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Coluna Dto
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Coluna Esq
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Perdida pelos trilhos dos templários, pelos Trilhos do Almourol

No passado domingo dia 2 de abril de 2017 decorreu no distrito de Santarém, mais propriamente no Entroncamento, a VIII edição da já emblemática prova de trail – Trilhos do Almourol.

A organização deste evento de trail running foi da responsabilidade do Clube de Lazer, Aventura e Competição do Entroncamento (CLAC).

Nesta edição destaca-se a Maratona Trail com a distância de 42 km, o Trail com a distância de 25 km e por uma Caminhada com a distância de 18 km. A prova decorreu numa manhã com uma temperatura primaveril e muito solarenga, o que fez com que o encanto da prova sobressaísse pela sua beleza natural.

Um transfer diferente para diminuir a pegada ecológica

O transfer do pavilhão desportivo do Entroncamento para o castelo de Almourol foi uma agradável viagem efectuada de comboio, uma pequena caminhada do pavilhão até há estação do Entroncamento, onde o comboio nos transportou até Almourol, proporcionou outra visão daquela bela região.

É de salientar o que a prova teve início junto ao castelo de Almourol, uma das paisagens mais bonitas daquela zona, a forma de transporte utilizado para esta edição, ao contrário dos anos anteriores, em que os participantes eram transportados de autocarro, diminuiu a pegada ecológica, deixada por todos.

Foi a minha primeira participação no trail de Almourol, nomeadamente na distância de 25 km. Este trail teve um significado especial, primeiro pela característica singular da prova dos seus trilhos que são absolutamente magníficos e pela participação singular da minha pessoa. Decidi participar sem companhia, totalmente independente, um dia diferente, que me demonstrou conseguir superar-me sózinha.

Vitorino Coragem

Uma nova experiência, correr sózinha, sem o meu mano

Nos próximos parágrafos irei relatar a minha experiência numa prova de trail running sem a melhor companhia de sempre, a do meu irmão.

Antes da prova estava com receio, melhor apavorada por não estar acompanhada, embora tenha recebido apoio e palavras de motivação, o nervoso e o medo não foram embora. Os principais receios que sentia eram “e se cair”, “se me perco”, e o “joelho lesionado”.

Mas a estratégia seria não me isolar, de forma a ter alguém por perto em caso de aflição.

Dado o início da prova lá fui pela adrenalina do início de uma prova, mas após o primeiro quilometro e devido aos últimos participantes da maratona o ritmo passou a ser o de caminhada pelos trilhos paralelos ao rio Tejo e o deslumbramento daquela vista só me fazia pensar “onde é que me vim meter sozinha”, para além de estar lesionada, só pensava “se começar a ter dores, vou ter de parar”.

Passada a dificuldade dos caminhantes da maratona foi retomado o ritmo de corrida. Debatendo me pelas subidas e descidas com maior desnível o que se tornou preocupante, mas fui descendo a um ritmo calmo para evitar uma eventual queda e a caminhar pelas íngremes subidas, quando me apercebo metade estava feito.

Os trilhos uma verdadeira montanha russa

Desta prova destaco os trilhos, que foram muito rolantes mas uma verdadeira montanha russa, foi um sobe e desce de curvas e contra curvas, mas verdadeiramente divertido.

Os trilhos eram cercados por um aroma a eucalipto fantástico o que promovia uma melhor respiração.

Outra particularidade deste trail foi a identificação dos trilhos e cascatas, havia identificações destes locais ao longo de todo o percurso.

As passagens pelos riachos sob pontes de canas será essa uma das imagens que vou guardar destes maravilhosos trilhos. Consegui fazer uma boa gestão da resistência sendo a minha maior dificuldade a vertente psicológica, a falta do mano a puxar por mim do início ao fim, essa sim foi a dificuldade porque de resto o menos positivo foi a distração que me fez perder duas vezes.

Gostei muito desta prova recomendo e regressarei, mas desta vez acompanhada pelo mano.

Eu Susana Bernardo neste evento, para além da prova feita sem o mano, foi também o meu baptismo representando a minha nova equipa OPraticante.pt, tendo sido 86ª geral / 3ª sénior com 2h 51m 25s, para além de mim, constituíram a equipa o Carlos Figueira 225º geral / 46º M40 – 3:38;32 e David Silva 305º geral / 31º M50 – 4:12;55.

David Silva da equipa de OPraticante.pt

Sugestões para novas edições

Utilização de fitas de cor fluorescente, devido a alguns enganos, assim como um melhor balizamento em percursos não considerados para a prova.
Seria importante considerar uma maior margem de tempo para a partida entre Maratona de Trail e o Trail.

Abastecimentos

Bons abastecimentos, com direito a porco no espeto e minis, magnifico, houve quem ainda ficasse a pensar se ia correr ou ficavam nos comes e bebes, mas venceu a corrida.

Staff

Colocados estrategicamente em bifurcações, zonas de maior perigo e junto a estradões, foram em elevado número, sempre com simpatia e encorajamento

Hotel Segredos de Vale Manso

O Hotel Segredos de Vale Manso, foi um dos parceiros deste prestigiado evento, localizado junto à Albufeira de Castelo de Bode é ideal para os amantes da natureza e da água. Promovem o bem-estar através do seu SPA e de um diverso conjunto de terapias. A alimentação é pensada e criada de acordo com as necessidades individuais, e deixamos a recomendação, visitem-no, venham conhecer os seus segredos, carregue na imagem.

 

José Leote, director do CLAC

Manifestou no final há nossa equipa de reportagem a sua satisfação, e ao mesmo tempo o seu descontentamento.

Começou pelas alterações no transporte dos atletas, a utilização do comboio, permitiu que os atletas pudessem conviver melhor do que nos autocarros, e uma forma de reduzir a pegada ecológica, e um forma de variar, e ao mesmo tempo o concentrar de todas as partidas no Castelo de Almourol, o ícone da prova, fica mais facilitada e gere-se muito melhor os recursos disponíveis, e o resultado final é satisfatório.

Manifestou o seu desagrado com a ATRP – Associação de Trail de Portugal, por há dois anos a esta parte, este evento de prestigio nacional, ter sido excluído do calendário da ATRP.

Cármen Henriques

A ATRP os ignorar completamente nestes dois anos, a primeira prova da Taça de Portugal inicia-se no próximo fim de semana, dia 9 de abril, não conseguindo perceber o porquê de uma prova como esta,  como os Trilhos de Almourol, com 1.000 participantes, não ser incluída, quando se apercebe de provas que agora se iniciam na sua 1ª edição a serem inseridas nos calendários, inclusive após a prova é feito um inquérito, para que a edição seguinte sejam melhorados os aspectos que correram menos bem, tudo factores que deveriam ser tidos em consideração, mas que continuam a ser ignorados, e gostaria de ver explicados por parte da ATRP.

E termino com os vencedores:

 

Maratona de Trail

Luís FernandesU. F. Comércio e Indústria Atletismo, venceu e convenceu com 3h41m13s, dando avanço a muitos bons atletas que foram ao trail, percorrendo metade da distância por si percorrida, Bruno Pereira da UDR Zona Alta – Torres Novas – 3:46;14 e Luís Silva – U. F. Comércio e Indústria Atletismo – 3:48;57, ocuparam o 2º e 3º lugar.

Luís Fernandes e Luís Silva – U. F. Comércio e Indústria Atletismo

Nos femininos Sofia RoqueteAMCF – Arrábida Trail Team – 4:33;13 foi também a vencedora sem oposição, Cármen Henriques – individual – 5:11;04 a 2ª classificada e Filipa CastelaGO!Runners a 3ª com 5:18;22.

Trail

Nesta distância Luís SemedoAC Portalegre / UTSM – 1:55;15 venceu destacado, enquanto a luta pelo segundo lugar aqueceu, e Marco Carvalho – Fire Team BVMC – 2:07;36 levou a melhor sobre Gonçalo CruzRapótacho – 2:07;49, por uma diferença de 13 segundos.

E se em masculinos, houve espectáculo em femininos a diferença foi de um segundo entre a segunda Cláudia LopesTarahumara – 2:43;37 e Júlia Alves – ACM Montemor a Correr – 2:43;38, com Ana Gonçalves – Évora Night Runners a vencer com 2:40;41.

Texto: Susana Bernardo
Fotos: Fotos do Zé

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