JAIME FARIA E FREDERICO SILVA VENCEM NO OEIRAS OPEN 

Jaime Faria

Jaime Faria - Foto: Beatriz Ruivo / Federação Portuguesa de Ténis

Jaime Faria e Frederico Silva tornaram-se nos primeiros portugueses a vencer nos quadros principais de singulares do Oeiras Open 125.

Um ATP Challenger 125 e um WTA 125 — que a Federação Portuguesa de Ténis organiza até domingo.

Celebraram numa super terça-feira que foi de despedida para Francisca Jorge, Matilde Jorge, Milana Ivantsiv e Tiago Pereira.

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Jaime Faria “Estou feliz com a vitória.”

Jaime Faria (142.º classificado no ranking mundial) está de volta a casa para disputar este torneio combinado.

O tenista português pisou o mítico Court Central do Complexo de Ténis do Jamor pela primeira vez em quase dois anos.

Jaime Faria deu a volta ao neerlandês Guy den Ouden (181.º) para triunfar por 6-7(1), 6-2 e 6-4 em 2h18.

O lisboeta de 22 anos não competia neste palco desde maio de 2024, quando inaugurou o palmarés Challenger com uma semana dourada.

Jaime Faria
Jaime Faria – Foto: Beatriz Ruivo / Federação Portuguesa de Ténis

Estou feliz com a vitória. Não jogava aqui há dois anos e senti-me bem, em crescendo ao longo do encontro.

Não tive uma entrada muito feliz, mas isso também aconteceu porque não competia há duas semanas.

Agora senti-me a acabar bem o jogo, a servir melhor, a responder melhor.

A competir talvez um bocadinho melhor. Acabei confiante, garantiu o número três nacional.

Na segunda ronda, Jaime Faria vai reencontrar Nicolas Jarry (155.º).

Ex-top 20 que bateu há dois meses no qualifying do ATP 500 do Rio de Janeiro, onde voltou a alcançar os quartos de final.

O tenista chileno travou o campeão em título Elmer Moller (129.º), da Dinamarca, com os parciais de 6-2, 3-6 e 6-0.

Frederico Silva – Foto: Álvaro Isidoro / Federação Portuguesa de Ténis

Frederico Silva com uma das melhores vitórias da carreira

Antes de Jaime Faria, já Frederico Silva (241.º) tinha inaugurado a contagem portuguesa nos quadros principais.

Inaugurou com uma das melhores vitórias da carreira: outra reviravolta.

Mas por 3-6, 6-3 e 6-2, para afastar o argentino Francisco Comesana (92.º menos de um ano após ter sido 54.º), campeão em 2024 e vice-campeão em 2025.

O caldense de 32 anos venceu pela sexta vez um adversário do top 100.

Rubricou o melhor triunfo desde setembro de 2019, dando um passo fundamental para manter viva a possibilidade de entrar no qualifying de Roland-Garros.

Isto dos Grand Slams é complicado para nós no sentido em que quando não conseguimos passar esse ranking que nos dá entrada parece que custa um bocado passar ali.

Os últimos torneios que joguei não foram os torneios em que me senti melhor em campo e isso pode ter tido influência.

Porque quer queiramos quer não é sempre uma coisa que está connosco, é uma vontade muito grande, admitiu.

Moez Echargui (146.º) é o adversário que o separa de um lugar nos quartos de final e de uma posição mais tranquila em relação a Paris.

O tunisino tem uma ligação especial a Portugal e em agosto de 2025 conquistou, no Eupago Porto Open, o  primeiro de já três títulos Challenger do palmarés — e logo num 125 como qualifier.

Pelo meio, levou a melhor contra Frederico Silva na segunda ronda.

Henrique Rocha – Foto: Beatriz Ruivo / Federação Portuguesa de Ténis

Henrique Rocha com encontro em suspenso devido à falta de luz natural

Na reta final da jornada, Henrique Rocha (esta semana 126.º no ranking, a melhor classificação da carreira) esteve perto de tornar-se no terceiro português a seguir em frente.

Mas a falta de luz natural adiou para quarta-feira a conclusão do embate contra o qualifier alemão Tom Gentzsch (231.º).

O marcador assinalava 7-6(3) e 2-4, mas o portuense teve na raqueta a possibilidade de fazer o 3-3 já depois de ter anulado um break precoce.

Tiago Pereira (299.º) não foi feliz e perdeu por 6-2 e 6-2 contra o espanhol Pablo Llamas Ruiz (151.º) num duelo de 67 minutos.

Francisca Jorge e Beatriz Haddad Maia – Foto: Beatriz Ruivo / Federação Portuguesa de Ténis

Irmãs Jorge e a estreante Ivantsiv eliminadas na primeira ronda

Antes, o torneio feminino já tinha ficado sem representantes “da casa” no quadro de singulares, consequência das derrotas de Francisca Jorge, Matilde Jorge e Milana Ivantsiv.

Francisca Jorge (188.ª) tentou até à última forçar uma partida decisiva contra Beatriz Haddad Maia (69.ª), mas perdeu por 6-4 e 7-6(3) com a ex-top 10.

Um duelo que contou com uma moldura muito composta e no qual se verificaram 13 breaks.

A vimaranense de 25 anos liderou ambos os parciais por 3-1 e ainda resgatou o segundo para um tie-break depois da paulista, quatro anos mais velha, servir para fechar o compromisso a 6-5.

De volta a Portugal pela primeira vez desde 2021, quando terminou uma sequência de sucesso por terras lusas (destaque para cinco títulos em seis finais) e explodiu para a ribalta, Haddad Maia defende o estatuto de primeira cabeça de série e terá como próxima adversária a polaca Maja Chwalinska (129.ª).

Matilde Jorge (239.ª) pagou caro pelo início apagado,.

Mas ainda deu réplica a Anouk Koevermans (159.ª) no terceiro encontro do ano com a neerlandesa, que graças aos parciais de 6-1 e 7-5 celebrou a 15.ª vitória de 2025 só em Portugal.

Milana Ivantsiv jogou pela primeira vez na carreira um WTA 125 e cedeu por 6-0 e 6-0 face à eslovena Veronika Erjavec (104.ª), sexta favorita.

A jovem de 19 anos ainda persegue a primeira vitória no circuito profissional.

A jornada de quarta-feira começa às 10h30 no Court Central e 11h nos restantes.

Além do encontro por concluir, terá como destaque a segunda ronda de Frederico Silva e a estreia em pares masculinos de cinco representantes lusos.

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