Marco tem cancro do pulmão e quer fazer um Ironman

Tem cancro do pulmão e quer completar um Ironman, o crowdfunding de Marco Amorim, um atleta do Porto para inspirar os outros

Texto: Comunicação para a GoFundMe Portugal
Fotos: Cedidas pelo Marco Amorim

Marco Amorim
Marco Amorim – Foto: FTP 2017 / Clarisse Henriques

Tem cancro do pulmão e quer completar um Ironman

Marco Amorim tem 47 anos, tem cancro do pulmão e lançou-se um desafio: completar uma Ironman na edição de 2023.

Marco Amorim

O objetivo é servir de inspiração para todos os que passam pela mesma doença e criou um crowdfunding na plataforma GoFundMe, onde espera reunir o apoio necessário para cumprir a sua missão.

O ser em 2023 coincide com o facto de eu fazer 50 anos”, explica este triatleta do Porto num vídeo disponibilizado na página da sua campanha.

Sempre sonhei fazer um Ironman, desde que faço triatlo (…) pelo desafio em si, pela dificuldade e pelo prazer.

Marco descobriu, num exame de rotina, que tinha um tumor no pulmão e explica que, na primeira noite que passou em casa depois da cirurgia, decidiu que precisava de fazer algo diferente.

Ganhar não é superar-me, não é superar as minhas expectativas, é dar alguma coisa a todos os outros que sofrem com cancro (e outras doenças) a que se possam agarrar.

E se eu puder fazer isso a uma pessoa, então o meu objetivo foi atingido”, explica no seu texto.

Estar numa sala de quimioterapia, como eu estive, é angustiante e vemos ali pessoas que sofrem mesmo, sofrem pela doença, sofrem pela cura, sofrem porque não têm ninguém e isso ainda mexeu mais comigo”, explica no vídeo.

Marco “Nós podemos fazer qualquer coisa”

Através da sua campanha de angariação de fundos, procura apoio para concretizar o seu projeto de fazer sentir às pessoas que sofrem com o mesmo problema “que nós podemos fazer qualquer coisa”.

Com a sua capacidade respiratória reduzida em 40%, Marco trata a sua condição como “crónica”, acredita ser possível completar a prova e enaltece o poder de estabelecer objetivos e manter uma prática desportiva, que o faz “sentir bem”.

Tenho a certeza de que se as pessoas perdessem um bocadinho do dia, nem que fosse a fazer 15, 20 minutos, uma caminhada, faz diferença”, diz Marco.

Gostava muito de poder fazer disto a minha vida nos próximos três anos e, quem pratica desporto, sabe que o triatlo é um desporto muito caro”, explica.

Eu vivo dos rendimentos do meu trabalho, mas gostava muito de conseguir parceiros que se associassem a esta causa que é uma causa nobre e que me pudessem dar alento.

Conheça a campanha e veja o vídeo de Marco Amorim para inspirar quem sofre com cancro.

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