PORTUGAL FEZ TREMER GIGANTE FRANÇA
Foto: Sasa Pahic Szabo / kolektiff / FPA
Portugal esteve muito perto de uma histórica medalha mas acabou por perder de forma dramática com a campeã da Europa em título, França, este domingo.
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Fonte: Federação de Andebol de Portugal
Portugal viu bronze fugir no último segundo
Quarto lugar é a melhor classificação de sempre dos Heróis Mar na competição, após uma campanha para recordar em solo nórdico.
Foram 60 minutos de luta entre dois gigantes da modalidade e o jogo só ficou decidido nos últimos segundos, a favor da França.
Contra a campeã da Europa em título, num patamar onde nunca tinha estado sequer próximo, Portugal bateu-se olhos nos olhos.
Viu-se a perder por três golos e recuperou até aos dois golos à maior, mas o resultado final ficou fechado em 35-34 para os gauleses.
O resultado no jogo de atribuição da medalha de bronze não apaga a brilhante e sem precedentes campanha dos Heróis do Mar no IHF World Championship 2025.
Uma campanha que terminou com a conquista do 4.º lugar, melhorando consideravelmente a anterior melhor classificação, o 10.º lugar de 2021.
Lutar contra os melhores até cair para o lado
Com Nedim Remili, Elohim Prandi e Dika Mem a começarem no banco foi Aymeric Minne a assumir a organização do ataque.
Os dois primeiros golos de um parcial de 3-1 com que a França entrou na partida em quatro minutos, foram da sua autoria.
Portugal reagiu rapidamente e assinou dois golos sem sofrer, depois de uma defesa de Diogo Rêma Marques, para voltar a restabelecer o empate (3-3).
A França mostrava cedo a frescura física e apostava nas transições rápidas como resposta aos ataques ponderados de Portugal.
Aos 8’ o equilíbrio era acentuado e o marcador registava um empate (5-5), com o central Aymeric Minne a ser o principal destaque, autor de 4 dos 5 golos franceses.
Aos 13’ Luís Frade, que até então apenas defendeu, estreou-se em funções ofensivas, numa altura em que o jogo perdeu algum brilhantismo e as duas seleções não marcavam há quase cinco minutos.
Depois da França ter conseguido rematar de primeira linha com alguma facilidade em algumas ocasiões, Paulo Pereira pediu o primeiro time-out do jogo, aos 19’ com o marcador em 12-11.
Após a paragem, estreou-se Fábio Magalhães no ataque luso.
Aos 21’ foi a vez da França regressar aos dois golos de vantagem (14-12), algo que não se via desde o 3-1, ainda antes dos cinco minutos.
Gauleses aproveitaram momento mais conturbado e com seca de golos
Com Portugal a atravessar o momento mais conturbado e com seca de golos, os gauleses aproveitaram para desbloquear o patamar dos três golos de diferença (15-12).
Foi a cerca de sete minutos do intervalo, já com Gustavo Capdeville entre os postes da baliza de Portugal.
As estrelas gaulesas Elohim Prandi e Dika Mem foram a jogo ainda antes dos 25 minutos e a França manteve-se a uma distância mínima de dois golos durante vários ataques, que prevaleceu ao intervalo.
O francês Aymeric Minne já levava sete golos em 30 minutos, enquanto que Victor Iturriza e Martim Costa eram os melhores marcadores de Portugal com quatro golos cada.
Portugal recuperou animicamente na segunda parte
No arranque da segunda parte, o guardião Charles Bolzinger justificou a aposta e protagonizou duas defesas seguidas, as primeiras na partida.
Mas Portugal recuperou animicamente e assinou um parcial de 0-2, da autoridade Rui Silva e Victor Iturriza, para empatar de novo o duelo (19-19).
Aos 35’ houve uma exclusão para cada lado e depois de uma defesa de Gustavo Capdeville, foi Martim Costa a corresponder e a dar a primeira vantagem de Portugal no jogo (20-21).
Pouco depois, foi a vez de Portugal beneficiar de dois minutos em superioridade numérica, mas uma precipitação lusa abriu caminho a mais uma reviravolta (23-22), aos 40 minutos.
Nos minutos seguintes, Gustavo Capdeville fez-se gigante, atingiu as nove defesas e ajudou Portugal a reagir bem a uma inferioridade.
Heróis do Mar em vantagem
Já de igual para igual, o nível luso subiu de forma considerável e aos 46’ apareceu a primeira vantagem de dois golos para os Heróis do Mar (24-26) por António Areia, exímio da marca dos 7 metros.
Os campeões da Europa em título reagiram ao período mais delicado com um parcial de 2-0 para trazerem novo empate (26-26), o que motivou um pedido de time-out de Paulo Pereira.
No reatar da partida, a França teve sucesso na defesa e voltou ao comando (27-26), aos 50 minutos.
O jogo seguiu equilibrado e aos 52’, com a ajuda de Charles Bolzinger, os gauleses conseguiram dobrar a vantagem (30-28), numa altura de nervos em que todas os detalhes contam.
Com o placar em 31-30, Guillaume Gille parou o jogo à entrada dos últimos cinco minutos, mas foi Portugal a crescer após paragem e empatar tudo de novo (31-31).
Com Francisco Costa em grande plano, o jogo seguiu debaixo de um profundo equilíbrio e a trinta segundos do fim, a França preparou o último ataque em time-out, com o marcador empatado a 34 golos.
Os franceses marcaram de livre de sete metros e Paulo Pereira parou o jogo para também preparar a derradeira ofensiva a 16 segundos do fim.
Nos últimos segundos foi o guarda-redes Charles Bolzinger a sorrir perante António Areia e a vitória foi assegurada pelos campeões da Europa.




