PICHARDO ‘VOA’ 17,50 E JUNTA OURO EUROPEU AO MUNDIAL E OLÍMPICO

Pichardo

Pedro Pichardo

Excelente presença dos dois atletas portugueses na final do triplo-salto nos Campeonatos Europeus de Atletismo, com o título de Pedro Pichardo e o oitavo lugar de Tiago Pereira.

Leia também os artigos sobre os atletas que já conquistaram medalhas neste Europeu

CORRIDA À CAMPEÃO PROPORCIONA TÍTULO A IÚRI LEITÃO

AURIOL DONGMO VICE-CAMPEÃ DA EUROPA

Fonte: Henrique Dias // OPraticante.pt com a FPALusa

Pedro Pichardo concretizou o triplete

Grande desempenho, uma vez mais, de Pedro Pichardo. O objetivo de fazer o triplete – campeão olímpico, mundial e europeu foi conseguido.

O português abriu logo com 17,05 metros e ninguém sequer estava próximo, e ao segundo ensaio arrumou a questão, com 17,50 metros.

Um terceiro ensaio nulo, depois prescindiu do quarto e do quinto saltos.

No salto da consagração, ficou perto dos 18 metros… mas foi nulo. Pedro Pichardo, campeão da Europa em 2022!

Como disse este era o título que me faltava. Estou muito feliz por o ter conseguido e agora é continuar a trabalhar para ganhar mais títulos”, disse o campeã olímpico, mundial e agora também europeu de triplo-salto.

Sem concorrência à altura, Pichardo disse que seguiu a estratégia delineada pelo treinador e pai, Jorge Pichardo, que consistiu em “prescindir de dois saltos, porque estava com muita energia”.

Quanto ao futuro, Pedro Pichardo deixou claro: “Vou continuar a treinar, focado em conseguir mais títulos para o meu país. Só falta o recorde do mundo!

Tiago Pereira – Foto de arquivo

Tiago Pereira “…sinto que perdi uma oportunidade de brilhar…”

O primeiro a saltar até foi Tiago Pereira e abriu com um nulo.

Depois foi melhorando (16,56 m, 16,59 m) até aos 16,60 metros. Ainda teve um ensaio nulo, por pouco, que daria acima dos 16,90 metros, na luta pelas medalhas, mas ficou assim.

Nem sei como estou”, confessa o atleta no final, acrescentando: “Faltam-me palavras para expressar o que sinto. Dei tudo de mim, executei tecnicamente bem, mas foi nulo.

São estes dias que decidem uma carreira, sinto que perdi uma oportunidade de brilhar e trazer uma medalha para o meu país, a minha primeira medalha.

E sinto que estava ao meu alcance. Fiz tudo, foi nulo, agora é trabalhar para o futuro”, concluiu.

Argumentando ainda que estes dias servem para crescer: “É uma experiência que tenho de assimilar. Estou contente se ser finalista, mas queria mais. Por isso, tenho de trabalhar mais.

Abdel Larrinaga – Foto de arquivo da autoria de: Erick van Leeuwen / FPA

Nenhum dos portugueses alcançou a final dos 110 metros barreiras

Nas meias-finais de 110 metros barreiras, nenhum dos portugueses alcançou a final.

Na primeira das meias-finais, João Vítor Oliveira terminou na oitava posição com a marca de 13,92 segundos.

No final, referiu: “Estou neste novo processo, de reaprendizagem, e estou feliz por ter chegado às meias-finais deste Europeu. Claro que queria mais, mas foi assim que terminou.

Na segunda das meias-finais, Abdel Larrinaga terminou em sétimo lugar com a marca de 13,85 segundos.

Na vida dos barreiristas um mínimo erro pode deitar abaixo todos os objetivos”, esclareceu o atleta.

Afirmando “foi o que me aconteceu. Estava bem colocado, errei, não consegui fazer melhor.

Em todo o caso, estou orgulhoso de estar na meia-final de colocar Portugal nestas provas e aprender para na próxima oportunidade ser melhor”, concluiu.

A segunda edição dos campeonatos Europeus multidesportos está a decorrer em Munique até domingo e reúne nove modalidades, estando Portugal representado em sete, nomeadamente atletismo, canoagem, ciclismo, ginástica artística, remo, ténis de mesa e triatlo.

A seleção portuguesa conquistou três medalhas até ao momento, duas de ouro, através de Pedro Pablo Pichardo no triplo salto, e do ciclista Iúri Leitão, no scratch, no ciclismo de pista, e uma de prata, por Auriol Dongmo, no lançamento do peso.

Parceiros

Deixe um comentário