PORTUGAL PERDE NO PAR E FICA SEM MARGEM DE ERRO

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Foto: Guangzhou Nantai Culture And Sports Development Co. Ltd

Não é por acaso que é comum ouvir dizer-se que Taça Davis é uma competição à parte e o encontro de pares do dia decisivo do play-off do Grupo Mundial I de Portugal na China é disso exemplo.

Não obstante a Seleção Nacional contar com Francisco Cabral, um dos melhores especialistas de pares da atualidade (21.º do ranking da variante), e Nuno Borges na dupla, o favoritismo no papel não se refletiu no court.

Fonte: FPT

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Foto: Guangzhou Nantai Culture And Sports Development Co. Ltd

Arranque favorável à China

No Nansha International Tennis Center, de Guangzhou, Portugal salvou um match point, batalhou durante quase duras horas, mas os parciais de 4-6, 6-3 e 4-6 deixaram os comandados de Rui Machado sem margem para errar.

Como previsto, a China apresentou Zhizhen Zhang e Yi Zhou e foram os orientais a adiantarem-se no marcador, apesar dos 15 ases do par campeão do Estoril Open em 2022.

Perdulários na arma na melhor arma que tinha apresentado até então, com três duplas faltas, Cabral e Borges sofreram o break ao nono jogo (4-5) e não evitaram que a dupla adversária fechasse o set (4-6).

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Reação portuguesa no segundo parcial

As primeiras oportunidades para Portugal quebrar o serviço chegaram no segundo parcial, duas que os amigos não conseguiram consumar até ali.

Nas bancadas, o duelo sonoro das claques só era silenciado na hora de pôr a bola em jogo.

Foi nesse ambiente de Taça Davis que Francisco Cabral e Nuno Borges materializaram a química de dois amigos que se conhecem desde os sub-10 e quebraram o serviço ao par anfitrião (3-1).

Uma vantagem confirmada com ás de Cabral (4-1).

Foto: Guangzhou Nantai Culture And Sports Development Co. Ltd

Portugal força o terceiro set

Com quatro dos seis títulos ATP de pares conquistados desde julho, o portuense de 29 anos e o parceiro Nuno Borges entraram em velocidade de cruzeiro.

Apesar das tentativas de causar turbulência do duo caseiro.

Nuno Borges só deixou agora o top-100 de pares – foi 69.º – por não ter defendido os pontos dos quartos de final do Open da Austrália de 2025, precisamente ao lado de Cabral.

O primeiro setpoint no segundo parcial chegou no nono jogo, com o portuense a servir, mas só nas vantagens Portugal fez o 6-3 que levaria a decisão para o derradeiro parcial, ao fim de 79 minutos.

Decisão no detalhe

Zhizhen Zhang e Yi Zhou iam recebendo o alento reforçado do público nas bancadas, mas nenhuma das duplas passava para a frente, apesar de pressionada.

E a decisão chegou precisamente quando Borges e Cabral serviam para se manterem na luta pela vitória no décimo jogo.

Salvaram um match point, mas ao seguinte o duo chinês não perdoou, deixando Portugal sem margem para errar nos dois singulares que se seguem.

Nuno Borges mantém-se na ordem de jogos, mas o capitão chinês Di Wu trocou Yunchaokete Bu do alinhamento.

Dando lugar a Zhizhen Zhang, 368.º mundial de 29 anos que, assim, regressa ao court após os pares.

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