LISBOA, UMA MARATONA CADA VEZ MAIS INTERNACIONAL
Foto: Maratona de Portugal
Este ano com um novo percurso, a EDP Maratona de Lisboa reuniu um dos melhores elencos de elite da sua história.
Contou com os etíopes Gadisa Birhanu Shumie (2:04:59, em Sevilha 2023) e Betesfa Getahun (2:05:28, em 2019) à cabeça como grandes figuras.
A elite deste ano, contou com onze homens abaixo das 2:08 horas.
Nas senhoras, a marca do percurso antigo está em 2:24:13 desde 2016 e existiam três mulheres com máximo pessoal abaixo desse registo.
Tadelech Bekele (2:21:40, Londres 2018), Meseret Dinke (2:22:52, Abu Dhabi 2022) e Abebech Afework (2:23:33, Dubai 2015).
Além deste trio, existiam ainda mais outras duas atletas abaixo das 2:25.
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Fonte: Óscar Lopes // OPraticante.pt
Estreia do novo percurso abençoada por alguma chuva
Foi numa manhã com temperaturas algo elevadas para tempos rápidos, mas com vários períodos de uma ligeira chuva, que ocorreu a estreia do novo percurso.
A (partida ocorreu em Carcavelos – e a meta manteve-se no Terreiro do Paço).
Zablon Chumba ganhou nos homens com 2:07:11, um novo recorde pessoal, que melhora em 2 segundos o seu registo anterior.
O queniano de 33 anos triunfou com 14 segundos de avanço sobre o segundo, o etíope Gadisa Birhanu Shumie (2:07:25).
O também etíope Limenih Yizengaw (2:08:57) chegou com mais de um minuto e meio para o vencedor.
Atrás deste trio ainda surgiu o queniano Gideaon Kangwony Chepkonga abaixo das 2:10 (2:09:44).
Quanto à prova feminina, Abebech Afework Bekele foi a mais forte nesse ataque, cruzando a linha de meta em 2:29:00.
A vencedora ganhou com 9 segundos de avanço para a compatriota Asmare Beyene Assefa (2:29:09) e 22 para a queniana Rael Nguriatukei Kinyara (2:29:22), a vencedora do ano passado.
Mas que este ano teve de contentar-se com a posição mais baixa do pódio.
Na corrida feminina, a também queniana Deborah Chepngetich Sang baixou das 2:30, ao fazer 2:29:49, ao passo que a etíope Obseni Getachew Adilo falhou essa barreira por… 1 segundo (terminou em 2:30:00).
Maratona de Lisboa um sucesso absoluto.
A EDP Maratona de Lisboa bateu todos os recordes de participação, num fim de semana que reuniu cerca de 15 mil entusiastas da corrida.
Com um número de inscritos sem precedentes, a EDP Maratona de Lisboa registou, pela primeira vez, mais finishers do que a distância intermédia.
Foram mais de 9 mil corredores a completarem o belíssimo percurso entre Carcavelos e o Terreiro do Paço.
Um crescimento expressivo face aos 5.679 finishers de 2024, que até então representavam o recorde da prova.
O órgão de comunicação OPraticante.pt, também se fez representar, por três atletas, entre eles Óscar Lopes (3:34:35), Nuno Lucas (4:14:52) e Sérgio Silva (4:24:23).

Segundo Nuno Lucas, “O percurso é fantástico, e na minha opinião ficou melhor com esta alteração, permitindo que corramos mais à vontade.
Segundo tomei conhecimento esse foi um dos motivos que motivou a partida ser feita em Carcavelos.
Levou-nos a percorrer artérias mais largas e permitiu aumentar o número de atletas inscritos, cerca de 15000, em que uma grande maioria eram estrangeiros”
Da minha parte, de acordo com o aumento de atletas, e nomeadamente de estrangeiros, a moldura humana que se encontrava ao longo do percurso, também aumentou e esteve bem animada, apesar dos períodos de chuva.
Neste aspeto foi muito positivo, para dar aquele incentivo extra, a que as pernas obedecessem à mente.




