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Portucale por entre as pontes e margens do Douro

Finalmente chegou o calor do Verão! Muitos atletas aproveitam este tempo para recuperar energias, no entanto, também muitos são aqueles que continuam a sua labuta nos treinos rumo aos seus objectivos. Para atender a estes atletas que desejam ter um bom desafio em pleno mês de Julho eis que acontece a corrida Portucale!

A Corrida Portucale que este ano celebrou a sua quarta edição aconteceu no passado domingo (15) pelas 10 horas em Vila Nova de Gaia e foi uma organização do Centro de Atletismo do Porto com o apoio institucional da Câmara Municipal do Porto e da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e com apoio técnico da EventSport.

A compor a manhã desportiva cujo objetivo era estimular a prática desportiva como elemento da promoção da saúde e da qualidade de vida, estiveram quatro destaques, a corrida principal cronometrada na distância de quinze quilómetros, o corrida em cadeira de rodas na mesma distância, a mini corrida / caminhada na distância de cinco quilómetros e ainda a corrida infantil na distância de quinhentos metros.

A equipa de Opraticante.pt esteve presente na prova e agora apresentamos as notas sobre o que aconteceu.

Percurso belíssimo por entre as pontes e margens do Douro

A Corrida Portucale distingue-se das demais provas que acontecem na zona do grande Porto devido à beleza do percurso que a prova de quinze quilómetros apresenta. Na verdade, pode-se dizer que grande parte deste percurso faz parte da Meia Maratona do Porto e portanto não é de estranhar que muitos atletas usem esta prova para testar as suas capacidades tendo em vista a prova de Setembro.

A partida e chegada da prova teve lugar no Cais de Vila Nova de Gaia junto ao convento Corpus Christi. Os primeiros quilómetros de prova levavam os atletas a atravessar o tabuleiro inferior da Ponte D. Luís I e rumarem junto à rotunda do Freixo para aí fazerem o retomo rumo à zona da ribeira do Porto.

Passando pelo túnel da ribeira, os atletas entravam em património mundial da Unesco na ribeira para depois atravessarem novamente a ponte D. Luís. Após uma breve passagem junto à zona de meta a direção era a Afurada.

Junto da Marina do Douro acontecia o retorno final e os atletas tinham de fazer o percurso inverso para chegarem à meta.

O percurso que tem sempre o rio Douro como companhia é um percurso fácil onde somente em alguns locais pontuais tem umas subidas um tanto desagradáveis. A principal dificuldade apresentada aos atletas não estaria no percurso mas sim no forte calor que se fazia sentir durante a prova e que principalmente no retorno para a meta a partir da ponte da Arrábida castigava.

Vencedores

Carlos Costa e Marisa Barros voltam a conquistar a vitória

A Corrida Portucale teve somente vencedores absolutos no sector masculino e feminino.

Carlos Costa – CD São Salvador do Campo

Carlos Costa bisa na Corrida Portucale 2018

O grande vencedor da prova foi Carlos Costa do CD São Salvador do Campo com um tempo final 49:31minutos. Este tempo assume-se assim como o recorde da prova. Na segunda posição ficou Maxime Lopes com 49:44minutos. Estes tempos próximos dos dois primeiros não são de estranhar já que na passagem do quarto quilómetro, os dois lideravam a prova de forma bem isolada. Na terceira posição da prova ficou Luís Pereira do Águias de Alvelos com 52:45minutos.

Marisa Barros – Sport Comércio e Salgueiros

Marisa Barros faz a tripla na Portucale

Na competição feminina da prova, o destaque vai todo para Marisa Barros do Sport Comércio e Salgueiros que dominou mais uma vez a corrida sem oposição tendo vencido com um tempo final de 57:01minutos. Nas três edições que a prova teve a distância de quine quilómetros, a atleta do clube de Paranhos ficou sempre no topo do pódio. A completar o pódio deste ano ficaram Inês Sapage com 01:03:20 e Andrea Folegatti com 01:04:07.

Fernando Mendonça, Alberto Batista e Sérgio Gomes – NBA Barrosas

NBA Barrosas domina competição em cadeiras de rodas

A corrida Portucale teve competição para o desporto adaptado e aqui total destaque para o NBA Barrosas que se apresentou na partida com cinco atletas. O vencedor da prova foi Alberto Batista com 48:31minutos. Na segunda posição ficou Fernando Mendonça com 01:05:21 e na terceira posição Sérgio Gomes com 01:09:46.

Opraticante.pt

A equipa de o Opraticante.pt esteve representada na prova de quinze quilómetros por Patrícia Silva tendo obtido um tempo de 01:24:49 para o 515ª geral / 46º escalão.

Portucale
Patricia Silva – OPraticante.pt

Prova com excelente organização

Tendo participado nas duas anteriores edições da prova, foi sem surpresa que chegado ao cais de Gaia tenha visto um excelente espaço para o evento. O levantamento do dorsal aconteceu dentro do convento Corpus Christi e para além do secretariado havia no local o espaço para o guarda-roupa.

Junto à partida havia ainda várias valências para auxiliar os participantes, casas de banho, espaço de massagens e vários stands dos patrocinadores do evento. A presença dos stands dos patrocinadores com ofertas para os presentes é algo que sempre concentra atenções após a prova e faz que não haja uma debandada final após cruzar a linha de meta.

O levantamento do dorsal foi expedito e os atletas recebiam um saco em papel com o dorsal e o chip e ainda uma t-shirt técnica vermelha sem mangas alusiva ao evento. No final da prova, os atletas recebiam para além da medalha finisher, água, fruta e ainda um saco de fruta desidratada. Para um preço de inscrição a rondar os oito a dez euros, o que era entregue aos atletas estava de muito bom nível.

Todo o espaço envolvente à partida e chegada estava todo ele bem delimitado e com todos os seus sectores bem distribuídos. Mesmo com uma grande afluência de participação, não houve grandes filas para se colocarem os atletas na linha de partida, algo que tinha acontecido o ano passado. Cedo se separaram os participantes da corrida dos participantes da caminhada.

Inclusão de corridas infantis e desporto adaptado são sempre de salutar

Quem lê as minhas reportagens sabe a minha opinião sobre as corridas infantis em eventos desportivos. Defendo que todas as provas de atletismo deviam ter uma prova infantil associada de modo a transmitir os valores e gosto do atletismo aos mais jovens.

Foi com agrado que mais uma vez vi no cais de Gaia, várias crianças, umas mais novas que outras, com mais ou menos jeito para correr, com mais ou menos vontade mas o certo é que disseram presente e completaram o curto percurso para eles destinado. É bonito e ver também os pais orgulhosos a acompanhar os filhos nos últimos metros até á chegada.

Algo que é de saudar é mais uma vez a inclusão do desporto adaptado num evento de atletismo com a corrida de cadeira de rodas. O ter handicap já não implica que as pessoas sejam excluídas de fazerem desporto. Como mencionei no artigo que escrevi sobre a Gondomar D`Ouro Run, já era tempo de se criar um evento cujo foco total fosse para estes atletas.

Desporto adaptado

Prova marcada pelo calor mas bem resolvida pela organização

A principal dificuldade desta prova foi o forte calor que se fez sentir à hora da prova e que com o adiantar da prova foi castigando os atletas mais atrasados do pelotão. Quem corre na zona do cais de Gaia sabe bem do calor que se sente nesse troço. Para resolver esse problema a organização colocou diversos pontos de hidratação ao longo do percurso e que ajudaram e muito os atletas a se refrescarem.

Como já é normal na promotora da prova, não houve problemas ao longo do percurso com este a estar bem isolado pelas autoridades e voluntários e com a sinalização de abastecimentos e quilometragem sempre presentes.

Corrida Portucale, uma prova já com o seu espaço conquistado

A Corrida Portucale é uma prova que pelos números que mostra já tem o seu espaço devido no calendário de provas do grande Porto. Os seus números de participação rondam todos os anos quase o milhar de atletas na prova de quinze quilómetros.

Na edição deste ano, a prova teve um total de 822 finalizadores descendo ligeiramente em relação aos 898 da edição anterior. Na minha opinião, o facto de a prova acontecer a meio do mês de Julho e sempre marcada pelo forte calor não ajuda muito.

O que sugeria era antecipar a prova para a segunda quinzena de Maio que é um tempo com espaço no calendário de provas ou a manter esta data, colocar a partida mais cedo por volta das 9 horas.

Quem participa nesta prova fica sempre satisfeito com o que a organização apresenta, pois nada de errado se tem a dizer sobre a prova. Na verdade esta é das poucas provas na zona norte do país que mostra como o atletismo pode e deve ser abrangente.

Ora vejamos num único evento desportivo conseguiu-se ter corrida, caminhada, corridas jovens e desporto adaptado o que realmente mostra a grande valia que é a Corrida Portucale.

Texto: Nuno Fernandes
Fotos: Organização

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