PIDCOCK EM GRANDE FORMA EM ETAPA SEM VENCEDOR
Foto: Sprint Cycling
A 11ª etapa da Vuelta terminou sem vencedor, após os tempos serem neutralizados a 3 km da meta devido a protestos. Mesmo assim, Pidcock brilhou com um ataque final e ganhou segundos a Vingegaard e Almeida, que também teve atuação destacada.
Fonte: Helena Santos // OPraticante.pt
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Etapa em estilo clássico desafia o pelotão
A tirada de hoje, com 157 km em Bilbao, teve perfil de clássica: percurso acidentado, cinco subidas de 3ª categoria e duas de 2ª.
Um dia “rompe-pernas” que prometia ação desde o início.
Três homens na fuga do dia
Logo nas fases iniciais, várias tentativas de fuga sucederam-se até que três ciclistas conseguiram isolar-se na frente: Marc Soler (UAE Emirates-XGR), Mads Pedersen (Lidl-Trek) e Orluis Aular (Movistar).
O trio liderou durante vários quilómetros, mas Soler acabaria por se destacar a 80 km da meta, ao acelerar sem resposta dos seus companheiros.
No entanto, a sua aventura solitária terminou a 60 km do final, com o pelotão – liderado pela Visma | LAB – a manter sempre um controlo apertado sobre os fugitivos.
Landa mexe na corrida
Na penúltima subida do dia, o Alto del Vivero (4,3 km a 7,9%), Mikel Landa (T-Rex-Quickstep) lançou um ataque forte, sendo seguido por um pequeno grupo liderado por Santiago Buitrago (Bahrain – Victorious).
Buitrago conseguiu alcançar Landa, mas o espanhol acabaria por perder contacto devido a dores nas costas, ainda reflexo de uma queda na 1ª etapa da Volta a Itália.
Com Landa a perder terreno, Buitrago ficou sozinho na frente, enquanto a Red Bull–Bora–Hansgrohe impunha um ritmo intenso no pelotão já bastante reduzido.
João Almeida em modo ofensivo
Na segunda passagem pelo Alto del Vivero, João Almeida atacou em duas ocasiões e obrigou Jonas Vingegaard e os restantes favoritos a responderem de imediato.
A seleção foi clara: apenas Torstein Træen (Bahrain – Victorious) e Felix Gall (Decathlon AG2R La Mondiale), ambos do top 10, não conseguiram aguentar o ritmo.
Após a subida, os favoritos lançaram-se na descida rumo ao Alto de Pike (2,1 km a 9,2%), com a Visma | LAB a dominar com quatro ciclistas num grupo de apenas 13 unidades.
Subida explosiva de Pidcock antes da meta neutralizada
Pouco antes da última subida, a organização anunciou que os tempos seriam congelados a 3 km da chegada, devido à presença de protestantes na linha de meta.
A decisão esvaziou a disputa final e a etapa terminou sem vencedor oficial.
Ainda assim, o Alto de Pike foi palco de espectáculo.
A Visma | LAB, com Jorgenson, impôs um ritmo brutal, com João Almeida bem posicionado.
Tom Pidcock (Q36.5 Pro Cycling Team) atacou de forma explosiva, deixando todos para trás e passando no topo da subida com seis segundos de bonificação.
Na descida, Vingegaard conseguiu juntar-se a Pidcock, formando uma dupla que dificultou a vida aos perseguidores.
João Almeida chegou logo atrás com o grupo dos favoritos, mas perdeu cerca de 10 segundos para os dois da frente.




