Vouga – Foto: UVP

Além da Camisola Amarela Placard, Mara Roldan é a dona da Camisola Branca IPDJ, de melhor jovem, e da camisola azul, de melhor trepadora.

A anterior dona da camisola amarela, a neozelandesa Michaela Drummond (Arkéa-B&B Hotels) veste agora a Camisola Vermelha Cofidis, dos pontos.

A formação britânica DAS-Hutchinson-Brother UK comanda por equipas.

A terceira etapa disputa-se nesta sexta-feira e é a mais extensa da competição.

Começa às 12h00 no Parque da Cidade de Anadia e termina, cerca das 15h20, em Pombal, depois de percorridos 121,9 quilómetros.

Há uma primeira passagem pela meta, a 10,5 quilómetros do fim, marcando a entrada num circuito que inclui uma subida de segunda categoria, que dista 5200 metros

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