Magoito recebe o Trail MTBA com sucesso
Praia do Magoito
A Praia do Magoito situa-se no concelho de Sintra (distrito de Lisboa), em Portugal.

Praia do Magoito
É uma praia rica em iodo, de grande extensão, que se encontra encostada à vizinha Praia da Aguda que fica a sul da praia do Magoito. A partir das suas areias, por entre as quais surgem numerosas rochas, é possível vislumbrar ao longe, a sul, o Cabo da Roca.
2º Trail MTBA
No passado Domingo, 02 de Outubro, decorreu em Magoito o “2º Trail MTBA”, composto por duas provas de Trail Running – um percurso de 12km e outro de 22km – e uma prova de caminhada com um percurso de 12km.
Concentração do pessoal, cerca 450 participantes, divididos entre os três percursos e presenteados por uma magnífica manhã, no Grupo União Recreativo Desportivo MTBA, em Magoito, dia solarengo com uma nomenclatura humana bastante composta, não fosse haver nesse dia maratona em Lisboa, aposto que seria ainda maior a afluência de participantes a este evento no coração de Sintra.
O evento desenvolveu-se num trajeto particularmente bonito, ao longo de arribas junto ao mar, das praias da Aguda e de Magoito e, ainda, entre uma paisagem verdejante com vales e cascatas.

A partida
Pelas 10H21, concretamente dá início a prova de Trail com a extensao de 22 kms, havendo um aviso prévio da organização que esses 22 passariam a 24, lá parti então com o início de prova a ter uns cerca de 800 mts de alcatrão, antes de entrar em terrenos mais “moles”.
Deu para rolar bem, tendo sido os primeiros kms repletos de single tracks e descidas vertiginosas, que deram para pôr o pé no “acelarador”, rumo à Praia do Magoito onde foi percorrida uma extensão de areal, que à medida que passavam os atletas, dificultavam a passagem dos restantes, criando perfeitas crateras num antes solo virgem de pegadas.
O insólito ?
Um insólito nesta fase, antes da descida à praia, onde por sinal se vociferava por entre atletas o cuidado a ter na descida daquelas escadas húmidas, não fossem as mesmas espreitarem para uma queda que colocasse ponto final no sonho de um participante, que seria terminar sem mazelas de maior esta prova, como qualquer outra.
Ao km 7 antes desta famigerada descida, na qual me agarrei com unhas e dentes às suas cordas, não fosse por ali cair estatelado, fomos parados por uns segundos e interditos pelos bombeiros locais a efetuar a descida à Praia, resultado da nossa questão teve como resposta que naquele preciso momento uma “alma” queria por termo à vida elegendo aquelas falésias como mote para por fim ao ciclo da vida.
Não sabendo desse desfecho, chega-se a uma praia mais pequena, que de aguda apenas teve as escadarias ali existentes, que foram subidas já com cerca de 9 a 10 kms bem palmilhados.

O Mar envolto, encoberto de neblina e espuma marítima
No topo seguimos para trilhos onde da Serra se observava o Mar envolto, encoberto de neblina e espuma marítima, nos davam forças para seguir em frente, deslumbrante esta parte.
Segui em frente junto com um companheiro, durante cerca de 4 a 6 kms, que me ajudou numa queda que tive entre a vegetação, nada de grave, logo após a descida onde havia sido colocada uma corda que nos auxiliava, é ali que aquele companheiro e atleta ao questionar se estava bem, me intrigou, após essa pequena queda surtiu em mim um regozijo enorme e aquela sensação da verdadeira essência e carisma de camaradagem do Trail Running e porquê de domingo após domingo acordar de madrugada para correr.
Adiante e antes do abastecimento e após a entrada nuns portões, tivemos de moer uma subida de alcatrão por sinal bastante inclinada, finalizando a mesma surgiu o abastecimento, o qual veio a calhar muito bem, água fresquinha, a bela da banana e marmelada para energia rápida.
Num ápice, já na casa dos 20 kms, descemos ao passadiço de madeira serpenteando em curvas os corrimões, galgámos para o interior de trilhos, em que forçosamente tínhamos de nos colocar de gatas, não quiséssemos arranhar a cabeça, na folhagem e canaviais.
Pelo Km 23, já a finalizar, foi só rolar, onde a fadiga já imperava terminando a prova deste 2º TRAIL MBTA com uma massagem revitalizante que deu para tirar esta pequena dor do tendão de aquiles esquerdo, um recovery de uma bifana com sopa e uma imperial fresquinha a estalar, que me puseram aptos para um novo trail.
Os vencedores do Trail Longo
Rogério Azevedo – CCDSintra – 2:10:34.00, foi o vencedor, proporcionando aos espectadores um agradável e emocionante despique com Júlio Finote – CCDSintra – 2:10:34.53, na obtenção da vitória, que acabou por sorrir ao primeiro, no 3º lugar Nuno André – Jobrinde/Montes Saloios – 2:11:33.64
Em femininos, não houve história Patrícia Caldas – Individual – 2:37:44.71, venceu destacada com os restantes lugares do pódio a serem ocupados por 2ª Patrícia Barros – Individual – 2:43:27.28 e 3ª Célia Paiva – Jobrinde/Montes Saloios – 3:06:04.66
Os vencedores do Trail Curto
Daniel Dias – Penhas Trail Team – 1:02:32.73, foi o vencedor com alguma diferença, mas exigir atenção, que não se descuidasse para não perder a liderança para o 2º Samuel Castela – Go!Runners – 1:03:41.65, este já mais apertado pelo 3º Hugo Garrote – Foguetes de Pegões – 1:03:55.30, a proporcionarem também um despique na recta final, para a obtenção do lugar do meio do pódio
Em femininos Mariana Moreira – U.F. Comércio e Indústria – 1:13:10.54 venceu descontraída, Sofia Agostinho – AMC – 1:16:06.66 foi a 2ª e no ultimo lugar do pódio Raquel Costa – opraticante.pt – 1:22:43.93
O Praticante, a sua equipa opraticante.pt esteve presente no Trail Longo com António Tavares 7º – 2h18m20s, Fernando Patrício 68º – 3:15;50, João Neves 69º – 3:16;06, Carlos Figueira – 98º – 4:14;20 e Isabel Barra 8ª 3:19;10
Em suma nesta majestosa região de Sintra, onde a Serra e o Mar se unem, deu palco a algo que move tanta gente e que cada vez mais impulsiona tantos praticantes à prática deste desporto, apelidado de Trail.
Trail MTBA com potencial para progressão
Uma bela prova em que a organização esteve bem e tem potencial para progredir este evento, que como óbvio melhorando vários aspetos, tais como os da sinalização, que embora não achasse má, para algumas pessoas foi mote de desclassificação, mas como será habitual a construção serve para se progredir e crescer, não para destruir algo que absolutamente deu bastante trabalho.
Em primeiro ou em último o que interessa é a diversão e o gozo das subidas e descidas em jeitos de montaha russa, que este desporto porpociona a todos os aficionados.
Abraços, Beijos e boas corridas
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Texto: António Tavares
Fotos: Revelamos