PORTUGAL COM ESTREIA AMARGA EM SOLO EGÍPCIO
Foto: © Jure Erzen / kolektiff / FPA
Trinta e seis golos marcados não foram suficientes para que Portugal pudesse festejar uma vitória.
Aconteceu na estreia do M19 IHF World Championship 2025, que decorre no Egito, de 6 a 17 de agosto de 2025.
Esta quarta-feira, a turma lusa perdeu com a Áustria (36-37) e ocupa agora o 3.º lugar do Grupo A, que é liderado Suécia, que entrou a vencer na competição, frente ao Kuwait, por 39-22.
Para os comandados de Nuno Santos segue-se agora um dia de descanso sem competição, que servirá para recuperar, refletir e preparar da melhor maneira possível os próximos duelos na competição.
Será frente a Kuwait (sexta-feira) e Suécia (sábado), ambos agendados para as 13h00 (hora portuguesa), no Dr. Hassan Moustafa Sports Hall 1, em Giza.
O W19 EHF Euro 2025 conta com transmissão em direto e em exclusivo no canal de YouTube IHF Competitions.
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PORTUGAL ESTREIA-SE FRENTE À ÁUSTRIA
Trinta e seis golos marcados não foram suficientes para que Portugal pudesse festejar uma vitória
O jogo começou com uma exclusão madrugadora para o lado austríaco.
Aconteceu antes de João Bandeira Lourenço marcar o primeiro golo de Portugal neste Campeonato do Mundo (1-0).
Os lusos passaram os primeiros cinco minutos a defender uma vantagem mínima.
A Áustria a conseguir dar boa réplica e a não deixar a diferença aumentar para patamares maiores.
Um nova exclusão ajudou Portugal a dobrar a vantagem (4-2), mas a Áustria cresceu na partida e, aos 12’, já tinha revertido as contas, agarrando a liderança pela primeira vez (6-7).
Aos 14’, com o jogo empatado (8-8), os dois guarda-redes – Rodrigo Geada e Jonas Bergmayere – somavam quatro defesas cada.
Em cima da metade da primeira parte, as duas equipas estavam longe do desejado no capítulo da finalização, mas Portugal começava mostrar sinais de melhoria (56% vs 60%).
Lusos voltaram à carga para agarrar novamente a dianteira
Depois de resistir a uma período menos positivo, os lusos voltaram à carga para agarrar novamente a dianteira (11-10), ainda antes dos 20’.
Os austríacos não perderam o rumo e assinaram o 12-13.
Uma altura de equilíbrio e emoção em grande dose no Dr. Hassan Moustafa Sports Hall, e com várias lacunas a salientarem-se na defesa lusa.
O contexto voltou a complicar-se aos 22’ quando Portugal sofreu o 13-15 acompanhado da primeira exclusão para o lado luso, quando a Áustria já tinha tido três.
Mas mesmo em inferioridade, a turma de Nuno Santos conseguiu empatar o jogo (15-15), numa verdadeira prova de resiliência.
Já de igual para igual apareceu nova reviravolta 16-15, aos 26’, numa altura em que a Áustria já não marcava há quase cinco minutos.
Com Miguel Mendes em grande plano, Portugal festejou o 19-17, bem perto do intervalo, regressando aos golos de vantagem.
Após 30 minutos, Miguel Mendes era o melhor marcador do jogo com seis golos.
Reta final de jogo foi de nervos
Nos primeiros seis minutos da segundo parte houve nove golos e intensidade (25-24).
Foi esse o tempo que Portugal precisou para regressar aos dois golos à maior (26-24), pouco antes de aparecer a primeira exclusão dos segundos 30 minutos, para o pivô luso Artur Usatiuc.
O guardião Bernardo Sousa entrou moralizado na etapa complementar e teve um papel importante para não deixar a equipa austríaca anular a curta vantagem que Portugal tinha conseguido construir até então (26-25).
O jogo seguiu equilibrado, com uma diferença de dois golos a permanecer durante vários ataques e com Portugal a vencer por 30-28 aos 47 minutos.
Em igualdade numérica e vários minutos depois, a turma das Quinas mostrava mais confiança e a atitude esteve perto de ser premiada com o surgimento de três inéditos golos de diferença.
Mas a sorte não esteve do lado luso. Em sentido contrário, a Áustria ganhou moral, e aos 48’ Nuno Santos pediu time-out, depois do adversário assinar o golo do empate (30-30).
Saiu melhor da paragem a equipa austríaca que, com um parcial de 0-2, alterou completamente o rumo do jogo (30-32).
Colocou Portugal na posição mais desconfortável desde o início da partida.
Comandados de Nuno Santos à imagem de um povo que nunca desiste voltaram a trazer à terra o adversário
Mas à imagem de um povo que nunca desiste, os comandados de Nuno Santos voltaram a trazer à terra o adversário (32-32), já dentro dos 10 minutos finais.
Perto dos últimos cinco minutos, os guarda-redes de ambos os lados contabilizavam no total 24 defesas distribuídas de forma equitativa.
A vencer por 32-33, a treinadora austríaca pediu time-out aos 54’.
Após a paragem, debaixo de um forte equilíbrio inicial, Portugal aguentou na defesa e correspondeu no ataque, para restabelecer o empate (35-35), a cerca de dois minutos do fim.
A reta final de jogo foi de nervos mas foi a Áustria a ter mais sucesso no meio da sorte, confirmando um triunfo pela margem mínima.



