Ovar: Uma das São Silvestre mais rápidas de Portugal

Fim de semana pré-Natal, a expectativa para a noite da família está no ar, a azafama é grande, mas ainda assim há tempo para participar numa das corridas nocturna que marcam a época, as São Silvestre, e quem diz uma, diz duas ou três. Para o artigo de hoje, deslocamo-nos a uma das cidades mais emblemáticas para o atletismo nacional, a belíssima cidade de Ovar para a VI São Silvestre de Ovar.

VI São Silvestre de Ovar

A VI São Silvestre de Ovar aconteceu na cidade de Ovar e foi uma organização do Clube de Atletismo de Ovar (CAO) com o apoio da Câmara Municipal de Ovar e da União de freguesias e Associação de Atletismo de Aveiro.

A compor o evento esteve uma corrida cronometrada na distância de 10 quilómetros e ainda um passeio de bicicletas na mesma distância e uma caminhada na extensão de cinco quilómetros sem fins competitivos e somente da promoção da saúde, do exercício e do bem-estar.

A equipa de OPraticante.pt esteve presente no evento e agora apresentamos como tudo decorreu.

Percurso conhecido 

A São Silvestre de Ovar na edição deste ano em virtude da mudança da entidade organizadora e devido aos constrangimentos provocados pelas obras que decorrem no centro da cidade, apresentou um percurso diferentes dos anos anteriores.

A prova teve partida e chegada no emblemático Jardim dos Campos, local de grandes consagrações na Meia Maratona de Ovar e apresentou um percurso a uma só volta, diferente das duas voltas de edições passadas.

O percurso desta São Silvestre decorreu em vias sobejamente conhecidas de todos aqueles atletas que participam na meia maratona local que traz a festa do atletismo à cidade no mês de Outubro.

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Um percurso sem grandes dificuldades

À partida da prova no Jardim dos Campos cedo se percebeu que a prova estava muito bem composta e os atletas logo após o tiro de partida rumavam pela Rua Dr. Manuel Arala passando junto aos Bombeiros Voluntários de Ovar.

Convém salientar que o facto de passar junto à corporação dos Bombeiros locais tem todo o significado pois o evento teve um carácter solidário onde parte da inscrição revertia para Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ovar, tendo já sido no seu pavilhão que funcionou o secretariado da prova.

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Os atletas rumavam à zona do Furadouro pela Avenida da Régua e do Emigrante onde ao quilometro quatro junto da conhecida Rotunda do Barrete se fazia um primeiro retorno.

Os quilómetros seguintes faziam os atletas percorrem o caminho inverso até junto dos Bombeiros Voluntários onde agora rumavam à direita.

Em toada de descida, os atletas rumavam pela Avenida Dr. Nunes da Silva e Avenida Dona Maria II para depois rumarem à esquerda pela Rua Irmãos Oliveira Lopes onde se fazia um segundo retorno.

O último quilometro fazia os atletas subirem junto à Câmara Municipal pela Rua Fonte do Casal e depois de virarem à esquerda aceleravam para a meta no Jardim dos Campos.

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Percurso rápido, mas dependente das condições climatéricas

O percurso da São Silvestre de Ovar é um percurso interessante para se obterem grandes marcas. Com poucas dificuldades colocadas aos atletas pela estrada, o grande obstáculo desta prova mesmo foi as condições climatéricas em que esta decorreu. A zona do Furadouro é conhecida por apresentar um vento contra e que já na meia maratona condiciona os atletas.

Nesta prova, as condições climatéricas foram uma desvantagem para os atletas pois foi um fim de semana de tempestade. Foi um fim de semana com muitas provas canceladas, mas esta manteve-se de pé, mas com o tempo a condicionar os presentes pois era forte o vento e em alguns momentos caiu chuva forte.

No caso de a organização manter este percurso para edições futuras e com condições climatéricas ideais, esta São Silvestre tem tudo para ser um caso sério para se obterem grandes marcas aos dez quilómetros.

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Hugo Almeida vence 6ª São Silvestre de Ovar

O grande vencedor da sexta edição da São Silvestre de Ovar foi o atleta do Sporting Clube de Braga, Hugo Almeida que terminou a prova com 30:42min. A completar o pódio ficaram Fernando Serrão do Sporting Clube de Portugal a dois segundos e Paulo Paula da Run Tejo a nove segundos.

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Solange Jesus vence competição feminina

Na vertente feminina da prova, a vitória coube a Solange Jesus do Sporting Clube de Portugal que cortou a linha de meta com 34:08min. A completar o pódio ficaram Carla Martinho do Recreio Desportivo de Águeda com 34:25min e Daniela Cunha com 34:45min.

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Vencedores por escalão.

Na competição masculina venceram Hugo Almeida do Sporting Clube de Braga (Séniores), Paulo Paula da Run Tejo (M40), Ferrando Lima do Núcleo de Atletismo de Cucujães (M45), Manuel Ferreira do Grupo Desportivo e Cultural de Guilhovai (M50), Manuel Alves do Clube Campismo (M55) e Pedro Terra (M60).

Na competição feminina triunfaram Solange Jesus (Sénior) e Clarisse Cruz do Grecas (F40).

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OPraticante.pt representado na corrida

A equipa de o OPraticante.pt esteve representada no evento pro Nuno Fernandes que terminou a prova com 59:31min para 1011º da geral e 334º sénior.

São Silvestre de Ovar com organização competente e melhorada

Como mencionado, a São Silvestre de Ovar deste ano apresentou uma mudança de organização e com isso o evento apresentou uma série de alterações.

O evento teve a sua partida e chegada no Jardim dos Campos e foi nesse local que estava montada toda a estrutura do evento com um local de saída dos atletas bem amplo e isolado e onde não se verificaram qualquer tipo de confusão quer antes e quer após a prova.

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O secretariado da prova funcionou no pavilhão da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ovar. O levantamento do kit de atleta decorreu sem demoras pois o atendimento era expedito e com vários elementos a atenderem os atletas e sempre com simpatia.

No local estava ainda colocado espaço para a cerimónia protocolar do evento e ainda alguns stands de exposição dos patrocinadores do evento. No pavilhão funcionavam ainda os balneários para os atletas. O único ponto negativo foi a distância entre o pavilhão e o local de partida o que fez muitos atletas reclamaram por isso, principalmente após a prova.

Excelente kit de atleta

A meia maratona de Ovar é conhecida pelo excelente kit de ofertas que entrega aos atletas e a São Silvestre deste ano seguiu nessa premissa ao entregar aos atletas um kit vasto.

No secretariado, os atletas recebiam um saco para compras que continha o dorsal com chip, uma t-shirt técnica da prova em tom verde, um gel energético do patrocinador da prova, um brinde de uma bebida licorosa que patrocinava o evento e folhetos promocionais.

Após a prova, para além da medalha finisher, os atletas recebiam um abastecimento com fruta, águas e bebida isotónica e levavam ainda um saco que continua sumo, leite achocolatado, dois pacotes de bolachas, 2 chocolates e ainda um pacote de batatas fritas.

Para um preço de inscrição na prova que variou entre os 7.5 e os 10 euros, o que os atletas receberam está a um nível excelente. Falou mesmo só o mini pão de ló.

Boa organização estendeu-se ao percurso

A evidente qualidade da organização da prova estendeu-se ao percurso onde passou a prova com este a estar todo ele bem isolado, sinalizado e com a sua quilometragem anunciada.

Nota para a presença de voluntários e autoridades em todos os locais de cruzamentos da prova. A prova teve ainda ao longo da sua extensão voluntários dos bombeiros a prestarem assistência caso ela fosse necessária.

A prova teve um abastecimento de águas ao quilómetro cinco. Nota ainda para a existência de dois pontos de controlo nos dois pontos de retorno da prova e isto tudo a bem da verdade desportiva. Fossem todas as provas assim.

Percurso marcados por várias condicionantes e com pouco público

Como mencionado, o percurso da São Silvestre de Ovar foi alterado e as mudanças na minha opinião foram para melhor pois tornaram o percurso mais rápido, mas que como já referimos estará sempre sujeito às condições climatéricas, nomeadamente o vento que caracteriza a zona do Furadouro.

O percurso esteve condicionado pelas obras que decorrem na cidade e que assim afastou o percurso das ruas centrais da cidade e que afastou muito público da estrada. O tempo não era convidativo a grandes festas é certo, mas as ruas estavam muito despidas de público.

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Evento sem confusões no final

A prova principal do evento mesmo tendo uma adesão superior a um milhar de participantes não resultou em grandes confusões no final nem em grandes filas de espera para se receber o abastecimento final, a medalha finisher e passar junto do stand do patrocinador para receber o isotónico pois os atletas eram rapidamente escoados para a lateral do jardim onde estavam colocados todos esses espaços de abastecimento.

O único ponto negativo a apontar após a prova é o isolamento dos últimos 200 metros do percurso entre a Câmara Municipal e o Jardim dos Campos onde não há separação entre caminhada e corrida e nem a via está isolada e assim esses metros finais são percorridos em ziguezague pelos atletas mais lentos pois a via é invadida pelos outros atletas que já terminaram a prova e estão a ir-se embora.

São Silvestre de Ovar, um evento completo, mas…..

Esta zona vareira tem uma longa tradição no desporto e isso não se cinge somente ao atletismo.

Tal como nas edições anteriores, o evento apresentou na sua abertura um passeio solidário de bicicletas na extensão de dez quilómetros. O passeio que teve como padrinho o ex-ciclista Cândido Barbosa não teve uma grande adesão é certo mas ainda assim contou com cerca de trinta participantes vestidos a rigor da época natalícia e fizeram uso das duas rodas.

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Ao contrário das edições anteriores, o evento não apresentou corridas jovens. Em 2017 quando estive presente no evento, estas corridas tiveram uma boa adesão.

Sendo um evento promovido por uma equipa de atletismo era importante que estas provas se mantivessem no evento de forma a fomentar a formação. E o novo percurso da prova dá para se promoverem excelentes corridas jovens.

São Silvestre de Ovar, uma São Silvestre que poderá ser de referência.

Quando estive presente neste evento em 2017, o slogan da prova era “São Silvestre mais doce de Portugal“, agora o slogan bem que pode ser alterado para uma das “São Silvestres mais rápidas de Portugal“, o que convenhamos é bem mais apelativo em termos desportivos.

A São Silvestre de Ovar recebeu os atletas como só as provas de Ovar sabem receber, de braços abertos, generosa e a deixar vontade de regressar no ano seguinte.

 

Os atletas são recebidos de uma forma simples e convidados a desfrutar da cidade em passo de corrida e no final são recompensados por isso com uma série de oferendas. Não haja dúvidas que em Ovar as provas são sempre de qualidade e onde os atletas são sempre bem-vindos.

A edição deste ano do evento teve uma adesão de 1237 atletas na prova principal, bem perto do máximo de 1258 na edição inaugural da prova.

 

Com o que a prova apresentou este ano, não temos dúvidas que no próximo ano, este número de adesão vai aumentar por larga margem pois a organização é de qualidade, o novo percurso é super rápido e ideal para boas marcas e a complementar isto, o preço desta prova é convidativo pois neste mês de Dezembro muitas são as provas que apresentam valores de inscrição absurdamente altos.

Página do evento.

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Texto: Nuno Fernandes
Foto: Publicadas na página da organização

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