Diogo Oliveira cria crowfunding para a Nova Época
O ciclismo adaptado ganhou um novo atleta quando Diogo Oliveira, no ano de 2005 e aos 17 anos de idade, teve um acidente de moto.
A vida de Diogo deu uma volta de 360º
Devido à nova condição fisica, a vida de Diogo deu uma volta de 360º e tudo mudou. Contudo, os obstáculos que foram surgindo no seu dia-a-dia, vieram despertar um gosto que até então não passava de um hobby, “As bicicletas“.

Hoje, com 28 anos e sendo um atleta conhecido e em crescimento, mais do que nunca, precisa da sua ajuda para adquirir novas rodas para a cadeira de competição. O que fará toda a diferença na nova época que se aproxima e o ajudará a estar de “igual para igual” com alguns atletas.
Crowfunding
Nesse âmbito, o Praticante teve o prazer de estar à conversa com Diogo Oliveira, e perceber em que consiste o crowfunding que criou e que já conta com mais de 981€ e 10 000 likes na sua página pessoal de facebook.
– Sabemos que teve um acidente de moto aos 17 anos e que o mesmo o colocou numa cadeira de rodas. O que mudou na sua vida depois do acidente?
Diogo: A minha vida teve de dar uma volta de 360º. Deparei-me com uma situação complicada tendo em conta a minha tenra idade. Tive de aprender a andar numa cadeira de rodas, e ao mesmo tempo de fazer as pequenas coisas de higiene, a vestir-me… Tive de aprender tudo com ajuda de terapeutas, família e amigos, que me ajudaram muito.

Várias modalidades até ao paraciclismo
– Como surgiu o gosto pelo paraciclismo? E porquê o paraciclismo e não outra modalidade?
Diogo: O paraciclismo apareceu no momento em que percebi que o ginásio e a fisioterapia não chegavam. Comecei então a ver alguns desportos tais como o ténis, remo e ciclismo. Mas como já tinha um gostinho por bicicletas, acabei por optar por o ciclismo adaptado.
– Foi difícil passar de uma bicicleta comum para uma bicicleta adaptada? Quais as diferenças entre uma e outra?
Diogo: Sim tive alguma dificuldade, pois passamos de um movimento feito com as pernas para um movimento feito com os braços. O que no princípio foi um pouco confuso. E é o que ainda hoje em dia, faz com que as pessoas fiquem “pasmadas” a olhar para tal situação.
– Quantas vezes treina por semana? Em que consiste os seus treinos e qual a duração de cada um?
Diogo: Eu treino quase todos os dias. Ou treinos de estrada ou em indoor. Em norma rondam entre os 90 e 120 minutos. Mas intercalo com treinos de ginásio, pois a musculação também é necessária.

Chegar aos Jogos Paralímpicos, um objectivo
– Quais são os seus planos e objetivos para o futuro?
Diogo: Os meus planos para o futuro consistem em chegar o mais longe possível. Lutar para chegar a provas internacionais e ajudar o país a pontuar para os Jogos Paralímpicos no ano de 2020 em Tóquio. E tentar estar presente nesses Jogos Paralímpicos, é claro.
– Iniciou um crowdfunding para angariar fundos suficientes e comprar umas rodas de carbono para a sua cadeira. Qual a diferença entre as rodas antigas e as novas que pretende? Em que medida vão estas melhorar o seu percurso atlético?
Diogo: A diferença é em termos de aerodinâmica e peso. Com as rodas certas posso perder 1kg no total do peso, o que no desporto e nesta modalidade faz muita diferença.
Os sonhos são como uma bússola
– Na sua página pessoal de facebook, menciona que “os sonhos são como uma bússola, indicando os caminhos que seguiremos e as metas que alcancemos”. Pretende deixar uma mensagem a todos aqueles que ainda não encontraram o seu caminho no desporto português?
Diogo: Essa minha frase é para dar força a quem de casa não sai, e nem exercício físico faz. Serve para as pessoas pensarem que não é por andarmos de cadeira de rodas que não conseguimos fazer desporto. Se ficarmos em casa e não fizermos nada por nós, nada conseguimos.

Ciclismo adaptado tem de ter mais visibilidade
– Falando do desporto português, de que forma o país o tem ajudado a atingir os seus objetivos e a levar o nome de Portugal além fronteiras?
Diogo: Neste momento o ciclismo adaptado tem vindo a crescer de época para época. O que me motiva para ser mais competitivo e a evoluir ainda mais, para poder fazer as provas internacionais com os “tubarões” dos outros países. Contudo, o ciclismo adaptado tem de ter mais visibilidade, para poder chamar mais atletas para as provas e público, como acontece no ciclismo normal.
-A seu ver, o que está em falta para que o ciclismo adaptado tenha mais visibilidade?
Diogo: Para o ciclismo adaptado ter mais visibilidade seria preciso haver mais apoios para que os atletas possam praticar. Precisamos que clubes e equipas de ciclismo apoiem os atletas que existem. O mesmo com as empresas e entidades. Que promovam eventos com cariz de provas de ciclismo e junção do paraciclismo…
Revalidar o titulo, um objetivo
– Sobre a Taça de Portugal de Paraciclismo na 78ª volta a Portugal, que dizer da sua participação? E objectivos para as futuras Taças de Portugal ?
Diogo: Esta época tivemos uma prova da taça juntamente com a paragem da volta a Portugal. Já tivemos mais pessoas a ver o nosso trabalho. Quanto aos objetivos sobre a Taça de Portugal, pretendo lutar para revalidar o Título que ganhei.

– Para finalizar, em cinco palavras, como se descreve?
Diogo: Humilde, Lutador, Determinado, Teimoso e Competitivo.
No fim da entrevista, Diogo Oliveira deixou “uma palavra amiga” para todos aqueles que o ajudaram e ainda ajudarão com o crowfunding.
“Irei dar o máximo de mim em todas as provas que entrar para honrar o vosso apoio. Desistir não entra no meu dicionário. Nunca desistam do que sonham.”
Se pretende ajudar o Diogo, pode contribuir para:
IBAN: PT50 0035 0087 00051121300 69
BIC: CGDIPTPL
BANCO: CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS
Aceda ao crowfunding aqui.
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Texto: Vera Pereira
Fotos: Facultadas por Diogo Oliveira