Davide Silva e Justyna Wojcik triunfam na SS de Ovar
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O mês de Dezembro prossegue rumo ao Natal e ao término do ano e durante este período, inúmeras são as corridas São Silvestre que acontecem em Portugal, a São Silvestre de Ovar foi uma delas organizada pela Fullsport.
Corrida mais doce do ano em Ovar
No fim-de-semana passado aconteceram mais de uma dezena e uma das que mais tentou cativar os atletas foi a São Silvestre de Ovar que aconteceu no Sábado (16) e tinha como cognome a corrida mais doce do ano!
Os aficionados de atletismo da região norte reconhecem em Ovar uma das grandes cidades para a prática do desporto e imediatamente associam esta cidade à sua famosa meia maratona que acontece no mês de Outubro e que reúne um grande número de atletas nacionais.

A cidade tenta se mostrar para além da meia maratona e cativar os atletas para outras provas como é o caso desta corrida nocturna que decorre num percurso muito agradável. Esta foi a quarta edição da prova e pelos dados evidenciados é uma prova que veio para se manter no calendário de corridas São Silvestre que acontecem em Dezembro.
Para este evento, a organização apresentou um vasto alinhamento. A abrir apresentou um passeio de bicicleta, seguindo-se corridas jovens (benjamins, infantis, iniciados, juvenis), e terminando com uma corrida de dez quilómetros para juniores, seniores e veteranos) e ainda a tradicional caminhada de cinco quilómetros.

Percurso plano e propicio a recordes pessoais
A São Silvestre de Ovar tem partida e chegada junto à câmara municipal local e envolve duas voltas distintas de cinco quilómetros. As duas voltas têm algumas passagens em ruas onde se passa na meia maratona.
A primeira volta envolve passagem junto ao campo de futebol da Associação Desportiva de Ovar e da escola secundária José Macedo e a segunda volta leva os atletas para uma zona mais afastada da cidade pela estrada da Mina e pela Av. Dona Maria II e com um trajecto que tem algumas zonas de falso plano. Em suma, é um percurso praticamente plano e que permite aos atletas obterem boas marcas numa prova de dez quilómetros.
Vencedores

Davide Silva vence a competição masculina
O grande vencedor da IV São Silvestre de Ovar foi Davide Silva do Clube Campismo São João da Madeira com um tempo final de 30:35 minutos. Na segunda posição a 21 segundos de distância ficou Cristiano Pereira da Casa do Povo de Mangualde com 30:56 minutos e mais afastado com 31:39 minutos ficou o vencedor do ano passado Leonel Fernandes que este ano representa as cores do Clube Desportivo de São Salvador do Campo.
Justyna Wojcik vence competição feminina
Justyna Wojcik mostra que está num bom momento de forma e uma semana depois de ter conquistado a 60ª Volta a Paranhos, a atleta de descendência polaca e que representa as cores do ACD S. João da Serra triunfa na IV São Silvestre de Ovar com um tempo final de 37:20 minutos. Recorde-se que Wojcik já tinha vencido a edição do ano passado da prova mas com um tempo de 35.51 minutos. Na segunda posição ficou Juliana Silva do Clube Desportivo Feirense com 38:31 minutos e na terceira posição Regina Gilvaz do Núcleo de Atletismo de Cucujães com 39:02 minutos.

Como mencionado o evento teve provas infantis e a prova de dez quilómetros teve vencedores por escalões e os vencedores foram os seguintes:
Na competição masculina venceram André Lopes (Infantil), Filipe Rodrigues da Associação Amigos do Seixo-Branco (Iniciado), Diogo Teixeira do Clube de Atletismo de Ovar (Benjamim), João Soares do Associação Amigos do Seixo-Branco (Juvenil), Romeu Gomes do Clube Campismo São João da Madeira (Júnior), Davide Silva do Clube Campismo São João da Madeira (Sénior), Ângelo Araújo do Clube Campismo São João da Madeira (Veteranos I), Carlos Oliveira do JOBRA (Veteranos II), António Fernandes do Grupo Desportivo Guilhovai (Veteranos III), João Pereira do Afis/Ovar (Veteranos IV) e Pedro Terra do S.S.T.S.J.M. Serviços Sociais do Pessoal do Município de S. João da Madeira (Veteranos V).
Na competição feminina venceram Helena Rodrigues da ADC CJ CLARK (infantil), Inês Laranjeira do Clube de Atletismo de Ovar (Iniciada), Lara Neves (Benjamim), Ana Borges da Associação Amigos do Seixo-Branco (Juvenil), Inês Gonçalves da Afis/Ovar (Júnior), Justyna Wojcik da ACD S. João da Serra (Sénior) e Regina Gilvaz do Núcleo de Atletismo de Cucujães (Veterana).

Prova com organização esforçada e a fazer jus ao cognome da prova
O levantamento do dorsal da prova decorreu sem demoras e com um atendimento simpático por parte do staff que atendiam os atletas no Salão Paroquial de Ovar que ficava perto do local da partida. Do kit fazia parte um saco com o dorsal, uma t-shirt técnica alusiva à prova e um mini pão-de-ló de Ovar.
No final da prova era oferecido aos atletas a medalha de finisher, águas, frutas (laranja/banana) e vários doces (chocolate, bolachas, gomas). Para um preço de inscrição de 8 euros a médio prazo, o que foi oferecido aos atletas está a um bom nível e a condizer com o cognome de corrida mais doce do ano.
O “quartel-general” da prova estava situado junto à câmara municipal e tinha várias valências para os atletas como WC`s e espaço de massagem.
Faltou apenas a existência de um guarda-roupa para se guardar as mochilas aos atletas que vinham de longe e que utilizavam transportes públicos pois a prova tinha parceria com a CP para desconto no bilhete a quem participava na prova.

A prova
Desde cedo, o speaker da prova esteve de serviço a animar o público e a incentivar os atletas e em especial aquando das corridas jovens.
De notar que as corridas jovens exceptuando a corrida de benjamins teve poucos jovens atletas presentes. O mesmo se pode dizer do passeio de bicicleta em que a maioria dos participantes era atletas da equipa de ciclismo EFAPEL, atletas esses que também participaram posteriormente na corrida principal.
A partida para a prova decorreu sem que os atletas fossem distribuídos por boxes de tempos e assim todos os atletas, uns mais rápidos, outros mais lentos estavam todos misturados e conforme chegavam à caixa de partida.
A prova começou sem atrasos e a uma temperatura boa para a prática do desporto. Era previsto que estivesse mais frio durante a prova mas só em alguns locais mais pontuais é que este se manifestou, principalmente na segunda volta já que esta passava junto a zonas de água.
Uma vez que os atletas saíram todos misturados e como é uma São Silvestre, foi normal que o primeiro quilómetro fosse corrido com certa confusão com alguns atletas a fazerem verdadeiras gincanas por entre atletas mais lentos mas sempre com animação e respeito.

Os abastecimentos
A primeira volta do percurso é toda plana e sem esforço se chegou ao terceiro quilómetro e foi com admiração que aí se viu que staff da organização ainda estava a montar uma mesa de águas para um abastecimento. Assim somente os atletas mais lentos puderam receber esse abastecimento.
Na primeira passagem pela meta, no término da primeira volta os atletas foram brindados com aplausos do público que estava presente a ver a prova. Somente nessa zona é que havia público a apoiar os atletas o que já se torna costume nas corridas em Portugal, não vale a pena falar sempre do mesmo assunto.
Na passagem do quinto quilómetro havia um outro abastecimento de águas mas este tinha apenas dois elementos do staff, um a dar águas e outro a colocar águas na mesa. Era um número escasso de pessoas para o número de presentes na prova. De notar ainda que as águas estavam geladas. Em ambos os abastecimentos havia recipientes para depositar as garrafas vazias.
O percurso da prova tinha em toda a sua extensão painéis luminosos a indicar a quilometragem do percurso.
Após a prova, a entrega das medalhas, das águas e fruta decorreu com demora. Muitos atletas queixaram-se do tempo que estiveram na fila e que no caso pessoal de quem escreve foi de quase quinze minutos.

Os escalões
Um aspecto negativo que a prova teve foi a discriminação das atletas. A prova teve para o sector masculino cinco escalões para os atletas veteranos e somente um para as atletas veteranas. É algo que está a ser alterado actualmente nas provas e que mostra que os tempos mudaram.
Numa nota pessoal final queria falar sobre algo que muito se vê nas provas de estrada e que nesta corrida em especial foi um exagero, os cortes de percurso por parte dos participantes na prova. Não é por ser uma prova nocturna que as pessoas não vão ver o que eles fazem, cortar a direito rotundas, curvas e tudo o mais que dê para atalhar e tudo para no final se obter uns segundos a menos. Comportamentos deste género não fazem estas pessoas serem mais rápidos mas sim umas pessoas iludidas e enganadas.
A IV São Silvestre de Ovar teve um total de 1137 finalizadores, o que revela um aumento em relação aos 978 do ano passado e na linha das duas primeiras edições, ou seja é um evento que já tem o “seu público” certo mas é notório que a prova tem tudo para aumentar ainda mais e cativar mais atletas.

Como mencionado, para o preço de inscrição que a prova tem, a prova apresenta um bom nível, recomenda-se algumas melhorias na organização no nível de abastecimentos e de colocar um final de prova mais expedito de forma a facilitar a movimentação dos atletas após o final da prova e ainda a sugestão de colocar a partida com boxes diferenciadas de tempo e aumentar os escalões para as atletas veteranas.
O evento no facebook.
Mais fotos.
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Texto: Nuno Fernandes
Fotos: António José Leite