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Uma experiência de aventura sem paralelo no Mundo

Foi ontem apresentada à comunicação social, a edição de 2018, que será no dia 1 de julho de 2018, da Ultra Maratona Atlântica – Melides / Tróia, uma aventura sem paralelo no Mundo, segundo os seus organizadores.

Em Lisboa, no espaço Atmosfera M, cedido pelo Montepio, um dos principais patrocinadores da prova, que esteve representado por Isabel Fontinhas, a Câmara Municipal de Grândola deu a conhecer alguns pormenores e histórias da corrida, que se iniciou em 1987, com o Raid de Grândola, e que conheceu um segundo capítulo na sua história desde 2005.

Custodio António, Paulo Guerra, Carina Batista, Isabel Fontinhas, Mário Machado

Ultra Maratona Atlântica – Melides / Tróia

A Ultra Maratona Atlântica Melides – Tróia é uma Corrida de Aventura, e acho que posso dizer, de características únicas no mundo, pelo piso, pelos seus 43 km, por uma paisagem deslumbrante da frente atlântica com a Serra da Arrábida por fundo.
Esta é uma prova com um enquadramento fabuloso e que leva o ser humano ao seu limite”, disse a vereadora do desporto da Câmara Municipal de Grândola, Doutora Carina Batista.

Numa apresentação de partilhas, foi recordada a génese do Raid de Grândola, cuja primeira edição foi em 1987.

Professor Mário Machado

Baseada na experiência da Maratona das Areias, em Marrocos, a autarquia queria aproveitar a maior extensão de areia da Península Ibérica queria aproveitar para lançar uma experiência semelhante e um dos primeiros participantes foi o professor Mário Machado, que foi contando as suas peripécias “numa edição em que fiz lá um treino de 80 km, com a polícia a levar-me para Pinheiro da Cruz, para ter a certeza de que eu falava verdade.
Constrangedor foi o facto de, depois de terem apurado o que queriam, comprovando que falei verdade, deixaram-se numa paragem ali perto e toda a gente ficou a pensar que eu era um antigo hóspede da prisão”.

Corrida Atlântica a nova aventura

Já numa nova fase, a prova conheceu outros atletas e participantes e um deles foi precisamente Paulo Guerra, medalha de bronze no mundial de corta-mato e campeão europeu de corta-mato, que agora é o padrinho da prova, participando também na corrida Atlântica, a “irmã” mais nova desta aventura, e que tem apenas 15 km.

Esta é uma prova ímpar em Portugal e correr na areia era um hábito nos treinos na fase de alta competição, pelo aporte de força, porque nos crosses havia muita lama e o correr na areia ajudava bastante.
Nessa minha participação nos 30 km, lembro-me que corri de meias e sapatos e parei várias vezes para sacudir essa areia e ainda fui tomar banho de mar a meio, para ainda ser quarto classificado”, disse o agora treinador nos Centros de Marcha e Corrida, que afirma que “foi uma experiência que me ficou gravada na memória”. disse Paulo Guerra.

Aventura
Custodio António, Paulo Guerra, Carina Batista, Isabel Fontinhas, Mário Machado

Custódio António “Consegui ir à prova e vencer”

Com conhecimento de causa, por ter terminado a prova oito vezes e ter vencido uma, em 2009, Custódio António fala desse triunfo com a sua experiência. “Regressei de sete meses em altitude, lançaram-me o desafio e consegui ir à prova e vencer.
Nos anos seguintes, sempre que possível regressei, terminei oito vezes, e este ano vou tentar vencer a corrida.
É uma prova dura, que puxa muito de nós, e que apela a um grande sacrifício”, concluiu.

No Dia Mundial do Ambiente, convinha referir que “esta competição sempre teve essa preocupação e por isso colocou a questão no regulamento da prova, chamando a atenção de todos os concorrentes”, como disse Carina Batista, no desenvolvimento da conversa com os jornalistas.-

Deu também a conhecer que alguns dos vencedores dos últimos anos já confirmaram a sua inscrição, com um total de 420 inscritos na Ultra Maratona, e também na Corrida Atlântica.

Que estas duas provas se destinarão “a todos os que queira desfrutar da paisagem, da alegria de correr em areia e descobrir novas sensações cada vez que passa pelas zonas balneares, e que ainda não tem treinos suficientes para a aventura dos 43 km”.

Que deve ser feita com preparação adequada, com calçado confortável e com algumas preocupações, como tentar impedir a areia de entrar nos sapatos, hidratar-se convenientemente, e ter cuidado de utilizar protetor solar”, aconselha Paulo Guerra.

Analice Silva

Houve ainda oportunidade para recordar a corredora habitual na prova, Analice Silva, que realizou 4 das 5 edições do Raid Pedestre de Grândola, entre 1988 e 1991 e foi dos atletas totalistas da Ultra Maratona Atlântica Melides – Tróia, entre 2005 e 2016. Analice Silva faleceu em Fevereiro de 2017, com idade de 72 anos, devido a um cancro no pâncreas.

Ainda são aceites inscrições para a prova que, recorde-se, terá lugar no dia 1 de Julho.

Texto: Ganhardestak.pt
Fotos: Paul Lopes / Ganhardestak.pt

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