Em Proença-a-Nova Raúl Alarcón vence isolado

Raúl Alarcón

Raúl Alarcón

Raúl Alarcón (W52-FC Porto) é o novo Camisola Amarela do 39.º Grande Prémio ABIMOTA / Altice, ao cortar ontem a linha da meta da segunda etapa da prova, isolado, em Proença-a-Nova.

No pelotão que o perseguiu lideravam Vicente García de Mateos e Luís Mendonça (ambos da equipa Aviludo-Louletano-Uli), que terminaram a corrida em segundo e terceiro lugar, respetivamente.

Foi uma tirada muito movimentada, com muitas tentativas de fuga. O pelotão foi fracionado por várias vezes e em vários grupos. Ao quilómetro 100 Raúl Alarcón deu a sua cartada pessoal e decidiu atacar, à saída de S. Bartolomeu, pedalando isolado até ao fim, percorrendo os 157,2 Km em 03h49m27s e com a vantagem de um minuto sobre o pelotão.

Raúl Alarcón

Raúl Alarcón lider de quatro camisolas

De referir que a vitória do dragão Raúl Alarcón ainda lhe rendeu a liderança da classificação por pontos (Camisola Verde), da montanha (Camisola Azul) e a Camisola Bolinhas, por ser o primeiro a passar pela meta que tem o mesmo nome. No total o corredor espanhol vestiu quatro camisolas.

Raúl Alarcón o novo líder da Classificação Geral, que esteve afastado da competição praticamente todo o ano, por ter estado lesionado, explicou que tentou recuperar o melhor possível para vencer: “Segui no meu ritmo e consegui.
Valeu a pena arriscar.
Não sabia bem como me ia sentir, porque estou a treinar há pouco tempo, mas tentei e saiu.
Ainda falta muito para ficar bem e falta também muita preparação para a Volta a Portugal”, admitiu.
Ainda assim, “esta vitória funcionou para ganhar confiança.
Foi bom quer para mim como para a equipa”.

Sobre a etapa do dia o espanhol confirmou que foi uma corrida com “ataques do início ao fim, sendo uma incógnita quem ia vencer.
Agora somos líderes, mas estamos na prova apenas com cinco corredores o que também vai tornar mais difícil controlar”.

Vicente de Mateos ganhou a meta volante (Camisola Rosa) e terminou a etapa na segunda posição. Disse que esta foi a primeira corrida deste ano “com tanto calor, mas fomos todos ao ataque. Assumo que relaxei um pouco e quando me dei conta tinha seguido um grande grupo para a frente da corrida.
Já nos organizámos tarde e sabíamos que no final não ia correr bem, porque perdemos 46 segundos para o vencedor”. Para hojeo espanhol recorda que no ano passado a subida final ao Castelo de Belmonte fez a diferença nas contas finais, por ser uma subida exigente, mas vamos lutar para conseguir a Camisola Amarela”, tal como aconteceu em 2017.

As restantes camisolas

As restantes três camisolas do 39.º Grande Prémio ABIMOTA foram conquistadas por Leonel Coutinho (Vito-Feirense-Blackjack), que vestiu a Camisola Xadrez e a da Juventude (Branca) pelo seu colega de equipa, Xuban Errazkin. A oitava camisola, Vermelha, que é atribuída ao melhor corredor da Equipa de Clube, ficou com Miguel Gomez Crespo (Supermercados Froiz).

O diretor da prova, Vital Almeida, ao fazer o balanço do dia falou do calor, que acabou por ser uma novidade e fazer alguma diferença no resultado final.

Contudo, foi a cerca de 50 km da meta “que a situação da corrida complicou porque dividiu, havendo uma chegada em grupos onde ganhou o melhor.
Tivemos sempre vários grupos ao longo da prova.
O vento também foi um factor importante mas ainda assim foi a montanha final a principal responsável por dividir ainda mais esta chegada”.

 

Etapa curta, com muito sobe e desce

Para hoje há uma etapa curta, com um circuito de 35 km que vai ter duas voltas, mas pelo facto de ser curta e ter um circuito pequeno, o dirigente alerta para que não se deixem enganar, porque “vai ser complicado.
Há muito sobe e desce e terminamos numa subida que vai fazer a diferença, sendo a cereja no topo do bolo a chegada ao Castelo, com bonificações que podem trazer alterações nos resultados finais”.

Hoje, dia 15, vai para a estrada a terceira etapa do 39.º Grande Prémio ABIMOTA, concentrada em Belmonte. Espera os corredores uma tarde de ciclismo em circuito, com 70,85 km (duas voltas) que terão início pelas 14.25 horas do Castelo de Belmonte.

Este será também o monumento que assinala a chegada às 16.15 horas. Não vai faltar uma ampla vista sobre a Serra da Estrela, permitindo que seja retirado o devido proveito desta jornada. A dupla passagem na contagem de montanha de 3.ª categoria será uma das dificuldades apresentadas amanhã aos corredores.

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Texto: M&A Creative
Fotos: João Fonseca

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