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Correr uma Meia Maratona por terras do Jesuíta

Para começar o quinto mês do ano nada melhor que correr no feriado do dia trabalhador e logo numa prova que por si só é bem “trabalhosa”, a Meia Maratona do Jesuíta.

A Meia Maratona do Jesuíta que neste ano apresentou a sua terceira edição foi uma organização do Clube Desportivo de São Salvador do Campo e da Câmara Municipal de Santo Tirso, em colaboração com a Freguesia da Vila Nova do Campo, FPA, CRA de Atletismo do Porto e Comércio e Indústria Local.

A completar a manhã desportiva para além da prova principal que dá nome à Meia Maratona do Jesuíta, estava ainda uma mini maratona com sete quilómetros de extensão, uma caminhada e antes de todas estas provas, diversas corridas jovens para os vários escalões.

Percurso com várias dificuldades impostas aos atletas

Quem pretende correr nesta zona, deve estar ciente à partida que nunca encontrará um percurso plano e sempre terá as suas dificuldades. O caminho para a freguesia e passando por Trofa e por Santo Tirso fica-se logo com uma ideia do que vai encontrar: muito sobe e desce numa prova que no final dará um “agradável empeno”.

O Clube Desportivo de São Salvador do Campo realiza no Sábado de Páscoa um grande prémio de atletismo, que apresenta um percurso desafiante e na verdade muitos dos troços no percurso desta Meia Maratona do Jesuíta, são troços percorridos na prova da Páscoa.

De referir que o percurso da meia maratona envolvia três voltas a um percurso de sete quilómetros e a mini maratona uma só volta.

A prova teve partida junto à igreja local e o primeiro quilómetro de prova levava os atletas para uma zona exterior da aldeia para depois os trazer para o centro. Os quilómetros seguintes seriam numa via mais exterior ao centro e onde o verde da natureza reinava.

Os primeiros quatro quilómetros do percurso eram os mais exigentes com um constante sobe e desce e com algumas subidas a serem um pouco agressivas.

Para além da dificuldade do desnível que era imposto havia outras dificuldades extras como a maioria do piso ser em empedrado e para além disso várias ruas por onde a prova decorreu estarem a ser remodeladas e como tal havia muita pedra solta, areia e terra que causa sempre dificuldade.

Os últimos quilómetros do percurso eram mais acessíveis com um desnível quase sempre descendente e onde dava para recuperar algum tempo que podia ser perdido na parte inicial.

No global, a Meia Maratona do Jesuíta apresentou um percurso bastante exigente com as suas dificuldades que faziam os atletas ter que gerir bem as suas forças ao longo das três voltas do percurso.

Vencedores

Youssef Kalay vence competição masculina

O Clube Desportivo de São Salvador do Campo é um clube que tem investido forte no seu plantel e esta época já recolheu frutos desse investimento ao alcançar o terceiro lugar por equipas no campeonato nacional de corta mato.

Estando as principais figuras do clube a correr esta prova não foi surpresa ver esses atletas a dominarem a prova.

O grande vencedor da prova foi Youssef Kalay com um tempo de 1:07:27. A completar o pódio esteve Paulo Gomes do Grupo Desportivo e Cultural de Guilhovai (1:07:33) e o atleta da casa e da terra Carlos Costa (1:08:28).

Sónia Ferreira triunfa na competição feminina

A grande vencedora da prova foi a atleta do União Desportiva da Várzea, Sónia Ferreira com 1:18:21. A jovem atleta venceu a veterana Marisa Barros do Sport Comércio e Salgueiros (1:18:49).

Mais afastada dos dois lugares cimeiros ficou Justyna Wojcik do ACD São João da Serra com 1:20:12. Wojcik mesmo tirando três minutos ao tempo alcançado o ano passado, voltou a ficar pela terceira posição do pódio.

Em termos de vencedores por escalão, a meia maratona teve os seguintes vencedores:

Em masculinos triunfaram Youssef Kalay do Clube Desportivo de São Salvador do Campo (Seniores), Artur Rodrigues do Grupo Desportivo e Cultural de Guilhovai (M40), Davide Figueiredo do Figueiredo`s Runners and Friends (M45), Antonio Fernandes do Grupo Desportivo e Cultural de Guilhovai (M50), José Pereira do AfisOvar (M55) e Pedro Terra dos Serviços Sociais de São João da Madeira (M60)

Em femininos, as vencedoras foram Sónia Ferreira do União Desportiva da Várzea (Seniores), Rosa Madureira do FC Penafiel (F40) e Lídia Pereira do CRD Granja – Trutas do Mau (F50)

Youssef Kalay – Clube Desportivo de São Salvador do Campo vencedor da Meia Maratona

José Pires e Mónica Silva triunfam na Mini Maratona

No que toca à mini maratona, em termos masculinos o grande vencedor da prova foi José Pires do Sociedade Recreio Cepanense com 23:59minutos e em termos femininos venceu Mónica Silva do Vitória Sport Clube com 28:59 minutos.

Ricardo Ribas, Dulce Félix e Sara Moreira alguns dos ilustres a incentivar os jovens

Corridas jovens dão um outro colorido à prova

A Meia Maratona do Jesuíta tinha partida e chegada junto à igreja de São Salvador do Campo e sendo que o local de gerência da prova era dentro da escola primária. Lá dentro funcionava o secretariado que foi expedito a tratar da entrega dos dorsais e das camisolas. Na escola havia ainda ao dispor dos atletas casas de banho e balneários, ou seja tudo reunido num só local.

A manhã desportiva começou cedo com as diversas corridas jovens promovidas para os jovens atletas que sempre aderem com a sua alegria e vivacidade a este desporto, pois para se estar nestas práticas tem que se querer e não somente estar.

Aquando do levantamento do dorsal, era frequente escutar um o outro grito de entusiasmo dos mais jovens que terminavam as suas provas e depois se reuniam no recreio da escola.

Durante o aquecimento foi bom ver os atletas mais velhos a aquecer e por entre eles passarem sempre de forma ordenada os atletas mais jovens que estavam a competir. Assim vale a pena o desporto!

No secretariado era entregue aos atletas, o dorsal, o chip e uma t-shirt técnica alusiva a prova em tom laranja que diga-se é de boa qualidade.

Após a prova, para além da medalha finisher era entregue, um bolo jesuíta em caixa própria, águas, maçã e banana. Para um preço de inscrição de cinco euros, o que foi entregue aos atletas está de muito bom grado e nada há a reclamar sobre isso.

Meia Maratona do Jesuíta com pouca afluência mas é um excelente desafio

Antes de a prova começar duas eram as certezas, o calor ia apertar com o céu a estar limpo e o sol já a queimar e a afluência da prova não seria elevada. O bloco de partida da prova era curto de atletas mas como já diz o ditado só faz falta quem cá está e não é por questões de organização que esta prova não tem grande afluência e sim talvez pelo estigma de ser “uma prova dura”.

No que diz respeito à organização da prova, poucos aspectos negativos há a apontar:

Percurso quase todo ele isolado e com voluntários e agentes de autoridade nos cruzamentos.

Sónia Ferreira – União Desportiva da Várzea vencedora da Meia Maratona

Percurso com placas informativas da distância sempre definidas em toda a extensão.

Abastecimentos de água a cada cinco quilómetros e águas a boa temperatura. Como só participei na mini maratona não sei indicar se nos abastecimentos mais adiante da prova havia algo mais do que água. De destacar que não havia local para as garrafas vazias.

A prova teve antes da partida e após a partida, um excelente speaker que não era repetitivo e para além disso procurava sempre entrevistar atletas com mais nome que estavam presentes na prova.

Quando falo que a prova teve pouca afluência não me refiro somente aos atletas presentes mas também ao público. Na verdade, tirando a rua principal da aldeia por onde a prova passou, quase não se via ninguém nas ruas e os que se viam era indiferentes ao que se passava e em certos casos dava a ideia ao atleta dele ser ainda mais um estranho na terra do que já o era.

Prova que sobrevive devido ao esforço do Clube Desportivo de São Salvador do Campo

Algo que impressiona quer nesta prova quer no grande prémio da Páscoa é a tabela de prémios monetários que o Clube Desportivo de São Salvador do Campo tem para oferecer aos atletas cimeiros da prova. Valores sempre muito elevados e de fazer inveja a muita promotora de topo. Na Páscoa a afluência é elevada, nesta prova não o é.

 

Os números não mentem, é a realidade!

Vejamos, a meia maratona teve 185 finalizadores com uma queda em relação aos 260 do ano passado e a mini maratona também verificou uma queda com 50 finalizadores em relação aos 68 do ano passado.

São de facto números de participação baixos mas pode-se dizer que as características do percurso da prova assim o fazem e com isso só podemos elogiar o Clube Desportivo de São Salvador do Campo por apresentar uma prova tão bem organizada e lutar por manter esta prova de pé e trazer atletismo a esta zona norte.

Mas seguramente podemos dizer que da mesma forma que o clube luta por esta prova, quem nela corre sempre fica satisfeito por nela participar e com a vontade de regressar no ano seguinte para um novo teste às suas capacidades e diga-se, um teste a baixo custo de inscrição!

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Texto: Nuno Fernandes
Fotos: António Sousa

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