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Esmeriz: Uma das São Silvestre mais exigentes

O atletismo deu as boas vindas ao novo ano com muitos eventos de destaque no primeiro fim de semana de Janeiro. Um desses eventos aconteceu em Vila Nova de Famalicão com a realização com 32ª edição da São Silvestre de Esmeriz, a prova mais antiga do concelho famalicense.

Esmeriz

32ª São Silvestre de Esmeriz

A 32ª São Silvestre de Esmeriz que aconteceu no dia 4 de Janeiro pelas 21:00horas foi uma organização da Associação Desportiva de Esmeriz com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, da Associação de Atletismo de Braga, da Junta de Freguesia de Esmeriz e Cabeçudos, do CNE-Agrupamento 330 de Esmeriz, da Policia Municipal de Vila Nova de Famalicão, da GNR e dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Famalicão. A compor o evento desportivo esteve uma corrida cronometrada na distância de nove quilómetros.

A equipa de OPraticante.pt esteve presente no evento e agora apresentamos todos os detalhes como tudo correu.

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Percurso bastante selectivo pelas ruas de Esmeriz e Cabeçudos

A São Silvestre de Esmeriz teve partida e chegada junto apeadeiro de comboios de Esmeriz e aos atletas era proposto um percurso bastante exigente pelas duas freguesias que compõe a união de freguesias local, Esmeriz e Cabeçudos.

Após a partida, os atletas rumavam pela Rua do Pisão e depressa viraram à direita pela Rua dos Moinhos e logo se deparavam com o primeiro desafio com a subida pela Rua Maria Seara. Viragem à direita e percorria-se a Avenida Dr. Carlos Bacelar até à rotunda de entrada na freguesia.

Os dois quilómetros seguintes continuavam a ser planos com os atletas a entrarem na freguesia de Cabeçudos e ao passar junto da igreja local quando percorriam a Rua da Indústria. A primeira parte da prova tinha um perfil bastante acessível e sem dificuldades por maior.

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Segunda metade exigente

Se as dificuldades não estavam na primeira parte do percurso certamente estariam na segunda metade e de facto assim foi. A entrada no quinto quilometro é feita em toada de descida pela Rua de Vila Verde, mas depressa surgiu um sexto quilometro bastante exigente e agressivo com uma longa e dura subida ainda nessa via e no corte pela travessa da Serra e pela Rua das Minas.

Os atletas tinham oportunidade de passarem junto ao local de chegada, mas ainda teriam mais dois quilómetros a percorrerem com a passagem no sobe e desce pela Rua dos Anhinhos e Rua das Mimosas até aos trezentos metros finais em descida novamente pela rua do Pisão.

Uma São Silvestre de elevada dificuldade

A São Silvestre de Esmeriz apresenta um dos percursos mais selectivos em provas de estradas no norte de Portugal. Excluindo dois quilómetros de prova que são em terreno plano, o percurso apresenta sempre um sobe e desce característico e um sexto quilometro que exige boa capacidade física.

A juntar à dificuldade do percurso da prova, há a registar a baixa temperatura a que a prova se realiza com temperaturas a rondarem os cinco graus. O percurso da prova desenrola-se, podemos dizer em volta do rio Pelhe que faz com que a temperatura baixe muito e em certos troços da prova junto ao rio a temperatura seja de facto muito baixa.

Em suma, a São Silvestre de Esmeriz tem todas as características para um excelente desafio de corrida e a São Silvestre perfeita: corrida nocturna com um percurso bastante selectivo e um frio a fazer tremer até os ossos.

José Azevedo vence 32ª São Silvestre de Esmeriz

A 32ª São Silvestre de Esmeriz teve uma disputa acérrima até aos metros finais de prova e quase só decidida na linha de chegada. A cortar em primeiro a linha de meta esteve José Azevedo do Boavista Futebol Clube com 30:24min. Um segundo depois ficou João Ferreira do Airó Run. Completou o pódio João Figueiredo da Associação Figueiredos Runners & Friends com 30:25min.

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Marlene Santos vence competição feminina

Na vertente feminina da prova, a grande vencedora foi Marlene Santos do Papa Medalhas que cortou a linha de meta isolada com um tempo de 39:41min. A completar o pódio ficaram Sandra Gomes com 40:06min e Tânia Santos do Liberdade Futebol Clube com 40:13min.

A prova teve vencedores por escalão e estes foram os seguintes:

Na competição masculina venceram Gonçalo Martins do Barbatana Trail Team (Juniores), José Azevedo do Boavista Futebol Clube (Séniores), Heitor Oliveira do Sporting Clube de Braga (F35), Miguel Figueiredo da Associação Figueiredos Runners & Friends (F45) e Armindo Araújo do Liberdade Futebol Clube (F55)

Na competição feminina triunfaram Joana Martins (Juniores), Sandra Gomes (Séniores), Marlene Santos do Papa Medalhas (F35), Júlia Sousa da Escola de Atletismo da Trofa (F45) e Fátima Dantas do Grupo Juvenil da Vila de Punhe (F55)

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A prova teve vencedores por equipas e estes foram os seguintes:

Na competição masculina venceu a Associação Figueiredos Runners & Friends com 17 pontos, seguida de Grupo Desportivo Airão Curviã com 64 e do Grupo Juvenil da Vila de Punhe com 66.

Na competição feminina triunfou o Grupo Juvenil da Vila de Punhe com 32 pontos, seguida de AMVE – Associação Moinho de Vermoim com 72 e OPraticante.pt-Afipre Team com 76.

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Equipa de OPraticante.pt / Afipre

OPraticante.pt – Afipre Team obtém dois pódios

O projecto de OPraticante.pt esteve representado no evento juntamente com a Afipre Team e no final o saldo é positivo com a conquista de dois pódios, um individual com Adelaide Veludo a ficar na segunda posição do escalão F55 e com a equipa feminina como verificado anteriormente a obter um segundo lugar na classificação colectiva.

Adelaide Veludo – OPraticante.pt / Afipre

Eis os resultados completos da equipa:

Chisoka Simões (11º geral / 6º sénior) – 33:08min # Hélder Borges (26º geral / 8º M35) – 35:37min # Jacinto Fonseca (30º geral / 8º M45) – 36:09min # Marco Andrade (31º geral / 10º M35) – 36:14min # Vítor Mota (35º geral / 11º M45) – 36:28min # António Carvalho (38º geral / 12º M45) – 36:45min # Luciano Pena (44º geral / 14º sénior) – 37:28min # Heitor Ortiga (71º geral / 5º M55) – 39:46min # António Rodrigues (104º geral / 7 º Vet55) – 41:57min # Joana Azevedo (121º geral / 4ª sénior) – 42:32min # Bruno Duarte (129º geral / 47º M35) – 42:47min # José Rodrigues (161º geral / 60º M35) – 44:59min # Adelaide Veludo (206º geral / 2ª F55) – 47:43min # Nuno Fernandes (265º geral / 41º sénior) – 54:44min # Katia Pereira (279º geral / 18ª F35) – 56:48min.

Evento com organização simples, mas eficaz

A São Silvestre de Esmeriz tinha o seu palco montado junto ao parque de estacionamento do apeadeiro de comboios local e ao chegar com antecedência ao espaço cedo se percebeu que não seria um evento de grande alarido, seria uma prova popular na sua expressão maior! Nada de muitas festas, tudo calmo e quando assim é, preparem-se porque as pessoas que estão presentes vieram para correr!

No espaço estavam colocadas todas as valências da prova, secretariado, espaço de abastecimento final, casas de banho. O pórtico situado numa caixa de partida bem isolada anunciava que iria acontecer uma prova de atletismo, a música e o speaker também e o local cedo se apinhou de atletas que a custo começaram a fazer o aquecimento.

O levantamento do dorsal decorreu sem demoras com os atletas a serem atendidos com rapidez e a receberem o dorsal de atleta. Após a prova recebiam uma medalha finisher de excelente design e ainda um bom abastecimento final com água, frutas, bolos e ainda chá quente. Para um preço de inscrição na prova a variar entre os três a cinco euros, o que os atletas receberam esteve a um bom nível.

Esmeriz

 

Prova com percurso animado

A boa organização do evento verificada no pré-prova estendeu-se ao percurso onde decorreu a prova. Apesar da prova ter decorrido à noite, numa aldeia, o facto é que o percurso teve em muitos pontos apoio popular e em outros pontos havia sempre a presença de animação musical seja por meio de música por meio de colunas, seja por um grupo de bombos locais e ainda por um grupo local que estava a cantar as Janeiras aos presentes.

Foi ainda visível ao longo do percurso verificar algumas placas informativas para animar os atletas presentes (brincalhões). O percurso esteve ele todo bem isolado nos cruzamentos e marcado por via de fitas em certos locais. A quilometragem da prova não esteve definida e houve um abastecimento de águas a meio do quarto quilómetro.

 

Bom abastecimento final

Quem conhece a São Silvestre de Esmeriz, sabe que a prova para além da sua dureza tem sempre no final um bom abastecimento e é verdade. No final da prova, todos os atletas puderam recuperar forças num abastecimento bem composto e com direito a chá quente.

Para quem não ficasse satisfeito com o abastecimento dado e em especial do chá e quisesse um outro tipo de aquecimento, temos que destacar o senhor José Magalhães que sempre com a boa disposição e tom festivo que o caracteriza ofereceu a todos que quisessem um copinho de bagaceira. Houve muitos que recusaram, mas também houve quem não se fez de rogado!

Grande número de prémios entregues

O facto de ser uma prova simples, a São Silvestre de Esmeriz faz ver a muitas provas de maior nomeada com a apresentação de um grande conjunto de prémios tanto à geral como por escalões. No total foram entregues prémios masculinos e femininos em quatro escalões e ainda prémios de classificação colectiva. Fossem todas assim e haveria mais competição no atletismo.

São Silvestre de Esmeriz – uma prova em que com pouco, se faz muito

A São Silvestre de Esmeriz é um evento simples. Quem participa neste evento tem de saber que não vai para uma prova de grande impacto, é uma verdadeira prova popular, é daquelas que dá gosto participar, pois tem todos os ingredientes para uma prova competitiva.

Olhando aos números, o evento deste ano teve 299 atletas finalizadores, um número abaixo das últimas edições que rondaram os 350 atletas. Uma pequena queda explicada pelo grande número de eventos realizados no fim-de-semana, mas com a prova a manter as três dezenas de participantes, o que é um bom número para a prova em questão.

Nuno Fernandes – OPraticante.pt / Afipre

A São Silvestre de Esmeriz deveria ser uma prova que todo o atleta da região deveria fazer pois certamente ficará satisfeito pelo desafio apresentado.

Este é sobretudo um evento que mostra que havendo uma equipa empenhada em apresentar e sobretudo manter uma prova ano após ano, sendo simples ou não o facto é que conseguem e neste aspecto a Associação Desportiva de Esmeriz está de parabéns pois mostra que com pouco consegue apresentar um evento de bom nível.

Texto: Nuno Fernandes
Fotos: José Coutinho

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