Ricardo Ribas volta a triunfar na S. Silvestre de Famalicão

Ricardo Ribas

Ricardo Ribas

Chegaram os fim-de-semana marcantes do mês de Dezembro com o Natal e a Passagem de Ano mas nem por isso se deixa de correr e segue o rol de corridas São Silvestre por este país.

No passado Sábado (23) aconteceu a segunda edição da Medium São Silvestre de Vila Nova de Famalicão num evento produzido pelo Eugénios Health & Spa Club e a Associação Horas Alegres com o apoio da Câmara Municipal de Famalicão e da Associação de Atletismo de Braga.

A compor o evento estava uma corrida competitiva de dez quilómetros e para os que não queriam correr tinham a alternativa de uma caminhada ao longo de quatro quilómetros.

 

Percurso citadino e algo selectivo

A São Silvestre de Famalicão teve partida e chegada junto à Câmara Municipal local envolvia duas voltas praticamente iguais ao longo das várias artérias da cidade.

Fotos de Fotos António Sousa

Ao longo do percurso percorriam-se algumas zonas importantes da cidade como o Jardim 1º de Maio, passagem junto à estação de comboios, Parque da Juventude, Avenida de França, uma volta dentro do estádio Municipal de Famalicão, Jardim Dona Maria II e Jardim da Câmara.

 

A prova decorreu toda ela dentro da cidade de Vila Nova de Famalicão e como a cidade é pequena e para não haver grande problema com cortes de trânsito, a opção da corrida em duas voltas é adequada. O percurso apresenta o seu nível de selectividade já que apresenta um misto de piso asfaltado e piso empedrado e algum em más condições.

Para além disso o percurso tem algumas subidas que sendo em piso empedrado fazem o seu estrago, destacando-se a subida para a estação de comboio e as subidas de retorno para as passagens na zona de meta. Mas no geral, é um percurso desafiante para os atletas.

Foto: Runners +TV / Eduardo Campos

Ricardo Ribas cumpre promessa e vence a São Silvestre de Famalicão

O principal nome que a São Silvestre de Famalicão apresentou foi o atleta do Sport Lisboa e Benfica, Ricardo Ribas.

O atleta voltava a ser o padrinho da prova e tentava vencer mais uma vez a competição. Para tentar esta vitória, Ribas tinha um incentivo especial já que durante a semana a sua companheira, a também atleta do Sport Lisboa e Benfica Ana Dulce Félix deu à luz a menina Matilde. No lançamento da prova nas redes sociais, Ribas prometeu que se vencesse a prova faria uma dedicatória especial à sua filha.

Com um incentivo tão grande não foi surpresa ver no final Ricardo Ribas a vencer a prova com um tempo final de 31:05 minutos. Na segunda posição ficou Artur Rodrigues do G. D. C. Guilhovai com 31:17 minutos e na terceira posição José Gaspar do Odimarq com 31:22 minutos.

Jéssica Pontes a vencedora – Foto – José Alves / Inbox Fotografia

A jogar em casa, Jéssica Pontes vence competição feminina

Na vertente feminina da prova a grande vencedora foi a atleta famalicense, Jéssica Pontes que representa as cores do Sporting Clube de Braga com um tempo final de 36.22 minutos. Na segunda posição ficou Andreia Cunha do Figueiredo´s Runners and Friends com 36:28 minutos e na terceira posição a veterana Clarisse Cruz com um tempo de 37:38 minutos.

Em suma, tanto a competição masculina como feminina foi bastante disputada.

Foto: Runners +TV / Eduardo Campos

A prova não teve vencedores por escalão.

A equipa OPraticante.pt esteve representada por Nuno Fernandes que terminou a prova com um tempo de 51:57 minutos.

Organização aumenta preços de inscrição, mas repete alguns problemas organizativos

A primeira edição da São Silvestre de Famalicão que aconteceu o ano passado foi um sucesso com uma presença de quase 1400 finalizadores na prova de dez quilómetros e que valeu a entrada no top das provas nacionais com mais finalizadores numa edição de estreia.

Aliada à data da prova e a um preço de inscrição convidativo, o público aderiu em massa ao evento famalicense e de tal forma que a edição deste ano era encarada com expectativa.

Um fato que não se pode por de lado é que os preços de inscrição na prova deste ano tiveram um aumento em relação ao ano passado.

Foto: Cristina Moreira Photography

Dorsal e Kit do atleta

O levantamento do dorsal da prova no dia da prova decorreu com alguma confusão e demora. Numa fila pouco organizada, os atletas tinham de saber o seu número de dorsal para o puderem levantar pois somente pelo nome, o staff estava a ter problemas em os entregar. Este mesmo problema já se tinha verificado o ano passado.

Do kit do atleta fazia parte o dorsal e uma t-shirt técnica de manga comprida alusiva à prova e no final da prova era entregue um saco com água, maçã, barra de cereais, voucher promocional numa loja de desporto, medalhão de finisher e ainda umas meias convencionais alusivas à prova.

 

O ano passado o kit era basicamente o mesmo, onde só se alterava o tipo de par de meias entregues, já que no ano passado eram umas meias de corrida da marca Karrimor. Em suma, o preço de inscrição sofreu um aumento e o kit do atleta manteve-se igual e se formos a ver pelo preço de mercado até baixou.

A estrutura da prova estava junto à câmara municipal e tinha quase todas as valências para uma prova de grande nível, WC`s, espaço de massagem, espaço para banhos perto do local, stands dos parceiros do evento. Só faltou mesmo um espaço de guarda-roupa para os atletas de longe guardarem as suas mochilas. Já o ano passado não tinham essa valência. Uma prova que tem tanta adesão tem necessariamente de ter um espaço desses.

Fotos de Fotos António Sousa

A zona da partida

Tal como já tinha acontecido no ano passado, a organização não poupou a meios para dotar o evento de grande capacidade de luz e som, que fica sempre bem numa corrida nocturna.

Após o tiro de partida até fogo-de-artifício foi lançado para o ar dando um efeito espectacular à partida.

A colocação dos atletas na caixa de partida é feita sem blocos de tempo e com os atletas a estarem dispostos conforme vão chegando ao local.

O local de partida fica em plano descendente numa rua estreita e passados cinquenta metros, os atletas fazem uma curva a 90 graus para a direita. Ou seja aliado a todos esses factores, o inicio da prova é muito lento e por vezes caótico.

Aqui a meu ver restam duas soluções, ou se altera o local de partida e chegada da prova ou então colocam os atletas dispostos por blocos de partida.

Fotos de Fotos António Sousa

Prova com um excelente ambiente nas ruas de Famalicão

Logo nos primeiros metros de prova, os atletas recebem de imediato um banho de multidão e essa é a grande virtude da São Silvestre de Famalicão, o apoio que os atletas recebem ao longo de todo o percurso e principalmente nas grandes praças da cidade.

O último quilómetro da prova é de facto soberbo com o público de Famalicão a mostrar como se deve receber os atletas numa prova nocturna.

Ao contrário do que aconteceu na edição transacta, a prova deste ano não teve ao longo do percurso placas informativas da quilometragem da prova. Tal como no ano passado, em cada cruzamento havia elementos a indicar o percurso.

A prova teve um abastecimento de água ao quinto quilómetro. A temperatura ambiente estava perfeita para a prática da corrida e um abastecimento esteve adequado, o que já não esteve bem foi as águas estarem geladas. De notar que após o abastecimento não havia local para o deposito das garrafas vazias.

Após a prova, a entrega do saco com as lembraras e fruta/água decorreu sem muita demora e com os atletas a saírem rapidamente do local.

A divulgação dos resultados foi feita de modo rápido mas não se pode deixar de falar que na lista de resultados havia dezenas de nomes de homens que aparecerem como finalizadores no escalão feminino.

Foto: Cristina Moreira Photography

Prova com futuro risonho mas a necessitar de melhorias

A 2ª Edição da Mediam São Silvestre de Vila Nova de Famalicão teve um total de 1968 finalizadores, o que revela um aumento de mais de 600 finalizadores em relação aos 1332 do ano passado.

A nocturna famalicense é uma prova que se prima sobretudo pelo grande ambiente que a prova tem, com uma grande massa humana na beira do percurso a apoiar os atletas e com a organização a dar um grande show de luz e som.

Sob o ponto de vista de ambiente de prova é uma corrida que se recomenda vivamente.

Nos diversos meios de comunicação social, os responsáveis da prova indicaram que pretendem fazer desta prova um evento marcante nesta época na região norte no dia 23 de dezembro e têm todas as ferramentas para o fazerem. No entanto uma prova que tem cerca de 2000 finalizadores precisa de melhorar alguns aspectos de modo a subir o nível.

Foto: Cristina Moreira Photography

Comparando a edição deste ano com a anterior, o preço de inscrição aumentou e basicamente tudo se manteve na mesma e se formos ao pormenor até decresceu o que se proporcionou / deu aos atletas. Mas no final, o que conta é a participação e esta foi um verdadeiro sucesso.

Para um aumento da qualidade da prova, deixo algumas sugestões como colocar um sistema de partida por blocos de tempo ou alterar o local de partida, melhorar o sistema de entrega de dorsais / cronometragem no dia da prova e colocar vencedores por escalões na prova que é algo que acontece na maioria das provas e que aumenta o nível competitivo destas.

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Texto: Nuno Fernandes
Fotos: Cristina Moreira PhotographyEduardo Campus / Runners + TVFotos António SousaJosé Alves / Inbox Fotografia

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