NUNO BORGES LUTA, MAS RUBLEV LEVA A MELHOR
Nuno Borges - Foto: Anastasia Barbosa / FPT
Não foi por falta de luta durante as 2.42 horas de encontro que Nuno Borges (51.º) se despediu de Roland Garros.
Só que do outro lado da rede, o número um português encontrou Andrey Rublev (13.º da hierarquia ATP).
Pela quinta vez em outros tantos duelos, não conseguiu levar a melhor.
Desta vez, foram os parciais de 5-7 e duplo 6-7 (2/7) a impedirem o maiato, de 29 anos, de chegar à quarta ronda da quinzena parisiense.
Desta forma diz assim adeus ao Grand Slam da terra batida na terceira ronda pela segunda edição consecutiva.
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Nuno Borges diz adeus a Roland Garros
Nuno Borges foi o primeiro a enfrentar breakpoints – três no terceiro jogo.
Mas o maiato lidou bem com a tensão, deixando o russo a descarregar nas próprias pernas a frustração.
Numa batalha silenciosa pelo serviço, Rublev fez um jogo de serviço limpo (2-2) e Borges ripostou na mesma moeda (3-2).
Com dois winners, o português voltou a escapar às investidas do antigo número cinco mundial e duas vezes quartofinalista (2020 e 2022) em Paris.
Salvou dois breakpoints para deixar o marcador do Court Suzanne-Lenglen a 5-4.
No entanto, quando teve outra oportunidade, com dois erros de esquerda de Borges, Rublev assinou o primeiro break do encontro (5-6) e ficou a servir para fechar o set.
O maiato salvou um setpoint, mas uma esquerda presa na rede colocou o russo na frente (7-5), ao fim de 45 minutos.
Queixoso das costas, na pausa, Rublev trocou palavras com o fisioterapeuta português David Pires, com quem foi aos balneários a fim de receber tratamento.
Enquanto isso, nas bancadas os leques pareciam borboletas a bater asas para enfrentar o calor e Nuno Borges tentava lidar com a canícula e a pausa com toalha de gelo ao pescoço.
No reatamento, foi a vez do melhor tenista luso da atualidade aproveitar três erros não forçados do adversário para passar para a frente da contagem (2-0) com o seu primeiro de dois breaks do encontro.
Todavia, o contra-break chegou logo de seguida numa longa troca de bolas (24), de novo com uma esquerda a ficar na rede (2-1).
Dança das quebras
A dança das quebras de serviço não terminava ali, desta vez com Nuno Borges a aproveitar bem os três erros não forçados do russo (3-1).
A servir para manter a vantagem, o português volta a protagonizar um rally de 21 pancadas castigado pelos erros de esquerda (3-2) com um break.
Com um dos seis ases assinados, metade do adversário, Nuno Borges manteve-se firme no serviço (6-5).
A decisão arrastou-se para o tie-break e ao quinto setpoint, Rublev não perdoou, dilatando a vantagem com 7-6 (7/2) num longo segundo set de 55 minutos.
Ao dealbar das duas horas de encontro, o terceiro parcial continuava a ser palco da batalha feroz entre Borges e Rublev.
Os ases do russo iam desconcertando o português que mantinha os próprios jogos de serviço à tona e, assim, novamente a decisão do parcial aconteceu no tie-break.
Com o público ora a puxar pelo russo, ora pelo maiato, foi o mais cotado a passar para a frente da contagem com esquerdas certeiras e, com um ás, a chegar ao match point e à vitória.
Jaime Faria (115.º), que encetou caminhada no qualifying, é assim o único português em prova.
Joga, este sábado, a terceira ronda diante do norte-americano Frances Tiafoe, 22.º do ranking e 19.º pré-designado.
